terça-feira, 31 de julho de 2007

[ 22:36 ]

Desabafo contra expressões muito usadas mas pouco pensadas: Let's Think Outside The Box of Bad Clichés. #

[ 22:18 ]

Balanço de julho: assisti 23 filmes e 29 episódios de séries (Stargate SG-1, The Triangle, Jekyll); li 1 livro (The Stars, Like Dust) e ouvi 1 audiobook (The Adventures of Tom Sawyer). #

segunda-feira, 30 de julho de 2007

[ 23:08 ]

Assisti Eragon (EUA-GB, 2006), do Stefen Fangmeier. Tradicional fantasia épica, com a velha luta do bem contra o mal, espadas e flechas, feiticeiros e dragões, pricesas bonitinhas e reis perversos, mas tudo um bocado superficial e com algumas reviravoltas irritantes (a pior para mim foi o dragão crescer em poucos segundos do tamanho de um cachorrinho para o tamanho de um elefante). O elenco tem gente boa como Jeremy Irons, Robert Carlyle, John Malkovich, e a voz da Rachel Weisz. Longe da riqueza de The Lord of the Rings mas felizmente muito melhor que o filme anterior em que o Jeremy Irons contracenou com dragões, Dungeons & Dragons. Fiquei me perguntando se Eragon, o livro do Christopher Paolini, seria melhor que a adaptação cinematográfica. #

[ 22:56 ]

Som do dia: Silverchair. Estou ouvindo o cd novo deles, Young Modern. Bacaninha. #

domingo, 29 de julho de 2007

[ 21:48 ]

Assisti os três últimos episódios de Jekyll. Depois do brilhantismo dos três episódios iniciais, o final da série foi decepcionante, com explicações pouco engenhosas para os vários mistérios e situações forçadas para levar a história a uma conclusão. Lamentável. #

[ 21:39 ]

Comecei a ler The Currents of Space, do Isaac Asimov, o terceiro livro da trilogia Império Galáctico. #

sábado, 28 de julho de 2007

[ 18:12 ]

Assisti em dvd Alpha Dog (EUA, 2006), do Nick Cassavetes. Ao mesmo tempo relato criminal (baseado numa história real) e retrato de uma geração (ou da parte disfuncional de uma geração: um grupo de jovens de classe média, vivendo em conforto e abundância mas sem qualquer supervisão dos pais). O elenco bem escolhido mistura veteranos como Bruce Willis e Sharon Stone com gente nova como Justin Timberlake e Emile Hirsch. Vislumbre quase assustador de uma crise de valores bem familiar. #

sexta-feira, 27 de julho de 2007

[ 22:53 ]

Assisti 300 (EUA, 2006), do Zack Snyder. Visualmente deslumbrante, com cinematografia retocada em computador e constantes variações de velocidade (slow motion combinada com fast motion). O enredo, porém, abre debates intermináveis sobre metáforas políticas e nacionalismos xenofóbicos. Numa batalha entre ocidente e oriente, o lado de cá é representado por espartanos militaristas (treinados para a guerra desde a infância), nacionalistas (dispostos a morrer pela pátria), narcisistas (o culto do corpo e a forma com que as musculaturas masculinas são apresentadas fez com que vários críticos apontassem o filme como iconografia homossexual), e o lado de lá é representado por persas estranhos (liderados por um Xerxes gigante e cheio de piercings), aberrações genéticas (o exército persa tem tantas criaturas monstruosas que parece ter saído diretamente de Mordor) e traidores de diversos tipos (dos deformados insatisfeitos que literalmente se juntam ao exército inimigo aos políticos corruptos que tramam nos bastidores uma nova ordem mundial). Sim, a história é contada do ponto de vista de um dos personagens e na forma de propaganda para estimular as tropas, mas basta lembrar que o grande inimigo apresentado como encarnação do mal é o império persa, que hoje seria o Irã, e a correlação com a atual situação política fica inescapável. E é sempre bom suspeitar quando nos apresentam fanáticos nacionalistas como modelos de conduta ou como heróis gloriosos, especialmente quando são espartanos empacotados em revisionismo histórico que os retrata com hábitos que não tinham (por exemplo, Leonidas faz um comentário depreciativo aos atenienses chamando-os de "boy lovers", quando na Esparta real o homossexualismo era institucionalizado) ou com virtudes que desconheciam (os espartanos do filme insistem em chamar os habitantes da sua cidade-estado de "gregos livres", quando na verdade Esparta era uma aristocracia onde a maior parte da população não tinha direito a voto e quase todo o trabalho era executado por escravos). Vale repetir que 300 é visualmente deslumbrante, e também vale lembrar que os belos filmes da Leni Riefenstahl eram pura propaganda hitlerista. #

quinta-feira, 26 de julho de 2007

[ 12:39 ]

Do Manual de Redação da BBC: "The most offensive language includes terms such as cunt, motherfucker and fuck (which are subject to mandatory referrals); others such as cocksucker and nigger are also extremely offensive to audiences. Moderately offensive language includes terms such as wanker, pussy, bastard, etc. Care should be taken with using moderately offensive terms and they are almost certain to generate complaints if used in pre-watershed programmes. Mildly offensive language includes crap, Jesus, Christ, knob etc. Terms such as bloody, God, prat, tart etc are all very mildly offensive terms - nonetheless they should not be used indiscriminately." #

quarta-feira, 25 de julho de 2007

[ 23:13 ]

Onde morava o Frodo Baggins? Where On Earth Was Middle-Earth? #

[ 23:09 ]

Sessão dupla de filmes ruins. Comecei com Because I Said So (EUA, 2007), do Michael Lehmann. Absurdamente bobo, com cenas inverossímeis, interpretações apalhaçadas (inclusive da Diane Keaton, que é boa em outros filmes) e uma historinha daquelas em que "é impossível ser feliz sozinho". Desisti na metade e peguei Premonition (EUA, 2007), do Mennan Yapo. Premissa interessante (a protagonista começa a viver seus dias em ordem acronológica e tenta no passado evitar a morte do marido no futuro), boa interpretação da bonitinha Sandra Bullock (que recentemente esteve em outro filme fraco com tema de alinearidade temporal, The Lake House), mas uma conclusão muito tolinha e decepcionante. Fraca noite de filmes. #

terça-feira, 24 de julho de 2007

[ 21:44 ]

Audiobook novo no iPod: The Adventures of Huckleberry Finn, do Mark Twain, continuação de The Adventures of Tom Sawyer. Este eu só li uma vez quando era criança, e pouco mais me lembro além do Huck numa jangada com um escravo fugitivo. #

[ 20:48 ]

Terminei de ler The Stars, Like Dust, do Isaac Asimov, o segundo livro da série Galactic Empire (que só é considerada uma série pela proximidade cronológica e temática, já que os livros são ambientados vagamente no mesmo universo ficcional e foram publicados em 1950, 1951 e 1952). Intriga política com conquistadores tirânicos e rebeldes misteriosos, e um herói não muito simpático. Mais fraco que Pebble in the Sky, o livro anterior, The Stars, Like Dust afunda completamente em suas últimas páginas ao revelar um final patrioticamente naif. #

segunda-feira, 23 de julho de 2007

[ 20:18 ]

Seguindo indicação do meu amigo Nighthiker, comecei a assistir a série inglesa Jekyll. Os três primeiros episódios foram a melhor coisa que assisti em televisão desde a primeira temporada de Lost: mistério, sci-fi, suspense, conspirações, alinearidade, referências clássicas e um humor negro tipicamente inglês. O irlandês James Nesbitt domina a série com uma sólida interpretação dupla. Recomendo. #

domingo, 22 de julho de 2007

[ 10:54 ]

Som do dia: Prince. O novo cd, Planet Earth, é bem bacaninha. Minha música preferida é Guitar. #

[ 10:38 ]

Bom texto do Robert J. Samuelson: The Sad Fate of the Comma. "If all this involved only grammar, I might let it lie. But the comma's sad fate is, I think, a metaphor for something larger: how we deal with the frantic, can't-wait-a-minute nature of modern life. The comma is, after all, a small sign that flashes PAUSE. It tells the reader to slow down, think a bit, and then move on. We don't have time for that. No pauses allowed. In this sense, the comma's fading popularity is also social commentary." #

[ 09:56 ]

Esculturas inspiradas em matemática: Bathsheba Grossman. #

sábado, 21 de julho de 2007

[ 19:44 ]

Jogo da vez: Avernum 2. Continua a guerra dos Avernitas contra o Império, e agora a aventura se passa alguns anos depois do primeiro jogo. Algumas cidades cresceram, outras foram abandonadas ou destruídas, e novos fortes e povoados foram criados, acrescentando muitas novidades ao já conhecido mapa de Avernum. Não é possível continuar jogando com o mesmo grupo de personagens do jogo anterior, mas é bacana ver os meus novos aventureiros ouvindo histórias sobre os grandes feitos dos meus antigos aventureiros. #

sexta-feira, 20 de julho de 2007

[ 23:33 ]

Assisti em dvd Apocalypto (EUA, 2006), do Mel Gibson. Gostei. Antes da chegada dos europeus à América, o filme mostra o conflito entre diferentes camadas da civilização maia, os ricos contra os pobres, a cidade grande contra o vilarejo, o soldado contra o caçador, tudo resumido na trajetória de um homem capturado em sua aldeia e a luta para salvar sua família. Muito interessante. #

[ 19:14 ]

Cheguei ao final do audiobook The Adventures of Tom Sawyer (1876), do Mark Twain. Eu já tinha lido o livro pelo menos duas vezes, em português quando era criança e em inglês bem mais tarde, e gostei de revisitar o mundinho mississippiano daqueles meninos sem televisão e sem internet mas com muita imaginação. É interessante ver como o Twain trata de temas sérios como moralidade sem necessidade de dogmas (Tom Sawyer é um menino rebelde para os padrões da família, da escola e da igreja, mas tem seu próprio código de conduta) e liberdade de amarras sociais (Huckleberry Finn, por sua condição de criança pobre e abandonada, tem uma inocência e uma espontaneidade cativantes) com muito humor e alfinetadas bem endereçadas à hipocrisia da sociedade. Mas tudo isto, claro, está embalado numa boa trama de aventuras com tesouros escondidos, cavernas misteriosas e vilões assustadores. Bacana. #

quinta-feira, 19 de julho de 2007

[ 20:56 ]

Assisti em dvd Shooter (EUA, 2007), do Antoine Fuqua. Thriller com um pouco de Enemy of the State, um pouco de The Jackal e um pouco de Rambo, com o Mark Wahlberg (de Planet of the Apes e The Italian Job) como um atirador de elite que se transforma em vítima de uma conspiração. A parte final não é tão boa como o início, principalmente por causa dos vilões um bocado caricatos, mas ainda assim é uma história razoável. #

quarta-feira, 18 de julho de 2007

[ 23:43 ]

Som do dia: Johnny Cash. Eu não tinha cds do homem de preto, então comprei os dois volumes de The Legend of Johnny Cash, com clássicos como Folsom Prison Blues, I Walk the Line, Guess Things Happen This Way, Ring of Fire, A Boy Named Sue, I've Been Everywhere e I Won't Back Down. Muito bom. #

[ 20:37 ]

Mais um filme de super-heróis: assisti Fantastic Four: Rise of the Silver Surfer (EUA, 2007), do Tim Story (o mesmo diretor do primeiro episódio). Nada de tirar o fôlego, mas bem mais divertido que os outros que vi recentemente, Spider-Man 3 e Ghost Rider. O Surfista Prateado é uma das melhores coisas do filme (apesar de ligeiramente modificado para receber seus poderes da prancha, o que não acontece nos quadrinhos) e a idéia de mostrar o Galactus como uma névoa espacial (e não como o gigante de roupas ridículas dos quadrinhos) funciona muito bem. Curiosidade: Laurence Fishburne, o Morpheus de The Matrix, faz a voz do Surfista Prateado. #

terça-feira, 17 de julho de 2007

[ 07:47 ]

Sugestão de leitura: Should Science Speak to Faith? Conversa amigável entre o Richard Dawkins e o Lawrence M. Krauss sobre religião e ciência. #

segunda-feira, 16 de julho de 2007

[ 22:25 ]

Acho que a primeira vez que ouvi Ghost Riders in the Sky foi numa versão techno da Deborah Harry. Só mais tarde descobri que se tratava de uma canção country dos anos quarenta e que tinha inúmeras versões. Quem assistiu Blues Brothers 2000, por exemplo, viu o Dan Aykroyd e o John Goodman cantando esta música no meio de uma tempestade. Existem versões bem mais obscuras, como a do surfista-guitarrista Dick Dale (chamada Night Rider) ou a adaptação brasileira do Milton Nascimento (chamada Cavaleiros do Céu). Eu ia dizer que a minha versão instrumental preferida era a de uma banda dos anos sessenta chamada The Ramrods e que a minha versão vocal preferida era a do dueto Johnny Cash e Willie Nelson, e fui procurar links com o áudio ou o vídeo das duas. Acabei encontrando Ghost Riders in the Sky, um site com nada menos que 58 versões diferentes em mp3 para download gratuito, de Roy Rogers e Peggy Lee a Dixie Chicks e Brooks and Dunn. Overdose de cavaleiros-fantasma do céu. #

[ 21:33 ]

Sessão dupla com super-heróis. Spider-Man 3 (EUA, 2007), do Sam Raimi (o mesmo diretor dos episódios anteriores), é facilmente o filme mais fraco da trilogia. Tem algumas boas cenas de ação, sim, e a recriação visual dos vilões Sandman (Thomas Haden Church) e Venom (Topher Grace) é bacaninha, mas a história é fraca e tem momentos completamente abobados, como por exemplo toda a seqüência que mostra o Peter Parker (Tobey Maguire) se deixando dominar pelo seu lado negro (e ridículo). Para os fãs mais ardorosos dos quadrinhos, há ainda a confusão cronológica que aumenta desde o primeiro episódio e agora mostra a Gwen Stacy viva depois da morte do Green Goblin (nos quadrinhos ela foi assassinada pelo vilão) e o Sandman como assassino do tio do herói (nos quadrinhos não existe essa conexão). Ghost Rider (EUA, 2007), do Mark Steven Johnson (o mesmo diretor de Daredevil), é um pouco pior. Na divisa entre filme de horror e aventura de super-herói, nunca envereda seriamente por um caminho ou pelo outro e acaba não satisfazendo em qualquer dos gêneros. Algumas escolhas para papéis secundários são auspiciosas, como o Peter Fonda encarnando o Diabo ou o Sam Elliott na pele do coveiro narrador, mas o protagonista Nicolas Cage optou por uma interpretação estranha e caricata que não ajuda muito o roteiro fraco e previsível. Salva-se só a canção Ghost Riders in the Sky numa nova versão da banda australiana Spiderbait. #

domingo, 15 de julho de 2007

[ 23:13 ]

Assisti a mini-série em três episódios The Triangle (EUA, 2005), do Craig R. Baxley. A idéia central é possivelmente a melhor explicação de sci-fi que já vi para o pseudo mistério do triângulo das Bermudas. O elenco, com Eric Stoltz (de Anaconda), o Lou Diamond Phillips (de Bats), Sam Neill (de Jurassic Park), Bruce Davison (de X-Men) e Charles Martin Smith (de Starman), também não é ruim. Mas o roteiro não ajuda muito, e tropeça freqüentemente com diálogos atrapalhados (cientistas especializados em climatologia e oceanografia não sabem que a Lituânia tem litoral ou que o Atlântico não é o oceano mais profundo) e soluções forçadas (tiveram que incluir um vidente entre os personagens para fornecer informações que fizessem a trama avançar). Pena, a idéia merecia tratamento melhor. #

sábado, 14 de julho de 2007

[ 22:33 ]

O melhor episódio de Stargate SG-1 em votação dos fãs: Best Episode Ever. Os melhores momentos da série: Top 10 Moments. As melhores cenas de cada personagem: Character Moments. #

[ 22:25 ]

Terminei de assistir a décima e última temporada de Stargate SG-1. O episódio 200 foi uma comemoração satírica da longevidade da série: a equipe se reúne para dar palpites sobre o roteiro de um filme que seria feito sobre suas aventuras, e faz referências jocosas aos Ewoks de Star Wars, à ausência do Richard Dean Anderson nas últimas temporadas, Star Trek, The Wizard of Oz, Dawson's Creek, Farscape, e até uma seqüência com marionetes em estilo Thunderbirds. Os melhores episódios da temporada, porém, foram The Road Not Taken, com Carter numa realidade paralela em que os EUA se transformam num estado totalitarista (crítica que já tinha sido prefaciada pelo comentário do Mitchell num episódio anterior sobre um "vice-presidential bird shooting"), e Unending, que fecha a série em grande estilo e com um sutil aceno a Star Trek: The Next Generation. Apesar do belo final da oitava temporada, Stargate SG-1 conseguiu uma sobrevida digna em mais duas temporadas, evitando destinos tristes como o de, por exemplo, The X-Files. Depois destes 214 episódios, estou pronto para assistir Stargate Atlantis. #

[ 12:05 ]

Depois de muitas horas de diversão, completei as três missões do jogo Avernum: destruir o demônio Grath-Hoth, matar o imperador tirano Hawthorne, e encontrar uma saída para a superfície e escapar das profundezas de Avernum. RPG de alta qualidade, com gráficos simples mas com excelente história e jogabilidade. #

sexta-feira, 13 de julho de 2007

[ 22:14 ]

Assisti Hot Fuzz (GB-França, 2007), com a mesma equipe que fez Shaun of the Dead: o diretor Edgar Wright, os roteiristas Edgar Wright e Simon Pegg, os atores Simon Pegg e Nick Frost. A idéia é satirizar os filmes de ação com uma dupla de policiais da mesma forma que satirizaram os filmes de mortos-vivos da produção anterior. O resultado é uma comédia razoável mas com tantos exageros que acaba sendo menos verossímil que a ameaça sobrenatural do outro filme. Destaque para a edição afiada do Chris Dickens, que também editou Shaun of the Dead. Curiosidade: em papéis minúsculos aparecem o Peter Jackson atrás de uma barba de Papai Noel e a Cate Blanchett atrás de uma máscara cirúrgica. #

[ 22:03 ]

Você sabe o que é parascavedecatriafobia? #

quinta-feira, 12 de julho de 2007

[ 22:22 ]

Os blogueiros Alex Castro e Luiz Biajoni estão lançando seus livros novos, Radical Rebelde Revolucionário (crônicas) e Virgínia Berlim (romance). Neste sábado, 14 de julho, no Rio de Janeiro. No próximo sábado, 21 de julho, em São Paulo. Parabéns aos dois e também aos outros autores que estão fazendo literatura independente na internet. #

[ 20:29 ]

Assisti Pathfinder (EUA-Canadá, 2007), do Marcus Nispel. Um viking abandonado na América ainda criança é adotado pelos nativos e quando cresce tem que lutar contra os vikings que vêm destruir sua tribo. Karl Urban (o Eomer de The Lord of the Rings) é o herói e Clancy Brown (o Inman de Lost) é o vilão, numa a história muito bobinha e simplória. Fraquíssimo. #

[ 12:10 ]

Várias palestras interessantes em vídeo: TED. Entre os palestrantes, Jeff Bezos, Richard Dawkins, Dan Dennett, Peter Gabriel, Malcolm Gladwell, Seth Godin, Ray Kurzweil, Steven Levitt, James Nachtwey, Sergey Brin, Larry Page, Michael Shermer, Jimmy Wales... #

quarta-feira, 11 de julho de 2007

[ 20:55 ]

Mais uma sessão dupla em dvd, agora com filmes infanto-juvenis com uma dose de fantasia e nomes estranhos. Bridge to Terabithia (EUA, 2007), do Gabor Csupo, é baseado no livro homônimo da Katherine Paterson, e conta a história de dois pré-adolescentes que inventam o reino imaginário de Terabithia como cenário para suas brincadeiras. Uma reviravolta na trama coloca uma interessante e cruel dose de realidade na trama. Bacaninha. The Last Mimzy (EUA, 2007), do Robert Shaye, é baseado no conto Mimsy Were the Borogoves, do Lewis Padgett (pseudônimo da dupla Henry Kuttner e C.L. Moore), e conta a história de duas crianças que encontram artefatos enviados do futuro para salvar a humanidade. O roteiro diverge um pouco da trama original, trazendo-a para o século XXI e reduzindo a participação do Lewis Carroll e da Alice Liddell (a protagonista de Alice's Adventures in Wonderland e Through the Looking-Glass). O final parece um pouco forçado, principalmente as partes envolvendo o Michael Clarke Duncan, mas mesmo assim é um filme simpático. #

segunda-feira, 09 de julho de 2007

[ 21:41 ]

Sessão dupla em dvd com comédias indie. Next Stop Wonderland (EUA, 1998), do Brad Anderson, foi recomendação de colegas do escritório. Numa conversa sobre arquitetura de informação e interfaces gráficas, pipocou a frase "a foolish consistency is the hobgoblin of little minds" e duas pessoas lembraram do filme onde ela é citada várias vezes. A Hope Davis tem uma boa interpretação e o Philip Seymour Hoffman tem um papel curto e divertido, mas pouco mais se salva nesta historinha romanticamente fatalista embalada com trilha sonora de bossa nova. O pior de tudo é o hispânico José Zúñiga, que interpreta um brasileiro, tentando falar português com um sotaque terrível. Anos depois o Brad Anderson faria um filme absurdamente melhor que este, El Maquinista. The Tao of Steve (EUA, 2000), da Jenniphr Goodman, foi recomendação da Netflix, que sugere automaticamente filmes que eu deveria gostar mas geralmente não gosto. Donal Logue interpreta um slacker que aplica seus conhecimentos de filosofia para conquistar mulheres, idolatrando figuras carismáticas chamadas Steve: Steve McGarrett, Steve Austin, Steve McQueen. "He has his own code of honor, his own code of ethics, his own rules of living, man. He never, ever tries to impress the women but he always gets the girl." O filme começa com algumas boas idéias mas vai deslizando aos poucos para a mesmice das comédias românticas. Fraquinho. #

[ 21:14 ]

Ontem, ajudando a Jade e o Jeff a carregar mobília de um lado para outro, sofri um pequeno acidente. Um dos móveis desmontou-se ao ser levantado do chão e duas prateleiras pesadas caíram em cima da minha mão esquerda, lesionando os dedos médio e anelar, também conhecidos como pai-de-todos e seu-vizinho. Muita dor e um pouco de sangue, mas agora já estou razoavelmente recuperado. O episódio serviu para reforçar minha preferência por trabalho intelectual. #

[ 07:49 ]

"Monday morning found Tom Sawyer miserable. Monday morning always found him so - because it began another week's slow suffering in school. He generally began that day with wishing he had had no intervening holiday, it made the going into captivity and fetters again so much more odious." (The Adventures of Tom Sawyer, Mark Twain) #

domingo, 08 de julho de 2007

[ 07:28 ]

Assisti dois programas gravados do History Channel, Star Wars: The Legacy Revealed e Star Wars Tech. O primeiro examina os mitos e os arquétipos usados pelo George Lucas para contruir sua saga de fantasia galáctica, o segundo analisa as possibilidades científicas da tecnologia apresentada nas duas trilogias. Bacaninha. #

[ 07:22 ]

Hoje acordei cedíssimo. Vou ajudar a minha amiga Jade a mudar de Alexandria para Ballston. Felizmente ela não tem tantos livros como eu. #

sábado, 07 de julho de 2007

[ 18:00 ]

Livro novo no iPod: The Adventures of Tom Sawyer, do Mark Twain. Minha idéia é revisitar toda a série do Tom Sawyer e do Huckleberry Finn, que eu li mais de uma vez na minha infância e adolescência. Este é o primeiro, de 1876. #

[ 13:03 ]

Como a décima temporada de Stargate SG-1 ainda não está disponível em dvd, fui catar os episódios pela internet e já comecei a assistir. A Vala Mal Doran (Claudia Black) agora é oficialmente parte da equipe e tem seu nome nos créditos iniciais. E sua filha Adria (Morena Baccarin, de Firefly) é a nova vilã, passando de fruto de imaculada concepção em estilo Jesus Cristo a líder guerreira em estilo Jeanne d'Arc. As referências religiosas se tornaram mais incisivas, com freqüentes questionamentos sobre falsos milagres e falsos deuses. Interessante. #

sexta-feira, 06 de julho de 2007

[ 22:52 ]

E continuando no tema do blues, assisti em dvd Black Snake Moan (EUA, 2006), do Craig Brewer. Samuel L. Jackson (de cabelos brancos) é um fazendeiro pobre e blueseiro aposentado, Christina Ricci (loira e magra) é uma ninfomaníaca com traumas de infância, Justin Timberlake (se esforçando para passar de pop star a movie star) é um caipira com crises de ansiedade. A combinação deste triângulo estranho varia entre o interessante e o exagerado, com várias cenas parecendo planejadas somente para chocar o espectador (e o público conservador estadunidense, sempre preparado para se chocar com qualquer coisiha, treme ao ver o cartaz do filme, com a menina branca acorrentada pelo velho negro). O título do filme, claro, é o mesmo de um blues do Blind Lemon Jefferson. #

[ 19:41 ]

Som do dia: Lightnin' Hopkins, bluesman extraordinaire. "I ain't got no education, I'm just another fool in town / I ain't got no education, I'm just another fool in town / You know the first day I went to school man, the big schoolhouse burnt down" (Another Fool In Town) #

quinta-feira, 05 de julho de 2007

[ 20:17 ]

Fechando meu ciclo de documentários, fui assistir Sicko (EUA, 2007), do Michael Moore. O filme apresenta e ilustra fartamente uma idéia simples: se vários outros países, como Canadá, França e Inglaterra, podem oferecer assistência médica gratuita a todos seus cidadãos, por que não os EUA? A resposta, claro, passa pelo poderoso lobby político das empresas que produzem medicamentos e vendem seguros, mais preocupadas com os lucros no final do mês que com as vidas que podem salvar ou melhorar. Triste situação, boa denúncia, mas existe alguma possibilidade de mudar isto? #

quarta-feira, 04 de julho de 2007

[ 14:58 ]

Som do dia: Led Zepellin. Eu já tive a coleção completa em vinil dos oito álbuns da banda, mas só agora completei a série em cd. Para comemorar, estou ouvindo em seqüência Led Zeppelin, Led Zeppelin II, Led Zeppelin III, ZoSo (aka Led Zeppelin IV), Houses of the Holy, Presence, Physical Graffiti e In Through the Out Door. Sonzaço. #

[ 14:55 ]

Temos poucos feriados aqui nos EUA. Hoje, quatro de julho, é o famoso Independence Day, oficialmente comemorando a declaração de independência de 1776 e extra-oficialmente o dia do churrasco e dos fogos de artifício. #

terça-feira, 03 de julho de 2007

[ 20:44 ]

Mais um documentário em dvd: Wal-Mart: The High Cost of Low Price (EUA, 2005), do Robert Greenwald. A apresentação do tema poderia ter sido feita de forma mais organizada e eficiente, mas mesmo assim o filme é uma poderosa denúncia contra a completa falta de ética da corporação Walmart. Uso de dinheiro público, baixos salários, horas extra forçadas e não pagas, plano de saúde inexistente para os funcionários, repressão à formação de sindicatos, descaso com a falta de segurança nos estacionamentos, sistema de servidão implantado nas fábricas da Ásia e da América Latina, a lista de práticas condenáveis é imensa. Documentário educativo sobre como grandes corporações podem ser nocivas para a população em geral, daria uma boa sessão dupla com The Corporation. #

[ 20:24 ]

Comprei um iPod nano 8GB preto. A minha idéia é aproveitar caminhadas e viagens de metrô para ouvir audiobooks. Comecei com uma história curta, A Study in Emerald, do Neil Gaiman, e gostei da experiência. O conto, que ganhou o Hugo Award for Best Short Story em 2004, mistura o universo ficcional de Sherlock Holmes, criação do Arthur Conan Doyle, com os mitos de Cthulhu, criados pelo H.P. Lovecraft e desenvolvidos por vários outros autores. O twist final é particularmente bacana para quem conhece bem as aventuras do detetive inglês e seus mais famosos inimigos. #

segunda-feira, 02 de julho de 2007

[ 21:25 ]

O Moto Perpetuo do Paganini no volino, como originalmente idealizado: Yehudi Menuhin. O Moto Perpetuo do Paganini agora no acordeão: Amílcar Bondesan. #

[ 20:45 ]

Assisti dois programas que eu tinha gravado da tv. The Library of Congress Gershwin Prize for Popular Song celebrating Paul Simon era um show ao qual eu gostaria de ter ido mas como os ingressos custavam uns trezentos dólares achei mais razoável ver a versão televisiva exibida pela PBS. Além do Paul Simon, apresentaram-se, entre outros, Art Garfunkel, Philip Glass, Alison Krauss, Ladysmith Black Mambazo, Lyle Lovett, James Taylor, Stevie Wonder e Buckwheat Zydeco. Bacana. AFI's 100 Years 100 Movies é a versão televisiva que a CBS fez para a lista do American Film Institute, com entrevistas e trechos dos filmes. Claro que eu não concordo com várias inclusões (The Sixth Sense numa lista destas? Raging Bull em quarto lugar?) e várias exclusões (onde estão Twelve Monkeys, The Usual Suspects, Misery?), mas mesmo assim gostei de ver o desfile de filmes, muitos deles realmente imperdíveis. Também fiquei satisfeito ao perceber que já assisti a lista inteira. #

domingo, 01 de julho de 2007

[ 22:16 ]

Minha experiência de acordar bem mais cedo que o habitual não foi exatamente um sucesso. Ponto positivo: poder fazer um desjejum tranqüilo e me arrumar sem pressa para ir trabalhar. Ponto negativo: saindo de casa mais cedo, sempre pego o metrô lotado. Ponto negativo: apesar de chegar mais cedo ao escritório todos os dias da semana, não consigo sair mais cedo que saía antes. Ponto negativo: o sono atroz que me atacou todas as noites logo após o jantar, impedindo-me de fazer qualquer coisa útil ou divertida. Amanhã volto à minha programação normal. #