quinta-feira, 15 de maio de 2008
[ 21:46 ]
Assisti em dvr Five Easy Pieces (EUA, 1970), do Bob Rafelson. Um pianista deixa para trás a família de músicos endinheirados e vai trabalhar como operário e morar com uma namorada de classe baixa. Uma visita ao pai e ao irmãos reacende o conflito interior entre os dois modos de vida. A história é toda muito lenta, difusa e tortuosa, quase dando a impressão que o roteiro foi improvisado durante as filmagens. As interpretações são boas, principalmente do Jack Nicholson e da Karen Black nos papéis principais (os dois foram indicados ao Oscar), mas não salvam Five Easy Pieces. Fraco. #
[ 10:19 ]
Mashup natural: erupção vulcânica + descarga elétrica. #
quarta-feira, 14 de maio de 2008
[ 22:20 ]
Dia de proezas desportivas. Na hora do almoço, todo o pessoal do escritório foi jogar boliche no Lucky Strike. Eu, novato, fui junto. Comecei mandando duas bolas para a calha lateral, mas após mais algumas tentativas, para surpresa de todos (inclusive minha), acabei conseguindo fazer três strikes. Depois do expediente, fui jogar sinuca com o Rich no Buffalo Billiards. Já estou um pouco melhor, mas ainda falta muito para voltar ao velho ritmo. Talvez eu nunca mais chegue ao mesmo nível de quando morava em Lisboa e jogava duas ou três noites todas as semanas, porém já fico contente se der uma pequena melhorada. O importante é que me diverti, tanto no boliche como na sinuca, independentemente dos resultados. #
terça-feira, 13 de maio de 2008
[ 22:06 ]
Hoje fui ao auditório da National Geographic Society ver uma palestra do Bülent Atalay, autor dos livros Math and the Mona Lisa e Leonardo's Universe. Um velhote simpático, professor de física e também desenhista e gravurista, ele falou com paixão sobre a genialidade e sobre a originalidade do Leonardo da Vinci, com digressões sobre Fibonacci, Beethoven, Pitágoras, Newton, e várias outras figuras importantes das artes e das ciências. Bacana. #
segunda-feira, 12 de maio de 2008
[ 23:04 ]
Cheguei agora do Uptown Theater, aquele cinema aqui perto de casa com uma tela de doze metros de altura por vinte e um metros de largura, onde fui assistir Iron Man (EUA, 2008), do Jon Favreau. Boa diversão, com múltiplas piscadas de olho para os fãs dos quadrinhos (incluindo várias portas abertas para novos episódios) e com trilha sonora muito bem escolhida (incluindo Black Sabbath, AC/DC, e até um pedacinho da música dos desenhos animados). O elenco é bom, e nos quatro papéis principais (Robert Downey Jr, Terrence Howard, Jeff Bridges, Gwyneth Paltrow) eu contei sete indicações ao Oscar (só a Gwyneth ganhou uma estatueta) e oito indicações ao Golden Globe (a Gwyneth levou um troféu e o Downey levou outro). O roteiro é competente, sem muitas surpresas mas sem se perder em grandes bobagens (não escapa, porém, de bobagens menores, como o vilão que aprende quase instantaneamente a usar um equipamento sofisticado que o próprio inventor teve que treinar durante um bocado de tempo para controlar). Melhor que Spider-Man, melhor que Batman Begins, melhor que Superman Returns, mas sem o mesmo impacto do Batman do Tim Burton. #
domingo, 11 de maio de 2008
[ 20:41 ]
Assisti em dvd Fresh (EUA, 1994), escrito e dirigido pelo Boaz Yakin. A história começa como drama de denúncia social e depois envereda por uma engenhosa trama de artimanhas criminais. O jogo de xadrez está presente não só como hobby do menino-protagonista Fresh, interpretado pelo estreante Sean Nelson, mas também como metáfora para a sua forma de enfrentar os problemas que encontra. Filme bacana, seria um pouco melhor se não fosse por alguns atores secundários um bocado fracos (principalmente os amiguinhos do Fresh). Em compensação, temos boas atuações do Giancarlo Esposito (de The Usual Suspects) e do Samuel L. Jackson (de Pulp Fiction). Curiosidade: em Searching for Bobby Fischer o Ben Kingsley interpreta o enxadrista Bruce Pandolfini, que não gosta que seu discípulo dispute partidas rápidas com jogadores de rua; em Fresh o Samuel L. Jackson é um jogador de rua, que diz ter vencido o Bruce Pandolfini numa partida rápida. Melhores frases, ambas do Jackson: "Anything lost can be found again, except for time wasted." e "Your queen is just a pawn with some fancy moves, nothing more." #
sábado, 10 de maio de 2008
[ 15:39 ]
Terminei de assistir a sétima e última temporada de Star Trek: Voyager. Se uma Janeway incomoda muita gente, duas Janeways incomodam muito mais. Isso mesmo, o episódio final tem duas versões da megera, uma como capitã no presente, outra como almiranta no futuro, e ambas possuem a mesma personalidade odiosa, mistura de ditadora de republiqueta subdesenvolvida com diva de ópera em decadência. Pior que isso, o roteiro copia sem pudores a idéia do episódio final de Star Trek: The Next Generation, mostrando o futuro (ou um dos possíveis futuros) de cada um dos personagens principais da série. E não foi a primeira vez que os roteiristas recorreram à pilhagem. O episódio Author, Author, por exemplo, sobre um holograma (The Doctor) ter direito ou não de ser considerado legalmente uma pessoa, explora exatamente a mesma questão debatida em The Measure of a Man, sobre um andróide (Data) ter direito ou não de ser considerado legalmente uma pessoa. Outra recorrência incômoda nesta última temporada é a modificação abrupta da personalidade de alguns personagens para se encaixarem em histórias que de outra forma não fariam muito sentido. No já citado Author, Author, o doutor assume um comportamento infantil e irresponsável que contradiz tudo o que havia demonstrado no episódio Living Witness, na quarta temporada. Em Human Error colocam a pobre Seven of Nine num romancezinho absurdo que só serve como preparação para o final da temporada. Dá um certo alívio ver que a série acabou antes que pudessem estragar ainda mais os poucos elementos interessantes da trama. Voyager terminou como começou: medíocre. #
