segunda-feira, 31 de julho de 2006

[ 23:19 ]

Balanço de julho: assisti 21 filmes, alguns episódios de Lost e as 14 partidas restantes da Copa do Mundo; li 2 livros e 4 álbuns em quadrinhos; fiz uma viagem pela serra e pela capital gaúcha. #

[ 22:32 ]

Encontrei numa loja de livros usados aqui de Balneário Camboriú o livro Porcos com Asas (Porci con le Ali, Editora Brasiliense, 1981), de Marco L. Radice e Lidia Ravera, que eu havia lido pela primeira vez há 25 anos e do qual tinha boas lembranças. Como diz o subtítulo, é o diário sexo-político de dois adolescentes, Rocco e Antonia, narrado em primeira pessoa alternando os protagonistas (e, supostamente, os autores). Fiquei procurando o que me tinha encantado tanto na época da primeira leitura. Não as aventuras sexuais, porque eu já era mais velhinho que os personagens do livro e não tão perplexo como eles. Não as aspirações políticas, porque apesar de pender para a esquerda (num Brasil saindo da ditadura militar) eu não comungava com aqueles ideais comunistas (de uma Itália saindo dos "anos de chumbo" e com um dos maiores partidos comunistas da Europa). O que me seduziu no livro, imagino hoje depois de uma releitura, foi o tom da narrativa, ao mesmo tempo sincero e autocrítico (em vários trechos, o narrador faz seqüências de frases entremeadas de críticas a essas mesmas frases). Eu não colocaria Porcos com Asas numa lista de livros favoritos, mas mesmo assim foi bom relembrar aqueles tempos, pouco depois de entrar na faculdade e pouco antes de botar uma mochila nas costas e me mudar para a Europa. #

[ 22:07 ]

Li as revistas em quadrinhos Mouse Guard #2 e #3 (ASP, 2006), roteiro e arte de David Petersen. Continuam as aventuras dos ratinhos com capa e espada, desenhos bacaninhas e história interessante. #

[ 14:30 ]

Os cinqüenta melhores finais de filmes de todos os tempos, numa lista prontinha para gerar discussões intermináveis: The Top 50 Movie Endings of All Time. Eu discordo de vários. Alguns títulos ganharam classificações generosas demais, como Dr. Strangelove (1º) ou Fight Club (2º). Outros mereciam posições muito melhores, como All That Jazz (47º), Shane (43º) ou The Usual Suspects (21º). De qualquer forma, muito assunto para conversas entre cinéfilos. #

[ 14:22 ]

O weekend ainda teve mais filmes em dvd, um com o ex-007, outro com o next-007. O Pierce Brosnan, que já foi James Bond, interpreta o assassino de aluguel Julian Noble em The Matador (EUA-Alemanha-Irlanda, 2005), do Richard Shepard. Fica entre uma comédia de humor negro e um drama sobre amizade entre estranhos. Irregular mas interessante. De alguma forma estranha, o Pierce Brosnan de bigodinho e barriga acentuada lembra um pouco o Burt Reynolds. O filme tem ainda o Greg Kinnear (de As Good as It Gets), a Hope Davis (de American Splendor), o Philip Baker Hall (de Magnolia), e algumas frase engraçadas como "I look like a Bangkok hooker on a Sunday morning after the navy's left town" ou "I hate these Catholic countries, it's all blushy-blushy and no sucky-fucky". O Daniel Craig, que será o próximo James Bond, interpreta um traficante sem nome em Nem Tudo É O Que Parece (Layer Cake, GB, 2004), do Matthew Vaughn. Trama bacana com crimes e trapaças, um narrador-protagonista pragmático, e um estilo que lembra o Guy Ritchie de Snatch e Lock, Stock and Two Smoking Barrels. A explicação do título original: "You're born, you take shit. You get out in the world, you take more shit. You climb a little higher, you take less shit. Till one day you're up in the rarefied atmosphere and you've forgotten what shit even looks like. Welcome to the layer cake, son." Fiquei curioso para ler o livro homônimo em que o filme foi baseado, do J.J. Connolly. #

[ 12:45 ]

Sessão dupla de Piratas do Caribe no weekend. No sábado revimos em dvd o primeiro Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl (EUA, 2003), do Gore Verbinski. Divertido, como sempre (já nem sei quantas vezes assisti este filme), com diálogos memoráveis (meu preferido continua sendo "You are without doubt the worst pirate I've ever heard of." "But you have heard of me."), bons efeitos visuais, boas cenas de ação, boa história, e um dos melhores piratas da tela, Jack Sparrow (Johnny Depp foi indicado ao Oscar por este papel). No domingo fomos ao cinema ver Pirates of the Caribbean: Dead Man's Chest (EUA, 2006), também do Gore Verbinski. Não tão bom como o primeiro mas ainda muito divertido. Os esforços aqui parecem concentrados nas seqüências frenéticas de lutas e perseguições, bem ao estilo roller-coaster-movie (em alguns momentos quase literalmente, como o duelo de espadas numa roda d'água ou a fuga dentro de uma gaiola em forma de esfera), e menos na trama, que não é ruim mas não se compara à do filme original (apesar de desenvolver um tema pouco explorado antes, o triângulo amoroso Jack-Elizabeth-Will). Agora é esperar pela conclusão da trilogia (que parece algo um pouco no estilo The Search for Spock), prometida para o próximo ano. Savvy? #

[ 11:55 ]

Som do dia: Lemon Jelly, dupla inglesa (Nick Franglen e Fred Deakin) de trip hop. O álbum Lemonjelly.KY, de 2000, é bacaninha, mas o Lost Horizons, de 2002, é muito melhor. #

[ 11:46 ]

Segunda-feira, dia propício para acordar cedo, ir correr na praia, começar uma dieta leve e saudável, essas coisas. Mas quando abri o olho esta manhã estava um frio desanimador e preferi preguiçar na cama até mais tarde, ficar em casa de pijama quentinho, e comer o resto do gnocchi aos quatro queijos de ontem. Isto, sim, que é uma bela segunda-feira. #

domingo, 30 de julho de 2006

[ 12:45 ]

Too many distractions, too little time: The LifeHacker's Dilemma, reinterpretação do Homem Vitruviano do Leonardo da Vinci, que já deve incontáveis versões, do mundo dos super-heróis ao mundo animal. #

[ 11:30 ]

Curta-metragem de animação: Le Moulin, do Florian Thouret. (dica do Ricardo Bittencourt) #

[ 11:28 ]

Podcast brasileiro sobre a série Lost: LostCast. (dica do Carlos Camargo) #

sábado, 29 de julho de 2006

[ 10:17 ]

Assisti em dvd BloodRayne (EUA-Alemanha, 2005), do Uwe Boll. A história até é razoável, se considerarmos que foi adaptada de um jogo de computador, mas a direção é desastrosa, com cenas de luta pessimamente coreografadas, narrativa canhestra e atores perdidos pelo cenário. Kristanna Loken convencia mais como andróide em Terminator 3 que aqui como dampira (metade humana, metade vampira), Michelle Rodriguez interpreta a mesma Michelle Rodriguez de Resident Evil e de Lost, Michael Madsen parece estar lembrando que o filme anterior em que manuseava espadas, Kill Bill, era muito melhor. Tem ainda Ben Kingsley como vilão exagerado, Billy Zane como vilão exagerado e Meat Loaf como vilão exagerado. Muito ruinzinho. #

sexta-feira, 28 de julho de 2006

[ 09:35 ]

Pintando os muros da internet: Graffiti Creator. #

[ 09:33 ]

Concurso para designers: crie a programação visual dos livros do Alex Castro. #

quinta-feira, 27 de julho de 2006

[ 13:02 ]

PingPongPixel: milhares de bolinhas de ping-pong, em seis tons de cinza, formando imagens de dois por três metros. #

[ 13:01 ]

Vader Sessions: Star Wars redublado com trechos de outros filmes com o James Earl Jones. #

[ 10:25 ]

Som do dia: blues na veia com Eric Clapton e seu From the Cradle, álbum de 1994 com uma coleção imperdível de covers. "Gypsy woman told my mother 'fore I was born / You got a boy-child coming, gonna be a son of a gun / Gonna make pretty womens jump and shout / And then the world gonna know what this all about." (Hoochie Coochie Man) #

[ 09:34 ]

Assisti em dvd O Jogo da Morte (Five Fingers, EUA, 2006), do Laurence Malkin. Boa trama sobre tortura, espionagem e terrorismo num filme mais de reflexão que de ação. Os fins justificam os meios? O roteiro joga com a percepção e os preconceitos do espectador, acumulando pequenas surpresas e questionando a validade moral dos métodos selvagens na luta contra o terrorismo. O elenco é bom: Laurence Fishburne (de The Matrix), Colm Meaney (da série Star Trek: Deep Space Nine), Ryan Phillippe (de Crash) e Gina Torres (da série Firefly). #

quarta-feira, 26 de julho de 2006

[ 13:03 ]

Quem não identificou o filme The Three Caballeros, de 1945, que mencionei no post anterior pode ter sido enganado pela tradução brasileira. Enquanto o título espanhol era Los Tres Caballeros, o francês Les Trois Caballeros, o alemão Die Drei Caballeros, o italiano I Tre Caballeros, e assim por diante, aqui no Brasil rebatizaram a fita como Você Já Foi à Bahia?, idéia quase tão ruim como chamar The Sound of Music de A Noviça Rebelde ou Persona de Quando Duas Mulheres Pecam. #

[ 12:55 ]

Li a história em quadrinhos The Magnificent Seven (Minus Four) Caballeros!, publicada no Brasil em Zé Carioca #2290 como Sete Cavaleiros (Menos Quatro) e um Destino, mais uma aventura do Don Rosa em estilo Carl Barks. Ele já tinha promovido a reunião dos três heróis do filme The Three Caballeros na história de 2000 The Three Caballeros Ride Again. Neste novo reencontro, de 2004, Zé Carioca (papagaio brasileiro), Donald (pato estadunidense) e Panchito (galo mexicano) vão ao Mato Grosso em busca de uma cidade perdida e de um tesouro lendário, trama inspirada na expedição de coronel inglês Henry P. Fawcett (que já foi tema de quadrinhos brasileiros, Fawcett, com roteiro do André Diniz e arte do Flávio Colin). A aventura é bacaninha, tem momentos engraçados (meu preferido é a capivara que parodia o Mickey Mouse) e abre várias portas para quem gosta de fazer interpretações políticas como as de Dorfman e Mattelart em Para Ler o Pato Donald (por exemplo, o brasileiro e o mexicano cultuando o estadunidense como herói, ou a distribuição de recompensas do final, com a fama para o papagaio, a fortuna para o galo e o sorriso reencontrado para o pato). #

[ 10:43 ]

Som do dia: Fausto Fawcett & os Robôs Efêmeros, que em 1987 nos apresentou, entre outras, a Gueixa Vadia, a Chinesa Videomaker e, claro, Katia Flávia, a Godiva de Irajá. "Ex-miss Febem, encarnação do mundo cão, casada com um figurão contravenção / Ficou famosa por andar num cavalo branco, pelas noites suburbanas / Toda nua, toda nua / Louraça Belzebu / Louraça Lúcifer / Louraça Satanás / Matou o figurão, foi pra Copacabana, roubou uma joaninha / E pelo rádio da polícia, ela manda o seu recado / Get out, get out!" #

terça-feira, 25 de julho de 2006

[ 14:32 ]

E assim terminou esta incursão sulina de Rosinha Monkees e Nemo Nox. Depois do almoço de ontem voltamos à estrada, enfrentamos alguns trechos de muita neblina, e chegamos em Balneário Camboriú cansados mas sorridentes. Já começamos a pensar em novas viagens. #

[ 14:19 ]

Segunda-feira, a viagem chegando ao fim, ainda tivemos tempo para mais um passeio e mais uma lauta refeição. Primeiro fomos até Canela ver o famoso Parque do Caracol, onde a grande atração é a Cascata do Caracol. Não contentes em admirar a paisagem a partir do mirante no topo do parque, resolvemos também ir até a base da cascata para ver de outro ângulo a queda d'água de 130 metros de altura. Descer a escadaria de metal com 927 degraus não apresentou grandes dificuldades, o problema foi subir de volta o equivalente a um edifício de uns 50 andares. Ainda estou com as panturrilhas doloridas pelo esforço. Depois disso, famintos, voltamos para Gramado para comer mais um galeto ao primo canto, desta vez no Giuseppe, acompanhado de espaguete aos quatro queijos e coroado com um dos melhores sagus de vinho que já comi. #

[ 13:11 ]

Domingão clássico em Porto Alegre, começando com passeio pelo Brique da Redenção (movimentado apesar do friozinho que retornava), continuando com churra comme il faut na Churrascaria Na Brasa (destaque para a saborosíssima picanha nobre) e terminando em compras no Shopping Center Bourbon Country (mais uma vez, a Rosinha comprou, eu só olhei, e ainda aproveitei para espiar na galeria do Instituto Moreira Salles a exposição de fotos O Brasil de Marc Ferrez, com imagens muito interessantes do século XIX). Antes de subir a serra novamente, e sem apetite para uma refeição completa, fizemos um lanchinho no Café do Porto (comi uma fatia de cheese cake com molho de amoras e bebi um drink com o nome da casa, café espresso duplo com vinho do porto). Como o Hotel Pousada da Neve não tinha mais vagas para a noite de domingo, fomos para o Berghaus Hotel, que é bonzinho mas perde para o anterior em ambiente e conforto. #

[ 12:32 ]

Chegamos em Porto Alegre na noite de sábado. Tínhamos reservado um quarto duplo com garagem no Coral Tower Trade Center Hotel mas o que nos esperava era um quartinho minúsculo e sem garagem. Depois de muitas reclamações nossas (a Rosinha é menor que eu mas faz mais barulho), nos transferiram para uma suíte luxo, sem custo adicional, e acomodaram o carro na garagem do hotel. O evento social da noite foi uma reuniãozinha com integrantes do falecido Megeras Magérrimas, do popular Gorduchas Gostosas e do novíssimo Mme. Mean. Queijos, vinhos, doces, conversas, causos e risadas. Supimpa. #

[ 11:49 ]

À tarde voltamos para Gramado e fomos ver o que eu conhecia como Parque Knorr e hoje é chamado de Aldeia do Papai Noel. Originalmente a residência de Oscar Knorr, com uma casa em estilo bávaro e jardins enormes, mirantes e quiosques, agora o parque tem também várias atrações relacionadas ao natal, como um pequeno museu de brinquedos e a oficina do bom velhinho, incluindo a primeira máquina a produzir bolas de natal no Brasil. O almoço foi tardio mas impecável, um tradicional galeto ao primo canto no Nonno Mio, acompanhado de salada de batata e polenta brustolada. Destaque para a sopa de agnolini que abriu a refeição. Antes de seguir para Porto Alegre ainda voltamos às compras (ou melhor, a Rosinha voltou às compras, porque eu só gastei dinheiro em coisas que pudesse comer ou beber), visitando uma feirinha de artesanato e outras lojas do centro de Gramado. #

[ 11:14 ]

O sábado já começou em ritmo de comilança, porque o Hotel Pousada da Neve oferece café colonial aos seus hóspedes logo de manhãzinha. Acordamos cedo, nos empanturramos e saímos para passear por Nova Petrópolis, "jardim da serra gaúcha". Começamos visitando o Parque Aldeia do Imigrante, que tem muitas árvores, laguinhos, e uma aldeia histórica alemã com construções (serraria, escola, ferraria, banco, igreja, etc) e objetos (camas, ferramentas, roupas, etc) dos imigrantes na virada do século XIX para o século XX. Depois fomos ver a Praça da República, cheia de flores, e o Labirinto Verde, topiaria labiríntica. Em seguida a Rosinha dedicou-se com afinco às compras, investigando as lojas de roupas, bolsas e calçados de um pequeno shopping center, enquanto eu admirava no lobby o relógio importado da Alemanha e rotulado como "o maior relógio cuco da América do Sul". #

[ 10:24 ]

Depois de nos instalarmos no simpático e confortável Hotel Pousada da Neve em Nova Petrópolis, rumamos para Gramado em busca da primeira refeição decente do passeio. Fomos até um restaurante que eu conhecia, o Chez Pierre, e descobrimos que o prédio tinha sido demolido. Um cartaz avisava que o Chez Pierre agora funciona numa nova ala do Belle du Valais, que fomos conhecer. Comemos fondue neuchâteloise (queijos emmenthal e gruyère, misturados com vinho branco seco), seguido de fondue chinoise (tiras de filé mignon cozidos em consomé, com molhos variados), complementado com fondue de chocolate (pedacinhos de fruta mergulhados em delicioso chocolate preto), tudo acompanhado por um leve gamay beaujolais Dal Pizzol (de Bento Gonçalves). Muito bom. #

[ 09:49 ]

Na sexta-feira, o plano era almoçar em algum lugar na estrada nos arredores de Lages, o que não se revelou tão fácil como imaginávamos. Quando passamos pelo primeiro restaurante, modestíssimo, ainda era muito cedo para comer. O próximo, uma churrascaria de terceira categoria, só encontramos já dentro da cidade, e resolvemos não arriscar. O terceiro, já bem depois de Lages, foi onde finalmente sentamos para almoçar, por falta de opção e excesso de fome, e fomos brindados com um churrasco nada memorável. Sugestão para quem fizer o mesmo percurso: leve um lanchinho no carro. #

[ 09:28 ]

Divertido o passeio sulino, uns dois mil quilômetros percorridos, muita comilança e quatro dias sem encostar num computador. A viagem de ida foi tranqüila, BR 101 de Balneário Camboriú até Palhoça, BR 282 até Lages, BR 116 até Nova Petrópolis. Na volta, pelo mesmo caminho, pegamos neblina fechada em vários pontos da estrada, mas no resto do weekend tivemos sorte com o clima, incluindo uma tarde de verão, chegando quase aos 30ºC, em pleno inverno da serra gaúcha. #

quinta-feira, 20 de julho de 2006

[ 16:21 ]

Amanhã eu e a Rosinha Monkees partimos para o sul em passeio que nos deve levar à serra gaúcha e à capital do estado. Na programação, eventos culturais, visitas turísticas e desvarios gastronômicos. #

[ 10:49 ]

Interessante comparação entre os super-heróis da duas maiores editoras: DC Versus Marvel (or Transcendence Versus Fate). "Spiderman's moral 'With great power comes great responsibility' is a good one. When given gifts we should learn to use them with wisdom. However DC seems to have a motto that is the converse: 'With great responsibility comes great power'. Batman, Superman, and so forth draw strength from the very fact that they care. Batman literally forged himself into a guided missile of justice on the belief that he was responsible for the future of Gotham. Overall, this is more important message to us. We all face the same bad luck as the Marvel characters but we should strive to transcend them as the DC characters do." #

[ 10:33 ]

Demorou mas fizeram action figures (o nome que dão aos bonecos que os adultos colecionam) com os personagens de Lost. O site oficial ainda não tem as fotos mas o blog ThEmIsFiTiShErE já mostrou alguns modelos: Crazy LOST Toys! #

quarta-feira, 19 de julho de 2006

[ 22:19 ]

Recebo todos os tipos de mensagens através do Burburinho, perguntas, elogios, sugestões, reclamações (ainda tem gente que não se conforma por eu ter falado mal da Bridget Jones). Algumas são muito estranhas. Aqui vão uns poucos exemplos, apresentados com a grafia original (incluindo pontuação atrapalhada, falta de acentuação e dolorosos erros de ortografia):

  • "oie... pow so toh escrevendo pq eu achei esse site mto gringo... e pesso mais reportagens do titanic... e tudo sobre o leonardo dicaprio... eu so mto fã dele... e do filme"
  • "Por favor quero publicar um livro já estou escrevendo. É uma história dramática. Derrepente SUZE resolve comemorar seu aniversário assistindo à uma, peça de teatro. Ela avista um homem de cadeira derodas, reprimido, sinistro, totalmente o inverso de um deficiente. então ela começa a escrever uma história de terror e nem imagina que vive a mesma história de terror."
  • "VC TEM GLUBINHOS"
  • "Eu gostei de sabe sobre final do desenho da Caverna do Dragão. Tenho uma pergunta sobre esse desenho se ele fez tanto sucesso mundial almente porque diretor nao continuo escrevendo o desenho ja que esse desenho era um grande sucesso mundial. Eu sei que desenho foi proibido no EUA, mas mundial almente esse desenho faz tanto sucesso que esse desenho contina sendo exibido em alguns paises como o Brasil so que eu nao sei se hoje em dia ele é exibido no Brasi mais cedo ou mais tarde sempre valtar ser exibido no Brasil."
  • "queria q vcs manda-se pra mim uma desenhos daquele dragao com duas cabeças"
  • "Oi gente... bom eu gostaria de saber se vcs podriam me ajuda, eu preciso faze um trabalho sobra as industrias culturais americanas e issu envolve desenho animados e quadrinhos... Mais eu keria saber as criticas ods personagens americanos... Por exemplo cada personagem foi criado em uma época de conflitos nos EUA, e eu keria saber essas motivos, por exemplo o popeye foi criado para vender espinafres aos americanos... Espero q vcs possam me ajuda... Isso é mto urgente!!!"
  • "eu quero que voçeis me pegue para voçeis ver minhas historias em quadrinhos eu crio personagens por favor me encachrm"
  • "estou escrevendo um livro um romance sobre duas pessoas de idades diferentes que são visinhas e que aos poucos vão se gostando. a historia se passa em 1943 em ouro preto e a moça que tem 15 anos vai aprendendo aos poucos a amar seu visinho que tem 29 anos. conforme ela vai crescendo ela vai aprendendo a amar seu vizinho meio que contra seu gosto e seus principios de familia. a moça que estuda ama na escola um rapaz que planeja algo terrivel..." #

    [ 21:47 ]

    O Burburinho entrou em férias e voltará em breve com novidades. Uma das mudanças será o fim da caixinha de contribuições, que ficou aberta durante um ano e recebeu exatamente três depósitos: um de US$40, um de US$10, e mais um de US$10. Isto mesmo, dos milhares e milhares de leitores do site, somente três pessoas se apresentaram para ajudar financeiramente o Burburinho, gerando um total de US$60 (o que dá uma média mensal de US$5). Como já disse há seis meses, eu tinha dúvidas quanto aos resultados, mas nunca imaginei que a iniciativa seria um fracasso tão magnífico. Dou por encerrada então a minha experiência com micromecenato. Não digam que não tentei. #

    terça-feira, 18 de julho de 2006

    [ 17:34 ]

    Desenhos na areia, fotografados com uma câmara pendurada numa pandorga: Rake Art. #

    [ 17:32 ]

    Monstrinhos feitos de papel, bambu e massa de modelar: Gensou Hyouhon Hakubutsukan (Museu de Criaturas Fantásticas). Está tudo em japonês, mas clicando nos links que têm números acaba-se chegando aos bichos. #

    [ 17:30 ]

    Fazer crítica de cinema sem ver o filme raramente funciona. Aqui funciona bem: The Snakes on a Plane Problem. #

    [ 17:28 ]

    Numa época de laptop computers e personal digital assistants, ainda há quem prefira rapidez e a eficiência do papel e da caneta: D*I*Y Planner #

    [ 17:26 ]

    Hello Kitty + Cthulhu Mythos = Hello Cthulhu #

    segunda-feira, 17 de julho de 2006

    [ 18:33 ]

    Esta semana no Burburinho, o Rafael Lima conta a história do homem que queria ser Kubrick. E assim, de mansinho, o Burburinho chegou ao seu quinto aniversário. Agora fará uma rápida pausa para tomar fôlego e voltará em breve com várias novidades. Stay tuned! #

    [ 17:26 ]

    Novo weblog da Ticcia: Mme. Mean. #

    domingo, 16 de julho de 2006

    [ 22:43 ]

    O domingão começou com um passeio a Piçarras, onde comemos um côngrio honesto num restaurantezinho na beira do mar, Petisqueira do Capitão, na companhia de um casal de amigos da Rosinha Monkees, o Edo e a Rose. Depois fomos até o apartamento deles tomar café e ver a coleção do Edo, que, como a Rosinha, também é fã do velho quarteto Dolenz & Jones & Nesmith & Tork. Difícil saber qual dos dois tem mais discos, livros, cartazes, camisetas, e outros objetos referentes aos Monkees. Na volta, entramos numa estradinha tortuosa e esburacada e fomos até Luís Alves visitar a 21ª Festa Nacional da Cachaça. O ambiente era quase surreal, misturando o clima de quermesse, rodeio e camelódromo, com música ao vivo em três ambientes (forró, pop e brega), exposição de touros e vacas (alguns com ares de poucos amigos), e figuras fellinianas desfilando pelos caminhos enlameados (felizmente não estava mais chovendo). Experimentei algumas cachaças, nenhuma porém tão boa como as que já tomei no interior de São Paulo, e a que mais me agradou foi a Wruck envelhecida (grau alcoólico 39%, 5 anos em barril de carvalho). #

    sábado, 15 de julho de 2006

    [ 23:19 ]

    Para terminar o dia em Blumenau, fomos até a 13ª Festitália. Danças folclóricas, musiquinhas típicas, carnes e queijos (o provolone na chapa estava particularmente saboroso), e draft wine (também conhecido como chopp de vinho). #

    [ 23:12 ]

    O outro filme que assistimos hoje em Blumenau foi Separados Pelo Casamento (The Break-up, EUA, 2006), do Peyton Reed. Com aparência de comédia romântica, é na verdade um drama cruel sobre relacionamentos amorosos, com algumas cenas muito engraçadas pelo meio. O roteiro consegue apresentar a briga de um casal de forma que permite ver que os dois têm razão em alguns pontos e os dois estão errados em outros pontos, com a falta de comunicação agravando a situação. Moral da história para o público masculino: se ela pedir doze limões, leve doze limões. Moral da história para o público feminino: se ele só trouxer três limões em vez dos doze que você pediu, faça o que puder só com os três limões. O Vince Vaughn (de The Wedding Crashers) e a Jennifer Aniston (de Along Came Polly) estão bem em seus papéis, e o elenco coadjuvante tem gente boa como o Jon Favreau (de Daredevil) e a Joey Lauren Adams (de Chasing Amy). #

    [ 22:48 ]

    Fizemos uma maratona Final Destination (que no Brasil ganhou o título Premonição), com os dois primeiros filmes da série em dvd na sexta-feira e o terceiro no cinema em Blumenau no sábado. Em Final Destination (EUA, 2000), do James Wong, um jovem sonha com um desastre de avião poucos minutos antes de acontecer e acaba salvando um grupo de colegas que escapa da aeronave antes do acidente. A partir daí, os sobreviventes começam a morrer em circunstâncias bizarras, na mesma ordem que teriam morrido se não houvessem saído do avião a tempo. A trama funciona um pouco como aquelas histórias de assassinos maníacos que vão matando os personagens um a um, mas aqui sem o assassino. Ultrapassando toda a fantasia da premissa (que é possível prever o futuro, que é possível alterar o futuro previsto, que existe um destino predeterminado para cada pessoa, que a morte é uma entidade com objetivos específicos, etc), o filme torna-se divertido, com desvios interessantes e acidentes engenhosos. Os rostos mais conhecidos no elenco são do Seann William Scott (de American Pie) e da Ali Larter (de House on Haunted Hill), e vários personagens têm nomes que homenageiam diretores famosos (Browning, Murnau, Hitchcock, etc). Final Destination 2 (EUA, 2003), do David R. Ellis, tem basicamente a mesma história do primeiro filme, com algumas variações. A seqüência inicial do grande acidente automobilístico (que substitui o acidente de avião do roteiro original) é muito bem montada, e as mortes subseqüentes são muito inventivas (com surpresas de fino humor negro). Volta a bonitinha Ali Larter, mas a protagonista é a fraca A.J. Cook. E mais uma vez alguns personagens têm nomes que homenageiam diretores famosos (Corman, Carpenter, etc). Final Destination 3 (EUA, 2006), novamente dirigido pelo James Wong, é o mais fraco dos três, talvez por já não ter novidades a oferecer (a premissa é a mesma de antes e as mortes bizarras não mostram tanta criatividade quanto as do segundo episódio). Depois do acidente de avião e do acidente na auto-estrada, agora temos como seqüência inicial um acidente numa montanha-russa, que é a parte mais interessante do filme. E além dos já habituais personagens com sobrenomes de diretores famosos (Wise, Dreyer, Romero, etc) aqui temos também várias referências a assassinos de presidentes dos EUA (as estações de metrô chamadas Booth e Oswald, por exemplo). #

    sexta-feira, 14 de julho de 2006

    [ 13:19 ]

    Ontem fiz mais uma sessão de dvd com o Adam Sandler, Golpe Baixo (The Longest Yard, EUA, 2005), do Peter Segal. Remake do filme homônimo de 1974, aquele em que o Burt Reynolds ia parar na cadeia e organizava um time de futebol americano formado com prisioneiros. Aqui o Sandler fica com o papel que era do Reynolds, o Chris Rock substitui o James Hampton, e o próprio Burt Reynolds volta para interpretar o personagem que no original era do Michael Conrad. Claro que o Peter Segal (de filmes bons como 50 First Dates e ruins como Anger Management, ambos com o Sandler) não tem o mesmo talento do Robert Aldrich, porém The Longest Yard tampouco está entre os melhores trabalhos do velho diretor (como esquecer What Ever Happened to Baby Jane? ou Hush, Hush, Sweet Charlotte, ou mesmo The Dirty Dozen?). Este novo The Longest Yard é muito inverossímil, mas serve como fábula razoável sobre oprimidos contra opressores. Pena que para representar os heróis temos um grupo de detentos bonzinhos que mais parecem estar numa colônia de férias, apresentados sem qualquer nuance crítica. O melhor mesmo é a trilha sonora, que tem John Lee Hooker, AC/DC e Lynyrd Skynyrd. Grande destaque também para a Courteney Cox (a Monica de Friends), que aparece no início do filme com um decote fenomenal. #

    [ 09:36 ]

    Semaninha atribulada: relatório sobre arquitetura da informação de redes sociais online, tradução de contratos de importação e exportação de cereais, codificação em html de um site com versão para MovableType e WordPress... Enquanto isso, acumulam-se toneladas de emails para responder e outras tarefas básicas vão sendo adiadas. #

    quinta-feira, 13 de julho de 2006

    [ 22:32 ]

    Por sugestão da Rosinha Monkees, assisti em dvd Espanglês (Spanglish, EUA, 2004), do James L. Brooks. Gostei. Mistura drama e comédia num roteiro (do próprio Brooks) perspicaz e sensível sobre choque cultural, sobre relcionamento entre pais e filhos, e sobre objetivos pessoais. Não é filme para figurar numa lista de favoritos mas, da mesma forma que os outros trabalhos do diretor (especialmente Broadcast News e As Good as It Gets mas também Terms of Endearment e I'll Do Anything), fica na memória como uma reflexão simpática sobre coisas do dia-a-dia. No elenco, Adam Sandler (que entre uma comédia boba e outra vai aparecendo em filmes interessantes como 50 First Dates e este Spanglish), Téa Leoni (de Deep Impact e Jurassic Park III), Paz Vega (de Lucía y el Sexo) e Cloris Leachman (a Frau Blücher de Young Frankenstein). #

    quarta-feira, 12 de julho de 2006

    [ 11:07 ]

    Som da semana: country music. Desde segunda-feira tenho ouvido os cds que a Rosinha Monkees trouxe de sua viagem a Nashville, quase todos autografados. Sawyer Brown, Billy Currington, Dierks Bentley, Little Big Town, Kenny Chesney, Toby Keith, Terri Clark, Joe Nichols, Tim McGraw, Brad Paisley, Jeff Bates, Trace Adkins, John Corbett, Bryan White, PovertyNeck Hillbillies, Cowboy Troy, e uma coletânea com mais dezesseis artistas, Very Best of Country. Como sempre, me aborreço com as baladinhas e gosto de algumas músicas mais animadas, especialmente as que têm rabecas furiosas e pianinhos honky tonk. Destaque para a faixa Time Warp, jazz country instrumental do Brad Paisley, e também para Songs About Me, do Trace Adkins, e One Night in New Orleans, dos PovertyNeck Hillbillies. #

    [ 09:20 ]

    A Copa do Mundo já terminou há três dias. Por que ainda não ouvimos qualquer notícia sobre a demissão do inepto Carlos Alberto Parreira? #

    terça-feira, 11 de julho de 2006

    [ 10:27 ]

    Li o livro República 3000 (Ediouro, sem data), do Menotti Del Picchia. Já o tinha lido uma vez, quando era criança, numa cópia da biblioteca do Colégio São Vicente de Paulo, e agora achei um exemplar num sebo de São Paulo. Lembrava-me vagamente da história da expedição do exército brasileiro que se perde na selva e acaba encontrando uma civilização avançada vivendo em segredo no meio da mata. A trama é muito ingênua e parece servir somente de ponto de partida para uma discussão sobre os caminhos utópicos e distópicos que podemos seguir através da aplicação da tecnologia. Os seres do futuro de Del Picchia são resultado da evolução darwiniana controlada e da complementação física com máquinas, e deixaram para trás (ou ao menos pensam ter deixado para trás) os sentimentos e a moralidade. "Não há sentimentos. Há raciocínios. O homem - o verdadeiro homem - não sente, pensa... Eliminamos a sentimentalidade desde que cultuamos a utilidade. As paixões são anti-sociais como as doenças." (pg. 83) A República 3000 distanciou-se de tal forma da nossa cultura, tanto em avanços científicos como em filosofia de vida, que o protagonista, exemplar clássico ocidental do início do século XX, cristão e passional, mal reconhece seus habitantes como humanos ou suas ações como justificáveis, apesar de fazerem sentido se analisadas logicamente. Assim, o homem do futuro, utilitarista e amoral, transforma-se em vilão para o homem do presente. O livro, publicado pela primeira vez em 1930, é particularmente interessante por ser ao mesmo tempo uma crítica à desumanização pressentida no futuro e uma crítica aos valores contemporâneos de Del Picchia. "Sua cultura necessita aniquilar muitos tabus, libertar-se, arejar-se, simplificar-se. Toda conquista ético-social consiste sempre numa simplificação. O Ocidente é doentiamente complicado." (pg. 62) #

    segunda-feira, 10 de julho de 2006

    [ 13:33 ]

    Sessão dupla em dvd. The Zodiac (EUA, 2005), do Alexander Bulkley, se propõe a contar a história do serial killer homônimo dos anos sessenta mas, assim como os investigadores do caso real, não chega a lugar algum. Não consegui entender porque fizeram o filme. No elenco, Justin Chambers (de Grey's Anatomy), Robin Tunney (de End of Days) e Rory Culkin (irmão do Macaulay e do Kieran). Agora resta esperar que o David Fincher, diretor de Se7en e Fight Club, faça melhor com o mesmo tema em seu próximo trabalho, prometido para 2007. Parentes Perfeitos (Relative Strangers, EUA, 2006), do Greg Glienna, parece uma mistura de Meet the Fockers com Anger Management. Comédia muito previsível e um pouco piegas, mas com alguns momentos bem engraçados. Danny DeVito (de Twins) e Kathy Bates (Oscar por Misery) dominam completamente o filme, Ron Livingston (de Sex and the City) não brilha num papel principal que parece ter sido escrito para o Ben Stiller, e Neve Campbell (de Scream) mostra que engordou um bocado mas manteve o belo sorriso. #

    [ 12:12 ]

    Esta semana o Gabriel Perissé volta ao Burburinho para falar do homem que queria ser culpado. Seja um burbunauta bem informado e receba por email, gratuitamente, todas as edições do nosso boletim. #

    [ 11:40 ]

    Hoje Nikola Tesla completaria 150 anos de idade. Ou ontem, já que conta a lenda que ele nasceu exatamente à meia-noite, na virada de 9 para 10 de julho de 1856, durante uma tempestade elétrica. #

    domingo, 09 de julho de 2006

    [ 22:51 ]

    Zinedine Zidane. Esperava-se que fosse o herói da final da Copa do Mundo, terminou por ser o vilão, autor de um ataque selvagem, cabeçada no peito de um jogador adversário longe de onde estava a bola. O episódio é bizarro não só porque poucos imaginavam algo assim vindo do capitão da seleção francesa mas também pela reação da arbitragem. O juiz não demonstrou ter visto o lance, o bandeirinha não esboçou qualquer gesto, e o cartão vermelho só surgiu depois de, aparentemente, alguém de fora ter avisado sobre o que ocorreu. Como a FIFA não permite interferência externa na arbitragem, precisa ser averiguado o que levou o juiz à sua decisão. Claro que o Zidane merecia ser expulso pelo que fez, mas não daquela forma. Imaginemos que um cachorro entrasse no estádio e uma bola perdida batesse nele e fosse parar dentro do gol da Itália, enganando o goleiro. Estranho e injusto, talvez, mas segundo as regras do jogo o gol seria válido. O juiz não poderia mudar o regulamento para acomodar o sentimento de justiça dos espectadores. O mesmo se aplica ao caso do Zidane. Independentemente de acharmos ou não que ele merecia a expulsão, segundo as normas da FIFA ela não deveria ter acontecido. #

    [ 22:40 ]

    E terminou a Copa do Mundo. Consegui assistir todos os 64 jogos (56 inteiros e os 8 menos interessantes da terceira fase classificatória em versão resumida). A vitória da Itália, com uma equipe defensiva e sem estrelas, faz sentido numa competição em que quase todos os times jogaram mais para evitar gols que para tentar fazê-los. Fraca Copa do Mundo para quem, como eu, gosta de futebol-espetáculo. #

    sexta-feira, 07 de julho de 2006

    [ 22:46 ]

    Assisti em dvd Vanity Fair (EUA-GB, 2004), da Mira Nair. Nunca li o livro original do Thackeray, calhamaço de um milhar de páginas, mas sempre o vi citado como exemplo de sátira social. O filme, porém, não tem exatamente um tom satírico e por vezes lembra até aqueles épicos do James Ivory. Reese Witherspoon interpreta a alpinista social Becky Sharp e está obviamente grávida em muitas cenas onde seu personagem não deveria ter um barrigão. O elenco tem ainda Gabriel Byrne, Jim Broadbent, Bob Hoskins, e o enjoadinho Jonathan Rhys Meyers. A história se desenrola ritmo de folhetim e termina de forma quase abrupta, com um epílogo apressado mostrando o que aconteceu aos personagens depois de muitos anos. Não gostei. #

    [ 09:16 ]

    Grande decepção para os fãs de Lost nas indicações aos Emmys deste ano. Depois de levar o prêmio principal na sua primeira temporada, agora nem chegou a ser indicada na categoria de melhor série dramática. Vai ter que se contentar em concorrer somente como melhor conjunto de elenco, direção, roteiro, direção de fotografia, edição de imagem, edição de som, efeitos visuais, e ator convidado (curiosamente, o indicado foi o Henry Ian Cusick, que interpreta Desmond, e não o Michael Emerson, que interpreta Henry Gale). #

    quinta-feira, 06 de julho de 2006

    [ 18:02 ]

    Bela foto: Mouse Rides Frog in India Monsoon. #

    [ 12:27 ]

    Selecionei o meu dream team, a equipe formada com os melhores jogadores desta Copa do Mundo. Claro que vão dizer que não entendo coisa alguma de futebol, porque no meu time entram vários jovens e até gente que passou a maior parte do tempo no banco de reservas, mas são os atletas que mais gostei de ver jogando na competição. Não gostou? Faça a sua. A minha, em tradicional 4-2-2, é esta. No gol: Lehmann (ALE). Defesa: Zambrotta (ITA), Vieira (FRA), Juan (BRA), Cannavaro (ITA). Meio de campo: Messi (ARG), Fabregas (ESP), Zidane (FRA) e Cole (ING). Ataque: Tevez (ARG) e Robinho (BRA). #

    [ 11:49 ]

    Ontem fomos ao cinema ver Poseidon (EUA, 2006), do Wolfgang Petersen. Bem produzido mas quase sem história. Basicamente, um bando de gente atravessando um navio emborcado e tentando chegar à superfície, sem grandes surpresas nem mesmo em relação a quem vai se salvar e quem vai ficar pelo caminho. O único personagem minimamente interessante é o suicida arrependido (em boa interpretação do Richard Dreyfuss), os outros só causam indiferença (como a mocinha insípida vivida por Emmy Rossum, a heroína de The Phantom of the Opera) ou irritação (particularmente o caricato Lucky Larry, péssima criação do Kevin Dillon, o irmão sem talento do Matt Dillon). Muito fraquinho. #

    [ 11:06 ]

    Livros de ficção-científica para download gratuito: Baen Free Library Collection. (Esta é só uma das muitas coleções disponíveis na World eBook Fair, compensa também garimpar nas outras.) #

    [ 09:35 ]

    Lembra do MacGyver? Aqui tem uma relação das artimanhas do herói: List of problems solved by MacGyver. #

    quarta-feira, 05 de julho de 2006

    [ 17:35 ]

    Um site dedicado a discutir as leis da robótica de Asimov: 3 Laws Unsafe. #

    [ 13:30 ]

    De sábado a terça-feira, ao ritmo de um filme por dia (os três primeiros em dvd, o mais recente no cinema), eu e a Rosinha Monkees fizemos nosso ciclo Scary Movie, série mais conhecida no Brasil como Todo Mundo em Pânico. Scary Movie (EUA, 2000), do Keenen Ivory Wayans, é basicamente uma aplicação da fórmula satírica de Airplane (Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu) ao universo dos filmes de terror. A trama mistura Scream com I Know What You Did Last Summer, mas inclui incontáveis referências jocosas a outros filmes e séries de tv. Anna Faris interpreta Cindy Campbell (o mesmo sobrenome da atriz Neve Campbell, estrela de Scream) e contracena com os irmãos do diretor, Shawn Wayans (contido e engraçado) e Marlon Wayans (exagerado e sem graça). No prólogo, Carmen Electra repete o papel de Drew Barrymore em Scream. O roteiro é desigual, alternando cenas muito divertidas com terríveis bobagens, mas fica difícil não dar umas boas risadas. Scary Movie 2 (EUA, 2001), também do Keenen Ivory Wayans, não é tão bom como o primeiro e as gargalhadas ficam mais distantes umas das outras. Volta quase todo o mesmo elenco (até os personagens que morreram no episódio anterior), mais Tim Curry (de The Rocky Horror Picture Show) como cientista sem escrúpulos e Chris Elliott (de There's Something About Mary) como mordomo aleijado, e James Woods estrela o prólogo como Father McFeely satirizando The Exorcist. O resto da trama é calcada principalmente em The Haunting e House on Haunted Hill, com spoofs de Hannibal, Charlie's Angels, The Usual Suspects, e muitos outros. Como a qualidade decaiu do primeiro para o segundo filme da série, foram buscar o diretor do clássico do gênero, Airplane, para fazer o terceiro, Scary Movie 3 (EUA, 2003), do David Zucker. E parece que a idéia funcionou, já que o ritmo de boas piadas por minuto melhora muito. A trama mistura The Ring, Signs, 8 Mile e The Matrix. Os irmãos Wayans ficaram de fora, mas voltam Anna Faris como Cindy Campbell (agora com cabelos loiros como os da Naomi Watts em The Ring) e Regina Hall como Brenda Meeks. Aparecem ainda Charlie Sheen (num papel semelhante ao do Mel Gibson em Signs), Queen Latifah e George Carlin (satirizando, respectivamente, o Oráculo e o Arquiteto de The Matrix), e Zucker trouxe também seu ator-fetiche Leslie Nielsen para encarnar o presidente dos EUA, que repete aqui uma frase famosa de Airplane: "I just wanna wish you good luck, we're all counting on you." As celebridades do prólogo são as playmates Pamela Anderson e Jenny McCarthy. Scary Movie 4 (EUA, 2006), também do David Zucker, é um dos mais engraçados da série. Encaixa inteligentemente as tramas de Saw, The Grudge, War of the Worlds e The Village, sem poupar outros filmes de sucesso como Million Dollar Baby e Brokeback Mountain. Aperfeiçoa também a reprodução de cenários e figurinos dos originais satirizados, tão bem feitos que alguns parecem ser simplesmente os mesmos. Mais uma vez Anna Faris é Cindy Campbell, ainda loira mas com os cabelos um pouco mais longos como os da Sarah Michelle Gellar em The Grudge. E novamente Leslie Nielsen é o presidente dos EUA, com uma cena detonando George W. Bush e seu momento de inação quando New York foi atacada por terroristas em 2001. Aparecem também a venerável Cloris Leachman (a Frau Blücher de Young Frankenstein), Michael Madsen (de Kill Bill), Bill Pullmann (de The Grudge), e as celebridades do prólogo são o psicólogo televisivo Dr. Phil e o basqueteiro Shaquille O'Neal. Parece que a série se tornou uma espécie de sátira oficial dos filmes de terror mais recentes. Aguardamos agora Scary Movie 5. #

    [ 10:06 ]

    Ontem consegui escrever duas bobagens bem grandes neste modesto weblog. Primeiro chamei sundae de sunday, confundindo sorvete com dia da semana. Depois errei o nome das fases da Copa do Mundo em que o Brasil e a Alemanha foram eliminados. Felizmente, leitores atentos me avisaram das gafes e já fiz as devidas correções. Expero não errrar maiz. #

    terça-feira, 04 de julho de 2006

    [ 19:09 ]

    Quem esperava uma final de Copa do Mundo entre Brasil e Alemanha, repetição de 2002, errou duplamente. O favorito pentacampeão caiu nas quartas-de-final no sábado e o favorito dono da casa caiu nas semi-finais hoje. Quem apostava nos países bem colocados no ranking da FIFA também errou feio. Os seis primeiros da lista (Brasil, República Tcheca, Holanda, México, EUA e Espanha) já estão fora, e o sétimo (Portugal) vai disputar com o oitavo (França) uma vaga na final para jogar contra o décimo-terceiro (Itália). #

    [ 10:52 ]

    Star Trek está perto do seu quadragésimo aniversário (a estréia da série foi em 8 de setembro de 1966) e várias comemorações estão planejadas por todo o planeta. Uma das que parecem promissoras é a do Science Fiction Museum de Seattle: Star Trek 40th Anniversary Gala Celebration & Conference. #

    [ 10:37 ]

    Nesta minha última visita a São Paulo, uma conversa com o Adriano resvalou para a física das partículas subatômicas e para a teoria das múltiplas dimensões. Que assunto melhor para acompanhar o meu sundae de chocolate com massa de chocolate e calda de chocolate? Hoje, um pouco por acaso, encontrei um site explicando para principiantes os conceitos das dimensões de zero a dez e divulgando o livro homônimo: Imagining the Tenth Dimension. #

    segunda-feira, 03 de julho de 2006

    [ 16:02 ]

    Uma preciosidade encontrada na bibliografia de Santô: L'Aviazione dalle Origini al 1914, em desenhos do Hergé. #

    [ 15:58 ]

    Li o álbum em quadrinhos Santô e os Pais da Aviação (Cia. das Letras, 2005), do Spacca. Um relato muito bacana das aventuras dos balonistas e aviadores pioneiros, centrado no brasileiro Santos Dumont mas sem tirar o mérito de tantos outros que participaram na criação dos veículos voadores mais pesados que o ar (incluindo os irmãos Wright, que nos EUA são considerados os inventores do avião enquanto na Europa esse título é atribuído a Dumont). No final do livro, cronologia e bibliografia completam esta bela obra, que encanta tanto pelo assunto interessante como pelo traço caricatural do Spacca. #

    [ 15:36 ]

    Assisti em dvd Quatro Irmãos (Four Brothers, EUA, 2005), do John Singleton. Clássica história de vingança em estilão de western mas numa Detroit contemporânea coberta de neve e gelo. Roteiro interessante, direção enxuta, trilha sonora bem escolhida (com The Temptations e Marvin Gaye, entre outros). Gostei. #

    [ 10:34 ]

    E terminaram minhas férias, aqueles dois meses de perplexidade e de preguiça mental depois da minha experiência traumatizante no consulado dos EUA. Hoje volto aos projetos pendentes, às leituras acumuladas, às caminhadas na praia, e à alimentação saudável. #

    domingo, 02 de julho de 2006

    [ 22:38 ]

    Esta semana no Burburinho, o Gabriel Perissé relembra a crônica desaforada de Rubem Braga. Seja um burbunauta bem informado e receba por email, gratuitamente, todas as edições do nosso boletim. #

    [ 14:22 ]

    No próximo dia 20 de julho Balneário Camboriú completará 42 anos de idade, e as comemorações já começaram, com vários eventos pela cidade. Hoje entramos no ritmo indo à 7ª Festa da Tainha, com barracas na rua e uma excelente tainha grelhada acompanhada de arroz, feijão e salada, tudo muito saboroso. A música ao vivo era do grupo gauchesco Alma de Galpão. Supimpa. #

    sábado, 01 de julho de 2006

    [ 22:48 ]

    Gostei de ver hoje a derrota da seleção do Parreira, a derrota do futebol burocrático, a derrota daqueles milionários arrogantes sem fome de bola, a derrota do sujeito que se apresenta como "professor" e posa de guru com seu livro comicamente chamado Formando Equipes Vencedoras, a derrota daqueles atletas desinspirados que se vendem com o slogan "joga bonito" mas em campo representam a antítese desta idéia. #

    [ 22:27 ]

    Mais vale um Zidane na mão que dois Ronaldinhos voando. #