segunda-feira, 15 de março de 2010

[ 15:09 ]

Ontem comecei a assistir a terceira temporada de The Tudors. A primeira esposa, Katherine of Aragon, já se foi. A segunda esposa, Anne Boleyn, já se foi. Agora o Henry VIII está na terceira esposa, Jane Seymour. Entra em cena o Francis Bryan, cavaleiro caolho amigo do rei, que já deveria ter aparecido antes porque era primo da Anne Boleyn mas que continua zanzando pela corte porque também era primo da Jane Seymour. Um sujeito de quem eu nunca tinha ouvido falar era o cardeal Waldburg, mas imagino que seja um personagem de alguma forma importante porque é interpretado pelo Max von Sydow. Os dois primeiros episódios trataram principalmente da revolta dos camponeses de Lincolnshire e de Yorkshire contra reformas religiosas e fechamento de monastérios, entre outras coisas. Claro que as coisas não vão terminar bem para os revoltosos. #

domingo, 14 de março de 2010

[ 19:49 ]

Vinho da noite: The Wisdom Cabernet Sauvignon 2006. Californiano, do Alexander Valley. Um bom vinho, mas prefiro meus cabernets mais encorpados e mais ricos em tanino. #

[ 19:46 ]

Assisti em dvd Cold Souls (EUA-França, 2009), escrito e dirigido pela estreante Sophie Barthes. Uma comédia que é basicamente um drama com uma premissa absurda levada a conseqüências extremas, parece uma mistura de Paul Auster e Charlie Kaufman, com elementos de Kafka e participação especial da máfia russa. No meio de tudo isso, questões existenciais interessantes. Paul Giamatti é o ator perfeito para uma história dessas. Gostei e recomendo. #

[ 10:48 ]

Hoje é 14 de março (3/14), dia do Pi. #

sábado, 13 de março de 2010

[ 13:15 ]

Eu nunca li o famoso Guerra e Paz, do Leo Tolstoy, e nunca tinha visto a famosa versão cinematográfica dos anos cinqüenta, então aproveitei a oportunidade quando o canal TCM exibiu War and Peace (EUA, 1956), do King Vidor. Não faltam nomes conhecidos no elenco: Henry Fonda, Audrey Hepburn, Mel Ferrer, Vittorio Gassman, Anita Ekberg, Herbert Lom, e um Jeremy Brett bem jovenzinho, quase um quarto de século antes de interpretar Sherlock Holmes para a Granada Television. Imagino que, com 208 minutos de duração, a história tenha sido extremamente condensada, já que a versão russa de 1967 passava de sete horas e a versão inglesa de 1972 chegava às quinze horas. O que restou foi um retrato da aristocracia russa durante a invasão napoleônica, e eu geralmente acho difícil simpatizar com os problemas dos privilegiados. Não fiquei particularmente sensibilizado com a mocinha mimada em busca do seu príncipe encantado (no final ela deixa para trás seus móveis e seus quadros para poder salvar um punhado de soldados, como se fosse um nobre sacrifício), ou com o herdeiro latifundiário tentando entender a nova realidade política do país (sua idéia de "vou ali ver como é a guerra e já volto" me fez rir), e muito menos com o príncipe que vai para a guerra para não ter que aturar a esposa (e quando arranja uma segunda possível esposa resolve ir para a guerra novamente e deixar a moça esperando por um ano). Talvez o livro seja muito menos inocente que o filme (sim, eu acho que a literatura russa do século XIX era bem mais avançada, em vários aspectos, que o cinema hollywoodiano dos anos cinqüenta), mas não sei se me animo a ler 1.400 páginas para descobrir a diferença. #

sexta-feira, 12 de março de 2010

[ 12:31 ]

Assisti em blu-ray The Hurt Locker (EUA, 2008), da Kathryn Bigelow. Achei a história interessante, mas fiquei surpreso por ter sido considerado o melhor filme do ano pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences. Oscars de melhor direção e melhor edição, sim, escolhas merecidas. Mas melhor filme do ano me parece um exagero. Mesmo a estatueta de melhor roteiro certamente poderia ter ido parar em melhores mãos, já que The Hurt Locker não tem exatamante uma estrutura primorosa. Os personagens são bem apresentados, formando um triângulo (veterano racional, veterano passional, novato oscilando entre a influência de cada veterano), mas a trama é basicamente formada por pequenos episódios desconectados (é possível remover ou substituir alguns desses episódios sem alterar fundamentalmente o filme). Repito, achei a história interessante, só não concordo que The Hurt Locker seja uma boa escolha para melhor filme do ano. E isso sem entrar na discussão da ideologia embutida na trama, dos soldados estadunidenses do bem combatendo os iraquianos do mal, do herói imprudente romantizado como paradigma do guerreiro valoroso. #

quinta-feira, 11 de março de 2010

[ 22:04 ]

Depois de muitas horas de diversão, estou aposentando o Dragon Age: Origins. Joguei as seis possíveis origens (Human Noble, City Elf, Dalish Elf, Magi, Dwarf Commoner, Dwarf Noble) e completei o jogo duas vezes (como Rogue Human Noble e como Rogue Dwarf Noble). A história é boa, e é bacana ver alguns episódios de pontos de vista diferentes. Os diálogos entre os vários personagens que podem se juntar ao grupo também acrescentam outra camada por cima da aventura (a minha passagem preferida é quando o guerreiro mais sisudo e truculento do bando revela ter roubado uns biscoitos de um garotinho gordo "que já tinha comido biscoitos demais"). O final do jogo oferece a oportunidade de conversar uma última vez com todos os personagens, o que dá ao jogador uma sensação de ter realizado alguma coisa de verdadeiro impacto naquele mundo fictício. Acho que o preço a pagar por uma história tão bem finalizada e com tantos detalhes é a perda de liberdade para o jogador, e em muitos momentos me senti forçado a tomar certos caminhos (uma opção de diálogo que não aparece, uma porta que é impossível de abrir, etc). Por causa disso, Dragon Age: Origins me pareceu mais perto daqueles livros-aventura do Steve Jackson ("se quer lutar com zombie vá para a página 142, se quer fugir pela janela vá para a página 38") que dos velhos RPGs jogados ao redor de uma mesa, onde as possibilidades eram quase infinitas (um jogo recente que emula razoavelmente bem aquela sensação, apesar das limitações do computador, é The Elder Scrolls IV: Oblivion). #

quarta-feira, 10 de março de 2010

[ 18:27 ]

Hoje, após um bom almoço no Bertucci's, fui até a Phillips Collection ver a exposição Georgia O'Keeffe: Abstraction (a mesma exposição que esteve recentemente no Whitney Museum em New York e que depois vai para o Georgia O’Keeffe Museum em Santa Fe). Alguns quadros que eu já conhecia, e muitos que eu não conhecia, todos com a idéia interessante de reduzir objetos às suas formas e cores básicas de maneira tão extrema que o resultado se torna abstrato (ou, em alguns casos, quase abstrato). Como complemento, também presentes fotos do seu parceiro Alfred Stieglitz, incluindo algumas comparações curiosas. Depois, aproveitando que a tarde estava ensolarada e não muito fria, voltei para casa caminhando e ouvindo uma palestra do Daniel N. Robinson sobre Aristóteles. #

terça-feira, 09 de março de 2010

[ 11:15 ]

Ouvindo música no YouTube, parte dois: You're Gonna Miss Me, com Lulu and the Lampshades. #

[ 11:13 ]

Ouvindo música no YouTube, parte um: Beat It, com Pomplamoose. #

segunda-feira, 08 de março de 2010

[ 19:40 ]

Assisti em dvr Evidence of Blood (EUA, 1998), do Andrew Mondshein, baseado no livro homônimo do Thomas H. Cook. David Strathairn (de Good Night, and Good Luck) é o escritor que volta à sua cidadezinha natal para desvendar um mistério, Mary McDonnell (de Dances with Wolves) é a dona do bar local com um mistério a ser desvendado. Um drama policial bacaninha, mas com um problema comum em histórias do gênero. Para que o mistério seja revelado somente no momento mais oportuno para a narrativa, é criado um mecanismo artificial para manter o espectador no escuro. Neste caso, temos dois destes mecanismos. Primeiro, logo no início do filme o protagonista recebe um envelope com uma pista importante (literalmente rotulada como a pista crucial a ser seguida) mas só bem perto do final ele percebe o significado da pista (que deveria ter sido imediatamente óbvio para o personagem). Segundo, o investigador tem memórias de infância que desvendariam o caso facilmente, mas que graças a um conveniente trauma só são desbloqueadas bem pertinho do final do filme. #