quarta-feira, 01 de setembro de 2010

[ 10:44 ]

Assisti em dvr The Skeptic (EUA, 2009), do Tennyson Bardwell. Um sujeito que não acredita em fenômenos paranormais é confrontado com a possibilidade de estar vivendo numa casa mal assombrada. Ponto positivo: fica aberta a possibilidade de haver uma explicação não sobrenatural para a história, ficando a decisão para o espectador. Ponto negativo: o protagonista cético é retratado como uma pessoa desagradável e avessa a explicações da realidade que não se encaixam com seus próprios dogmas. Quando vão fazer um filme em que o ceticismo é visto como uma atitude saudável e como a recusa de aceitar explicações que não são baseadas em evidências? No elenco, Tim Daly (da série Private Practice), Tom Arnold (da série Roseanne) e Zoe Saldana (de Avatar). #

[ 10:14 ]

Agora é oficial, este é o verão mais quente na história da cidade: Summer 2010 hottest on record in Washington. #

terça-feira, 31 de agosto de 2010

[ 22:10 ]

Balanço de agosto: assisti 25 filmes e uns 45 episódios de séries de tv, ouvi 8 palestras (da série Perspectives on Abnormal Psychology), fui a um show musical (Willie Nelson) e joguei dois jogos novos no Playstation 3 (Prince of Persia e Fight Night Round 4). #

[ 10:54 ]

Sessão dupla em dvr com filmes simpáticos mas sem muito a oferecer. The Great Buck Howard (EUA, 2008), do Sean McGinly, tem o John Malkovich como ilusionista em decadência e o Colin Hanks como seu road manager. A história é aparentemente inspirada no Amazing Kreskin, com quem o McGinly trabalhou. Apesar da boa interpretação do Malkovich, achei o filme bobinho, previsível e desinteressante. Curiosidade: Tom Hanks aparece num papel pequeno como pai do Colin Hanks, que é seu filho fora das telas. Adventureland (EUA, 2009), do Greg Mottola, tem o Jesse Eisenberg (de The Hunting Party) como adolescente atrapalhado dos anos oitenta e a Kristen Stewart (de Twilight) como adolescente problemática dos anos oitenta, e os dois se envolvem num romancezinho problemático e atrapalhado nos anos oitenta. A história é aparentemente inspirada no parque homônimo em Long Island, onde o Mottola trabalhou. Fraquinho, mas eu estou certamente fora do público-alvo do filme, que deve ser formado por adolescentes problemáticos e atrapalhados. #

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

[ 11:23 ]

Jogo da vez: Fight Night Round 4. Como a maior parte das simulações esportivas da Electronic Arts, viciante. Só não gostei muito de ter que controlar o lutador com a alavanca do gamepad e não com os botões, porque o meu polegar acabou ficando esfolado depois de algumas horas de jogo. Passei grande parte do weekend desferindo jabs, hooks e uppercuts, até finalmente conseguir nocautear Muhammad Ali numa luta pelo título. Bacana. #

domingo, 29 de agosto de 2010

[ 10:42 ]

Ontem terminou a série Persons Unknown, que tinha uma boa premissa e personagens interessantes e mesmo assim se perdeu feio no seu próprio labirinto e teve uma conclusão tolinha, deixando incontáveis buracos na trama e uma pretensa explicação que nada explica - mais uma série na linha de Lost, com o atenuante de ao menos ter sido curtinha (treze episódios). #

sábado, 28 de agosto de 2010

[ 16:01 ]

Mais um filme com Errol Flynn em dvr, desta vez um que se encaixa no meu ciclo de história da Inglaterra: The Private Lives of Elizabeth and Essex (EUA, 1939), do Michael Curtiz. Eu nunca li em lugar algum que o Robert Devereux, o Earl of Essex do título, tivesse mantido qualquer tipo de relacionamento romântico com a Elizabeth I. No filme, porém, há uma ligação passional entre os dois e o conflito entre rainha poderosa e vassalo rebelde recebe uma interpretação completamente diferente. Bette Davis, cheia de maquiagem e com as sobrancelhas raspadas, é a rainha Elizabeth. Errol Flynn, destilando machismo e arrogância, é o Earl of Essex. A história do filme é bem diferente da história dos livros. Na passagem do Essex pela Irlanda, por exemplo, não é mencionado seu hábito de, sem autorização da rainha, condecorar seus oficiais com o título de cavaleiros. De volta à corte, não aparece o famoso episódio em que, irritado com a rainha, ele teria começado a desembainhar a espada contra ela. E a sua marcha até Londres exigindo uma audiência com a rainha terminou de forma bem diferente do que o filme mostra: Essex nem chegou até o palácio, foi forçado a fugir, e acabou preso por traição, tudo isso sem conseguir falar com Elizabeth. Ou seja, mais um filme que usa personagens históricos para contar histórias que não aconteceram. O mais curioso para mim é a tentativa de justificar o comportamento do Essex, um sujeito sedento de poder ms não muito esperto, e colocá-lo como herói trágico de um relacionamento romântico que não funcionou bem. A melhor cena de The Private Lives of Elizabeth and Essex para mim é o tabefe que a Bette Davis dá na cara do Errol Flynn, onde fica evidente que o ator não esperava um tapa real e muito menos um tapão com aquela violência. Ele faz uma cara de imensa surpresa e revolta antes de retomar o controle e encaixar o incidente em sua interpretação. #

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

[ 10:59 ]

Sessão dupla em dvr com Errol Flynn. Em Adventures of Don Juan (EUA, 1948), do Vincent Sherman, ele já estava perto dos quarenta anos de idade e suas lutas de espada não eram mais tão espetaculares (já tinham passado mais de dez anos desde Captain Blood e The Adventures of Robin Hood, por exemplo). Mesmo assim, Flynn ainda dá um salto do alto de uma escadaria enorme que poderia ter sido sua última acrobacia. O roteiro é bobinho, e o herói Don Juan por vezes parece um pastiche de outros personagens do ator. Em Dodge City (EUA, 1939), do Michael Curtiz, Flynn ainda estava no auge da sua carreira, e em vez de espadas usa revólveres para limpar a cidade do título. Curiosamente, para um ator que ficou famoso interpretando piratas (Captain Blood) e rebeldes (The Adventures of Robin Hood), aqui ele é o xerife anti-libertário que proíbe jogatinas noturnas e ajuda a implantar um sistema de impostos. O Michael Curtiz é um bom diretor e o filme é bacaninha apesar da sutil postura defensora da moral e do bons costumes. O xerife se chamava Wade Hatton, e eu fiquei imaginando se apareceria um evil twin chamado Wade Hattoff. #

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

[ 12:14 ]

Terminei de ouvir a série de palestras Perspectives on Abnormal Psychology, com o professor Drew Westen. Um passeio interessante saindo da teoria psicoanalítica de Freud e avançando até a terapia cognitivo-comportamental. #