domingo, 30 de setembro de 2001

[ 21:36 ]

No Burburinho: velozes e furiosos, o bárbaro e o bardo, novo desafio, nova enquete. Como sempre, burburinhe-se! #

[ 08:34 ]

Como já é habitual, Ricardo Bonalume Neto manda bem na Folha de S. Paulo de hoje: "Tanto faz o que fizeram os EUA no passado. Relembrar isso cria uma curiosa aritmética da morte que supostamente 'justificaria' o terror. Os EUA mataram milhares de japoneses em Hiroshima, mas os japoneses mataram milhões na China, que matou mais alguns milhares no Tibete e assim por diante... Se quem matou mais merecer um avião na cabeça, não sobra um, meu irmão." #

[ 07:57 ]

Ontem assisti, em vídeo, Basquete Blues (título um tanto nonsense que ganhou no Brasil o documentário Hoop Dreams, EUA, 1994). É uma idéia interessante acompanhar a vida de dois rapazes que sonham em jogar na NBA, mas fica sempre aquela impressão de encenação, de que a presença da câmara influencia mais que documenta os acontecimentos. Eu já tinha escrito um pouco de raspão sobre isso em Verdades Que Não Aconteceram, e fiquei com aquela sensação incômoda durante quase todo o filme. #

sábado, 29 de setembro de 2001

[ 22:41 ]

Som do dia: Cake. "Adjectives on the typewriter / He moves his words / Like a prize fighter" (de Shadow Stabbing). #

[ 08:12 ]

Ontem eu e a Rosinha Monkees fomos assistir Velozes e Furiosos (The Fast and the Furious, EUA, 2001), do Rob Cohen, no Eldorado 4. Dutante a primeira parte do filme, o som flutuou entre o incomodamente alto e o ridiculamente baixo. O público gritava e assobiava, mas o problema continuava, já que o cinema estava abandonado e trancado, sem qualquer funcionário por perto. Só depois de alguns espectadores espancarem a porta da sala de projeção apareceu alguém para resolver a situação. Lamentável. Comentários sobre o filme no Burburinho desta semana. #

sexta-feira, 28 de setembro de 2001

[ 18:23 ]

Habitualmente sou uma pessoa cética e um pouco pessimista (talvez uma coisa seja conseqüência da outra), então sempre acho um pouco estranho quando um plano dá certo. Mas tudo indica que o meu projeto pessoal para 2001 está sendo um sucesso. Planejei fazer um weblog logo no início do ano e divulgá-lo até o inverno. Criei este modesto Por um Punhado de Pixels, que foi destaque na revista Época e, apesar de não ter uma audiência gigantesca, conseguiu conquistar um público qualificado. Em setembro, o plano era lançar um site novo que substituísse a Esfera. Montei o Burburinho, que foi solenemente ignorado pela mídia mas mesmo assim ganha novos burbunautas quase diariamente. Usando estes sites como portfolio, concluía o planejamento conseguir um novo emprego e voltar a trabalhar com conteúdo. E esta semana comecei como diretor de conteúdo do AXN. Deu tudo tão certo que fico até desconfiado. Vou deixar para comemorar só lá pelo final do ano. #

quinta-feira, 27 de setembro de 2001

[ 16:26 ]

Ontem assisti novamente, em vídeo, As Aventuras de Robin Hood (The Adventures of Robin Hood, EUA, 1938), dirigido por Michael Curtiz e William Keighley. Errol Flynn mais parece Peter Pan naquela roupinha verde, mas continua sendo o grande clássico no papel de Robin Hood. O resto do elenco também está no mesmo nível, com Olivia de Havilland, Basil Rathbone e Claude Rains. Destaque para a antológica luta de espadas do final. "I'm only just beginning. From this night forward I'll use every means in my power to fight you!" #

[ 15:00 ]

Uma coisa interessante de trabalhar aqui no AXN é conviver diariamente com material como Gena Lee Nolin (Shena), Pamela Anderson (V.I.P.), Tia Carrere (Relic Hunter), e outras moçoilas do mesmo calibre. #

quarta-feira, 26 de setembro de 2001

[ 21:01 ]

O Burburinho apareceu entre O Melhor da Internet, na categoria Notícias e Mídia > Revistas > Cultura. É o meu terceiro site nesse "guia dos melhores sites da Web, os mais interessantes e os mais úteis". Também estão lá a Esfera (em Arte e Cultura) e o Pijama Selvagem (em Lazer > Humor). #

[ 20:40 ]

O filme de ontem, em vídeo, foi bem fraquinho: Amigos e Amantes (Friends & Lovers, EUA, 1999), dirigido por George Haas. A velha história do grupo de amigos que se reúne numa casa isolada (como em The Big Chill, Peter's Friends e tantos outros) e durante um weekend vão dando vazão às suas peculiaridades. Temos o conquistador mal sucedido, o gay virgem, o rapaz que tem problemas com o pai, a grávida divertida, tipos que poderiam ser interessantes se melhor desenvolvidos. Acaba sendo somente uma curiosidade, por ter no elenco alguns nomes conhecidos, como Stephen Baldwin, Robert Downey Jr. e Claudia Schiffer. #

[ 20:33 ]

Trabalhando em coisas que eu gosto, nem sinto o tempo passar. Quando chega a hora de voltar para casa, fico postergando. Só mais um pouquinho, só mais um pouquinho, só mais um pouquinho... #

terça-feira, 25 de setembro de 2001

[ 19:46 ]

Ontem assisti, em vídeo, Quando Éramos Reis (When We Were Kings, EUA, 1996), dirigido por Leon Gast. É um documentário muito bem construído sobre a luta em que Muhammad Ali recuperou seu título de campeão mundial derrotando George Foreman em 1974. O combate em si já foi sensacional, com estratégias inteligentes e surpreendentes, mas o filme vai muito além disso e mostra toda a tensão política que envolveu o evento, das implicações raciais à participação do ditador zairense Mobutu Sese Seko, sem deixar de lado a faceta de líder e de formador de opinião de Ali, que tinha perdido o título ao se recusar a combater na guerra do Vietnam. "Muhammad Ali, he was like a sleeping elephant. You can do whatever you want around a sleeping elephant; whatever you want. But when he wakes up, he tramples everything." #

[ 19:01 ]

O trenzinho que me traz ao AXN de manhã é bem simpático, com ar condicionado e música ambiente. Pena que a paisagem seja um rio morbidamente poluído. #

segunda-feira, 24 de setembro de 2001

[ 22:13 ]

Ontem assisti, em vídeo, Casino Royale (Casino Royale, EUA, 1967), dirigido por Val Guest, Ken Hughes, John Huston, Joseph McGrath e Robert Parrish. Tantos diretores para um filme tão ruim. Tentando compensar com quantidade o que faltou em qualidade, no elenco o desfile de nomes também é grande: Peter Sellers, Ursula Andress, David Niven, Orson Welles, Woody Allen, Deborah Kerr, William Holden, Charles Boyer, George Raft, Jean-Paul Belmondo, Jacqueline Bisset... Mas não adianta, é um fiasco total, arremedo de sátira em estilo psicodélico, antepassado do também desastroso Austin Powers. #

[ 22:00 ]

Som do dia: Queen. "I've paid my dues / Time after time / I've done my sentence / But committed no crime / And bad mistakes / I've made a few / I've had my share of sand / Kicked in my face / But I've come through / And I need to go on and on and on and on" (de We Are The Champions). #

[ 20:49 ]

Passei o dia todo sem computador, minha máquina ainda não chegou ao escritório. Mesmo assim, é sempre divertido mergulhar num novo emprego. Ambiente diferente, pessoas diferentes, idéias diferentes. #

[ 11:39 ]

Acabou a moleza de trabalhar em casa. Comecei hoje no AXN, que fica no Brooklyn. Fiz um caminho razoavelmente rápido, apesar de não ser direto: ônibus pelas avenidas Paulista e Rebouças, depois trem ao longo da avenida Nações Unidas, cerca de quarenta minutos. #

domingo, 23 de setembro de 2001

[ 20:36 ]

Coisas novas no Burburinho: texto sobre Coração de Cavaleiro, que assisti na sexta-feira; conversa com o Eli Stone, quadrinista tresloucado; conversa com o Justin Parsler, especialista em jogos PBEM; nova enquete; novo desafio. Burburinhe-se! #

[ 15:04 ]

O meu texto Eu Queria Ser Alhazen foi publicado ontem no ezine 700km. A recepção parece ter sido boa, e já recebi alguns emails elogiosos. Thanks! #

[ 10:06 ]

Ontem fomos, minha mãe, a Rosinha Monkees e eu, assistir Ricos, Bonitos e Infiéis (Town & Country, EUA, 2001), dirigido por Peter Chelsom. Os problemas de dois casais cheios de grana e tipicamente neoiorquinos (com muitas vistas da cidade, incluindo as falecidas torres do World Trade Center). A comédia tem alguns momentos bem divertidos, mas nunca chega a engrenar. Muitas das situações não são aproveitadas ao máximo e fica a impressão que grande parte do filme ficou no chão da sala de edição (especialmente porque o trailer está repleto de cenas que não aparecem na versão final). Vale pelo desfile de astros envelhecidos (Warren Beatty, Diane Keaton, Goldie Hawn, Charlton Heston) e a visita de algumas beldades (Jenna Elfman, Nastassja Kinski, Andie MacDowell). #

sábado, 22 de setembro de 2001

[ 22:51 ]

Só exposições bacanas. A primeira foi na Casa das Rosas, Cultura Brasileira, possivelmente a melhor que já vi por lá. Destaque para as gravuras do Rubem Grilo, muito boas como sempre, e as miniaturas de Willi de Carvalho, uns graciosos relicários pop. Depois fomos até a FIESP para ver Caminhos da Forma, coleção heterogênea de esculturas. Umberto Boccioni, Henry Moore, Alexander Calder, dividem o espaço com artistas não tão conhecidos mas também muito bons. Fechando o passeio artístico pela avenida Paulista, visitamos a MASP e a exposição Imagens de Fato - 80 anos de Folha. Uma coleção bem interessante, mas achei que privilegiaram demais os fatos e não as fotos, ou seja, ao menos metade do que foi exposto parecia ter sido escolhido pela relevância do acontecimento retratado e não pela qualidade intrínseca da fotografia. Mesmo assim, valeu a visita. #

[ 11:14 ]

Sábado cultural. Minha mãe vem me visitar e a nossa agenda inclui exposições, cinema e feijoada, não necessariamente nesta ordem. #

sexta-feira, 21 de setembro de 2001

[ 11:04 ]

Capas de jornal de todo o mundo no dia 12 de setembro de 2001: Front Pages from the Day After. #

[ 10:39 ]

Som do dia: Dracula, do Philip Glass. Muito parecido com coisas que ele já fez antes, mas gosto mesmo assim. #

[ 09:15 ]

Terminei de assistir, em vídeo, a série Cosmos, do Carl Sagan. Pontos positivos: citação de coisas interessantes que fui pesquisar mais tarde, como o googolplex ou a Hipácia de Alexandria. Pontos negativos: superficialidade, muita repetição de temas pelos treze episódios, cenários e efeitos especiais de mau gosto, e uma insistência absurda na existência de civilizações alienígenas. No geral, eu esperava muito mais e fiquei decepcionado com a série. #

quinta-feira, 20 de setembro de 2001

[ 19:45 ]

Há uma semana que leio textos dos mais estapafúrdios vindos de gente que deveria ser um pouco mais esclarecida. É com tristeza que constato como o Brasil está repleto de idéias mesquinhas, de posicionamentos pseudo-ideológicos que superam o raciocínio lógico, de ódios preconceituosos e ignorância mascarada de benevolência. Os EUA, vítimas de um ataque terrorista, são tratados por muitos jornalistas, religiosos e políticos como se fossem os verdadeiros culpados de tudo. Expressões como "colheu o que plantou" surgem diariamente em listas de discussão, argumentações sobre as maldades imperialistas dos ianques pipocam em várias publicações, misturando sem pudor questões diferentes, confundindo os governantes de um país com a sua população, aproveitando o terrorismo para atacar a política de globalização, e tentando justificar de alguma forma o que é injustificável. Dá até para imaginar os mal disfarçados sorrisos de satisfação pelo ocorrido. Lamentável. #

[ 10:55 ]

Texto novo no Pijama Selvagem: Paulo Rebêlo se irrita com Anita e faz uma Ode a Balzac. #

[ 10:22 ]

Som do dia: Charles Mingus, cd da série Ken Burn's Jazz. #

[ 08:59 ]

Ontem assisti, em vídeo, A Ilha do Doutor Moreau (Island of Lost Souls, EUA, 1933), do Erle C. Kenton. Muito melhor que o recente The Island of Dr. Moreau, onde o John Frankenheimer teve melhores maquiagens e efeitos mas não soube contar a história tão bem. O filme antigo vai direto aos pontos principais, sem enrolações. Charles Laughton é o doutor Moreau, e podemos reconhecer Bela Lugosi por trás da maquiagem pesada graças às suas célebres pausas recitativas: "I never drink... wine." A legendagem é que foi ridícula, insistindo em chamar o famoso doutor Moreau (que inclusive está na título nacional) de doutor Monroe. Ninguém na Continental Home Video percebe que isso é uma palhaçada? #

quarta-feira, 19 de setembro de 2001

[ 21:38 ]

Este site tem uma navegação interessante: HistoryWired. #

[ 15:55 ]

Depois de um ano e três meses trabalhando como webmaster no BOL, chegou a hora de mudar. A partir da próxima semana passo a ser o diretor de conteúdo do AXN, da Sony Pictures Entertainment. Muito trabalho pela frente, mas parece que vai ser um desafio divertido. #

[ 15:39 ]

Som do dia: Buena Vista Social Club. "Dos gardenias para ti / Que tendrán todo el calor de un beso / De esos besos que te dí / Y que jamás encontrarás / En el calor de otro querer" (de Dos Gardenias). #

terça-feira, 18 de setembro de 2001

[ 16:12 ]

No Guardian Unlimited, excelente texto do Richard Dawkins: Religion's misguided missiles. Ele começa explorando algumas idéias sobre sistema de orientação de mísseis e termina atingindo o ponto crucial de toda a questão. "I am trying to call attention to the elephant in the room that everybody is too polite - or too devout - to notice: religion, and specifically the devaluing effect that religion has on human life. (...) Religion teaches the dangerous nonsense that death is not the end." #

[ 15:12 ]

Uma caminhada pela avenida Paulista parece prova de obstáculos: camelôs querendo me vender quinquilharias, pedintes querendo que eu dê dinheiro, enfermeiras querendo medir minha pressão, rapazinhos querendo me encher de panfletos, harekrishnas querendo me catequizar, tudo em dois ou três quarteirões. Cansa. #

[ 11:35 ]

Clube da Apatia: se você preencher a ficha de inscrição, já está desclassificado. #

segunda-feira, 17 de setembro de 2001

[ 22:33 ]

Jogo da vez: Warlords Battlecry. Mistura de estratégia com roleplaying, com elfos, anões, ogros, dragões, e muitas batalhas. Algumas missões são bem difíceis de completar, e chegar ao fim de uma campanha é um belo desafio. #

[ 10:38 ]

Ontem assisti, em vídeo, O Guerreiro da Paz (Grey Owl, Canadá-Inglaterra, 1999), do Richard Attenborough. Pierce Brosnan é um índio que não é índio, surpresa malograda pela própria nacionalidade do conhecido ator irlandês. Belas paisagens, bela coadjuvante (Annie Galipeau). Um filme razoavelmente interessante, mas muito lento e sem novidades. #

domingo, 16 de setembro de 2001

[ 21:36 ]

Tem mais Burburinho online: comentários sobre Friends, considerações sobre o umbigo da princesa, nova enquete, novo desafio. Burburinhe-se! #

[ 17:08 ]

E a Esfera comemora este mês seu terceiro aniversário. Já está online a nova edição, a trigésima, com Daniel HDR, Emir Ribeiro, Miguel Rep, Harry Potter, Torres Jazz Band, Said Assal, Angela Dip, Rudifran Pompeu, Jaspion e Tokusatsu. #

[ 11:35 ]

A Jackie Miller elegeu os mais masculinos: Sergio Faria, Tom-B e Nemo Nox. Eu, masculinamente, agradeço. #

[ 10:29 ]

Ontem assisti, em vídeo, A Fortaleza Infernal (The Keep, EUA, 1983), do Michael Mann. Constrangedoramente ruim. O elenco é bom (Gabriel Byrne, Ian McKellen, Scott Glenn, Jürgen Prochnow) mas a história é uma bobagem colossal com narrativa confusa. Há um ser misterioso (extraterrestre? fantasma? deus? ninguém sabe) preso na tal fortaleza, e outro ser misterioso (possivelmente de origem semelhante) do lado de fora. Aparecem uns nazistas e uns judeus e se metem na briga dos dois. O nazista mau mata o nazista bom, o judeu aleijado levanta e anda, o padre da aldeia enlouquece. Muito gelo seco no meio e trilha sonora do Tangerine Dream. Ridículo. #

sábado, 15 de setembro de 2001

[ 19:25 ]

Fim do jejum. Cinco dias é um período razoável para uma primeira vez. Comi uma modestas bolachas cream cracker. Para o jantar, peixe grelhado com legumes. #

[ 14:11 ]

Uma análise acadêmica do assunto do momento: The Strategic Implications of Terrorism. #

[ 10:17 ]

Duas notícias do mesmo dia mostram a lógica cruel do nosso mercado: iG sobe para terceira posição no ranking da Media Metrix e iG demite quase 10% da equipe. #

[ 10:02 ]

O Banco1.net está fazendo spam por telefone, ainda pior que o spam por email. Você é interrompido em sua própria casa, atende o telefone imaginando tratar-se de algo do seu interesse, e recebe uma cantada comercial de baixo nível. Quando as empresas que se pretendem sérias vão perceber que esse tipo de telemarleting é invasivo e desagradável? #

sexta-feira, 14 de setembro de 2001

[ 12:34 ]

Diário do jejum. Perdi mais 800 g e continuo me sentindo bem. A fome aumentou um pouquinho, mas é surpreendentemente suportável. #

[ 12:31 ]

Cora Rónai mandou bem: "Me desculpe a garotada que freqüenta as faculdades de comunicação, mas eu - que nunca me formei em coisa alguma, e sempre fui contra a obrigatoriedade do diploma de comunicação para exercício da profissão - acho que jornalista a gente é de nascença, ou não é. O que se vai acrescentar a isso depois é o domínio das técnicas do ofício - mas isso, sinceramente, é o de menos." #

[ 12:28 ]

Som do dia: Ahmad Jamal. #

[ 10:24 ]

Ontem assisti, em vídeo, Mercenários das Galáxias (Battle Beyond the Stars, EUA, 1980), dirigido por Jimmy T. Murakami. É uma versão completamente trash de Os Sete Samurais, adaptado para um universo de ficção-científica e com um elenco curioso. Richard Thomas, o John-Boy da série The Waltons, é o protagonista. John Saxon, parceiro de Bruce Lee em Operação Dragão, é o vilão. Aparecem também Robert Vaughn (quase repetindo seu papel em Sete Homens e um Destino, versão western da mesma história), George Peppard (da série The A-Team), Sybil Danning (ex-coelhinha da Playboy), e Marta Kristen (a Judy Robinson de Lost in Space). Trash legítimo com assinatura de Roger Corman na produção. #

quinta-feira, 13 de setembro de 2001

[ 22:12 ]

De um lado, gente querendo justificar o ataque terrorista aos EUA, como Seumas Milne em seu artigo They can't see why they are hated. "Shock, rage and grief there has been aplenty. But any glimmer of recognition of why people might have been driven to carry out such atrocities, sacrificing their own lives in the process - or why the United States is hated with such bitterness, not only in Arab and Muslim countries, but across the developing world - seems almost entirely absent." De outro, gente afirmando que não há justificativa possível para uma coisa dessas, como Tom Teepen em seu artigo We are hated for being a good people. "No American misstep, mistake, misadventure, misunderstanding justifies the damage visited upon our nation and certainly not the personal tragedies - death and hurt - committed against the innocent with such ideological and doctrinal enthusiasm." O fosso que separa essas duas posições é gigantesco, e desde terça-feira vem se alargando assustadoramente. #

[ 21:37 ]

Alguns weblogs citaram a minha frase de terça-feira: "Mudou a paisagem física, mudou a paisagem política, mudou a paisagem humana". Que eu tenha visto, apareceu no internETC, no El Kablog, no MaGioZal, no Assuntos Aleatórios, no Repórter Mosca e no OmPrakash. Thanks! #

[ 17:00 ]

Descobri agora que o Burburinho fez sua primeira e tímida aparição na grande mídia no domingo passado. Numa nota no GloboNews sobre o Alceu Baptistão e sua Kaya, o Carlos Alberto Teixeira deu um link para a entrevista que publicamos. #

[ 16:17 ]

Shattered, a remarkable collection of photographs by award-winning photojournalist James Nachtwey. #

[ 12:01 ]

Algumas pessoas pediram mais detalhes sobre o meu jejum. É simples, parei temporariamente de consumir alimentos sólidos. Diariamente, tomo cinco ou seis xícaras de chá, adoçado com mel, e um ou dois copos de suco de fruta, geralmente mamão ou melão. A principal vantagem é uma limpeza interna promovida pelos órgãos agora menos atarefados. De lambuja, uma pequena perda de peso. Desde segunda-feira perdi 1,65 kg, mas de ontem para hoje o peso não mudou. Até agora tenho sentido muito menos fome do que esperava e nenhum sintoma desagradável. #

[ 10:13 ]

Com a palavra, Andrei Tarkovsky: "What is artistic creation? Conviction. And if it is conviction it means it is accompanied by errors. If errors then — does this indicate falseness? No, firstly, errors do not always indicate falseness, and secondly, why avoid errors if art utilises not truth, not essence, but an image of truth, an image of essence?" #

quarta-feira, 12 de setembro de 2001

[ 13:15 ]

Diário do jejum. Mais um dia sem problemas, mais 515 g eliminados, fome sob controle. #

[ 12:59 ]

Dia de burocracia: cartório, banco, correio. Poucas semanas atrás havia um cartaz no correio informando que o tempo máximo de espera na fila era de vinte minutos, prazo nunca cumprido. Agora resolveram o problema: tiraram o cartaz. Soluções brasileiras para problemas brasileiros. #

[ 09:57 ]

Enquanto vários jornalistas mais antenados vão tomando o caminho dos weblogs, outros insistem em trafegar na contra-mão. O Marcelo Coelho publicou um texto completamente equivocado na Folha de S.Paulo de hoje, "Na internet, diários pessoais constroem imagem da vida normal". Julgando o todo pela aparência da parte, passa a "analisar" o fenômeno partindo de preconceitos: "A internet é um negócio muito útil quando não se tem nada o que fazer, e desconfio que os sites de maior sucesso são aqueles que com mais rigor investem na total perda de tempo de quem os visita." Depois de navegar por meia dúzia de diários online, quase todos no estilo adolescente confessional, ele se desmancha em superficialidade travestida de interpretação profunda, e acaba mencionando os weblogs que ele considera "verdadeiros artistas do diário íntimo": "São banais, entremeiam problemas do cotidiano com pensamentos consoladores, produzem, enfim, textos com que qualquer pessoa pode identificar-se sem novidade nenhuma." Isso poderia descrever a próprio coluna do Marcelo Coelho, não fosse tão difícil se identificar com quem professoralmente aborda assuntos dos quais tem tão pouco conhecimento. #

terça-feira, 11 de setembro de 2001

[ 20:41 ]

Ontem fui assistir Inteligência Artificial (Artificial Intelligence, EUA, 2001), do Steven Spielberg. Que coisa ruim! A primeira parte do filme ainda é aceitável como uma releitura de Pinnochio em ritmo de ficção-científica, mas o epílogo matou qualquer resto de simpatia que eu pudesse ter pela história. New York submersa é um grande achado visual (apesar de cruel, principalmente depois dos acontecimentos de hoje), praticamente o único num filme repleto de cacoetes de enquadramento ("vejam o robozinho através da porta de vidro!", "vejam o robozinho através do lustre!", "vejam o robozinho com uma luz forte por trás!"). O resto é Spielberg no que ele tem de pior, transformando tudo em parque de diversões (Flesh Fair, Rouge City, Coney Island submarina) e tratando marginalmente uma série de temas levantados pelo próprio filme (o personagem Gigolo Joe é particularmente mal aproveitado). Mas o pior é mesmo o final em estilo Contatos Imediatos do Terceiro Grau, completamente piegas e desnecessário. #

[ 20:06 ]

Meu jejum continua sem problemas. Eu me sinto bem e sem muita fome. De ontem para hoje perdi 1,1 kg. #

[ 20:04 ]

Aos poucos, tentando trocar a sensação de perplexidade pela de normalidade. #

[ 13:45 ]

Manhã de poucas palavras. Mudou a paisagem física, mudou a paisagem política, mudou a paisagem humana. #

segunda-feira, 10 de setembro de 2001

[ 16:13 ]

Sincronicidade. Ontem eu postei um link às 16:30 aqui. Um minuto depois, a Cora Rónai postou o mesmo link no internETC. Quem apontou a coincidência foi a Jackie Miller. E assim descobri que a Cora lê e gosta deste modesto Por um Punhado de Pixels. Obrigado pelas visitas e pelos links, Cora e Jackie! #

[ 15:19 ]

Comecei hoje uma nova experiência alimentícia: jejum. Não um jejum completo, evidentemente, mas um jejum de sólidos. Meu cardápio agora só inclui chás e sucos de frutas. O objetivo é dar um descanso ao organismo e permitir uma limpeza interna sem sobrecarga ao aparelho digestivo. Se eu perder algum peso no processo, melhor ainda. Não sei quanto dias vou agüentar. #

[ 13:11 ]

Quando eu era adolescente no Rio de Janeiro, nos intervalos do futebol (geralmente quando alguém chutava a bola para o outro lado do muro) a turminha do edifício ficava falando dos filmes que reprisavam na televisão. Os três favoritos eram todos de ficção-científica e com o Charlton Heston: Planet of the Apes (1968), The Omega Man (1971) e Soylent Green (1973). Ontem assisti este último novamente, em vídeo, com o título nacional de No Mundo de 2020. Num futuro tenebroso de superpopulação e escassez de alimentos, policial investiga um assassinato e acaba descobrindo um segredo cruel da empresa que monopoliza a produção de comida. O Richard Fleischer fez um bom trabalho de direção, mas a verdade é que o fio narrativo é tênue, resumindo-se à descoberta de uma situação, que depois de uma hora e meia de filme é tão óbvia que deixa a revelação final quase sem impacto. No elenco, os veteranos Edward G. Robinson e Joseph Cotten, e também o ex-jogador de baseball e basketball Chuck Connors. #

[ 12:55 ]

Dois dos maiores jornais do país, um do Rio de Janeiro e um de São Paulo, já me contataram pedindo algum tipo de ajuda para fazer matérias a partir de pautas lançadas pelo Burburinho. O curioso é que esses mesmos jornais, juntamente com dezenas de outros, ignoraram solenemente o press release que enviei quando lancei o site, e até hoje não publicaram uma linha sobre ele. #

domingo, 09 de setembro de 2001

[ 22:10 ]

Material novo no Burburinho: texto meu sobre Salvador Dalí; conversa com o Marcatti, ícone do quadrinho underground brasileiro; conversa com o Bill Plympton, animador que já concorreu ao Oscar e à Palma de Ouro de Cannes; texto do Hernani Dimantas, Pensando Diferente; nova enquete e novo desafio. Burburinhe-se! #

[ 19:28 ]

Ativismo político e participação cívica via internet: eActivist.org. #

[ 19:20 ]

Assisti, em vídeo, mais um filme sobre viagens no tempo: Um Século em 43 Minutos (Time After Time, EUA, 1979), do Nicholas Meyer. Cruzamento de duas histórias clássicas, a de Jack, o estripador, e a da máquina do tempo de H.G. Wells. Os dois vão parar na San Francisco de 1979 para uma briga de gato e rato. Ingênuo em alguns momentos, mas interessante. Wells é apresentado como pacifista convicto, o que combina com o perfil histórico do personagem ("The first man to raise a fist is the man who's run out of ideas."), e Jack é o seu oposto, perfeitamente encaixado no fim do século XX ("Ninety years ago I was a freak. Now I'm an amateur."). Curiosamente, os três atores principais voltaram a fazer filmes com viagens no tempo. Malcolm McDowell apareceu em Star Trek: Generations, David Warner em Planet of the Apes, e Mary Steenburgen em Back to the Future III. Outra coincidência é que McDowell interpretou o almirante Tolwyn na série de jogos Wing Commander e Warner fez o mesmo papel no filme Wing Commander. #

[ 15:30 ]

Argumentos contra o reconhecimento facial automático em lugares públicos: Your Face Is Not a Bar Code. #

sábado, 08 de setembro de 2001

[ 13:32 ]

Já vou no nono episódio da série Cosmos, do Carl Sagan, e neste último aprendi sobre os números googol e googolplex, respectivamente 10^100 (dez elevado a cem, ou o equivalente a um algarismo 1 seguido de cem algarismos 0) e 10^10^100 ou 10^googol (dez elevado a googol, ou o equivalente a um algarismo 1 seguido de googol algarismos 0). Quem apresentou estes nomes ao público foi o matemático Edward Kasner (pelo que pude averiguar, no livro Mathematics and the Imagination, de 1940), depois de ter pedido ao seu sobrinho de oito anos para batizar o número. Para quem achou o nome googol muito parecido com o do site Google (a pronúncia é a mesma), não é coincidência: "Google is a play on the word googol, which was coined by Milton Sirotta, nephew of American mathematician Edward Kasner, to refer to the number represented by 1 followed by 100 zeros. Google's use of the term reflects the company's mission to organize the immense amount of information available on the web." (The Meaning of Google) No site Googolplex existe um programinha para escrever um googolplex, mas não me arrisquei. Modesto, me contentei com um simples googol: 10 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000. #

[ 12:02 ]

Ontem assisti, em vídeo, Cadê a Grana (Where the Money Is, EUA, 2000), do Marek Kanievska. Bom elenco (Paul Newman, Linda Fiorentino, Dermot Mulroney), uma história potencialmente interessante, mas o filme não decola, o roteiro frouxo se perdendo em desvios desnecessários. Desperdício. #

sexta-feira, 07 de setembro de 2001

[ 21:17 ]

Fui com a Rosinha Monkees até o Unibanco Arteplex para assistir o novo filme do Spielberg, A.I., mas não havia mais ingressos à venda, apesar de termos chegado quarenta minutos antes do início da sessão. E eu achei que ia estar tudo calmo por ser feriadão. #

[ 17:31 ]

Uma das piores invenções da televisão, se não a pior, é a claque. Aquelas risadas irritantes são uma tentativa estúpida de transformar qualquer comédia em experiência pavloviana. Não podemos desfrutar do humor sem sinalização de quando é ou não é adequado rir? #

[ 09:33 ]

Ontem assisti, em vídeo, Ameaça Virtual (AntiTrust, EUA, 2001), do Peter Howitt. E se a Microsoft, além de práticas monopolistas, fosse também culpada de assassinatos e roubos de código? Essa é a premissa clara do filme, ainda que, evidentemente, a empresa apareça com um nome fictício, NURV. Tim Robbins interpreta Gary Winston, um Bill Gates maquiavélico que é o bilionário acusado de monopólio. Contra ele, além do departamento de justiça dos EUA, luta um exército de adolescentes defensores do open source, capitaneados por Ryan Phillippe. A dicotomia é clara e direta: Microsoft x Linux (até Jon Hall, diretor da Linux International, aparece no site do filme dando entrevista). Interessante ver um filme mainstream de Hollywood defendendo o open source, de olho, evidentemente, num público-alvo de milhões de jovens geeks. #

quinta-feira, 06 de setembro de 2001

[ 19:54 ]

A nossa indústria da crise tem conseqüências bem mais complexas e profundas do que vem sendo divulgado. Um bom exemplo está na própria mídia. Esta semana recusei duas ofertas de emprego, ambas para funções que exigiam uma certa experiência e bagagem cultural. Os salários, porém, estavam muito abaixo da qualificação exigida. O resultado é que esses cargos acabarão sendo preenchidos por pessoas menos experientes, que certamente terão um desempenho aquém do esperado. Por mais talento e boa vontade que exista, o profissional fica ensanduichado por duas ausências. De um lado, falta a experiência, pois pulou etapas para chegar ali. Por outro, falta a convivência com profissionais mais antigos, fundamental para o crescimento. O efeito é o que vemos na mídia, cada vez mais superficial, cada vez menos crítica, cada vez mais replicadora de press releases. Imagino que este fenômeno ocorra em muitas áreas profissionais, com uma contínua erosão na qualidade de tudo que consumimos. #

[ 10:47 ]

O Hernani Dimantas exagerou no elogio: "Nemo Nox faz um trabalho de elite na Internet Brasil." Muchas gracias, hombre! #

[ 09:08 ]

Nunca gostei de Platoon. Colocar a questão da guerra como uma dicotomia bom-soldado/mau-soldado deixa de lado uma opção fundamental, que é a de não ser soldado. Só agora, um quarto de século depois da história do Oliver Stone, encontrei um filme que pega o assunto por este ângulo. Ontem assisti, em vídeo, A Caminho da Guerra (Tigerland, EUA, 2000), do Joel Schumacher. O personagem Roland Bozz é um cupinzinho pacifista carcomendo por dentro o treinamento de soldados para a guerra do Vietnam. Claro que tem uma ou duas deslizadas para a pieguice (o toque Schumacher) e um desvio na história para aprofundar um conflito secundário, mas mesmo assim é bem interessante. Recomendável para quem ainda acha que Platoon é um grande filme. #

quarta-feira, 05 de setembro de 2001

[ 21:26 ]

Diálogo no ICQ:
Flávia - Você fala sozinho?
Eu - Só pessoas loucas falam sozinhas. Pessoas normais como eu falam com seus amiguinhos invisíveis. #

[ 20:14 ]

Som do dia: sonatas de Henry Purcell. Acalma, relaxa, tranqüiliza. #

[ 14:37 ]

Ontem assisti, em vídeo, O Jogo da Forca (Hangman, EUA, 2000), dirigido por Ken Girotti. Mais uma história de serial killers. Fiquei com a impressão que algumas cenas foram colocadas no roteiro somente para tentar confundir o espectador, não porque fazia sentido. O final é um pouco decepcionante também, anticlimático. Lou Diamond Phillips só tem aparecido em filmes bem fraquinhos, como Supernova e Morcegos. O destaque de Hangman acaba sendo a beleza da Mädchen Amick. #

[ 14:20 ]

Fotojornalismo: You Don't Win A Pulitzer by Accident. #

[ 14:04 ]

Depois de um hiato desde que a Abril parou de publicar o personagem, Witchblade volta às bancas brasileiras. A Pandora Books lançou o primeiro episódio da mini-série Witchblade - Era das Trevas, onde a luvinha endiabrada aparece na idade média, em meio a um cenário de RPG que envolve uma guerreira, um ladrão, um mago, elfos e até mesmo o Spawn medieval do Todd McFarlane e do Neil Gaiman. O texto é do Garth Ennis e a arte do Brandon Peterson. #

terça-feira, 04 de setembro de 2001

[ 12:48 ]

Ontem fui assistir O Dom da Premonição (The Gift, EUA, 2000), do Sam Raimi. O filme tinha mais a cara do Billy Bob Thornton, o roteirista, que do próprio Raimi. Uma história de fantasmas e premonições, com um crime pelo meio, típica de conversas para amedrontar incautos em volta de uma fogueira. Tem uns vícios de narrativa (ruídos repentinos para assustar o espectador, cenas de sonho para dar clima sem nada acrescentar ao enredo) mas é bem melhor que, para comparar com um blockbuster do gênero, O Sexto Sentido. O elenco é bom, com Cate Blanchett, Giovanni Ribisi, Greg Kinnear, Hilary Swank. Keanu Reeves não chega a comprometer e Katie Holmes mostra rapidamente seu corpo apetitoso (sim, o tão esperado topless da moça de Dawson's Creek). Uma curiosidade: o baralho da protagonista para "prever o futuro" é na verdade uma coleção de cartas Zenner, usadas habitualmente em testes de ESP e não para cartomancia. #

segunda-feira, 03 de setembro de 2001

[ 15:42 ]

O estado de Washington, nos EUA, aprovou uma legislação forte contra spammers, e já tem gente conseguindo revidar o abuso dos emails comerciais não solicitados, através dos tribunais ou de acordos privados. É esse o caminho: multas pesadas para quem envia spam. #

[ 15:22 ]

O melhor Earl Grey que já bebi: St. Dalfour. Indiano, produzido sem produtos químicos, embalagem cuidada e sabor excelente. Talvez alguns puristas reclamem do sabor excessivo de bergamota, mas está na medida certa para o meu paladar. Comprei também o Darjeeling mas ainda não experimentei. #

[ 09:51 ]

Alguns filmes nunca perdem seu encanto naif. Como o que assisti ontem, em vídeo, A Máquina do Tempo (The Time Machine, EUA, 1960), dirigido por George Pal, baseado no livro de H. G. Wells. A história tem menos de ficção-científica (como funciona a máquina do tempo? qual o princípio teórico que possibilita a viagem?) que de crítica social (com o anti-belicismo da viagem e a distopia do destino, onde os abobados Eloi são usados como gado pelos mutantes Morlock). Rod Taylor (parecidíssimo com Robin Williams) é o viajante do tempo e Yvette Mimieux a bobinha do futuro. O filme tem um deslize comum em muitas histórias em que alguém viaja para o futuro: mesmo depois de milhares de anos todos continuam falando o mesmo inglês de hoje (no caso, o mesmo inglês de 1900). Mas, apesar das falhas e dos efeitos visuais datados, The Time Machine ainda é uma boa diversão. #

domingo, 02 de setembro de 2001

[ 22:02 ]

Material novo no Burburinho: texto meu sobre Memento, o filme que assisti esta tarde; conversa com o Ahmad Jamal, um dos maiores pianistas da história do jazz; conversa com o Alceu Baptistão, criador da atriz virtual Kaya; um texto do Fabio Polonio sobre insanidade e justiça; nova enquete e novo desafio. Burburinhe-se! #

[ 12:11 ]

Ontem assisti, em vídeo, Testemunha Ocular (The Public Eye, EUA, 1992), do Howard Franklin. Eu pensava que era uma cinebiografia do fotógrafo Weegee, mas na verdade é um filme policial protagonizado por um sujeito inspirado nele. As fotos que aparecem, porém, são realmente do Weegee. Barbara Hershey está muito bonita como dona de uma casa noturna e Joe Pesci está perfeito na pele do fotógrafo obcecado com seu trabalho. "Nobody does what I do. Nobody." #

sábado, 01 de setembro de 2001

[ 17:22 ]

Este post está sendo publicado via blogBuddy, uma ferramenta para Windows que permite postar mensagens no seu weblog sem precisar se logar no site blogger.com. Dica do Bernardo Carvalho, que faz parte da equipe de desenvolvimento. #

[ 08:58 ]

Ontem assisti, em vídeo, Buena Vista Social Club (Alemanha-GB-EUA-França-Cuba, 1999), do Wim Wenders. Grande contraste entre a riqueza musical e a pobreza material de Cuba. A julgar pelo que se vê no filme, Havana é uma coleção de ruas pobres, carros velhos e casas bregas. A música, porém, com grande influência das sevilhanas espanholas, encanta. Destaque para Barbarito Torres e seu alaúde, Rubén González e seu piano, Ibrahim Ferrer e seu bonezinho, e Compay Segundo e seu charutão. #