domingo, 30 de setembro de 2007

[ 22:26 ]

Balanço de setembro: assisti 12 filmes e 22 episódios de séries de tv; ouvi 2 audiobooks (Harry Potter and the Prisoner of Azkaban e Harry Potter and the Goblet of Fire); fui a 2 eventos (Baltimore Comic-Con e National Book Festival), 9 exposições e 4 palestras (incluindo uma do Steven Pinker e uma do Terry Pratchett). #

sábado, 29 de setembro de 2007

[ 20:32 ]

À tarde fui visitar duas exposições espetaculares. Primeiro, na National Gallery of Art, vi a retrospectiva do Edward Hopper, um pintor que me fascina há várias décadas. Ainda adolescente, assisti o filme Days of Heaven (no Brasil, Cinzas no Paraíso), do Terrence Malick, que me encantou principalmente pela cinematografia do Néstor Almendros (que ganhou um Oscar por este trabalho). E reconheci aquela casa isolada no campo, banhada por luz lateral, eu tinha certeza de já ter visto aquela paisagem em alguma pintura. No dia seguinte, pesquisei na biblioteca da escola e encontrei o tal quadro num dos livros de arte que folheava vez por outra. Fui saber mais sobre o artista e descobri que ele pintava não só casas tão espectrais como a de outro filme, Psycho, mas também notívagos, mulheres bonitas e até quartos vazios. Fiquei fã do Hopper, das paisagens cuidadosamente desabitadas, da forma que a luz molda a sua arquitetura, dos personagens isolados que contam uma história cada vez que olhamos para o quadro. Esta exposição, com 48 óleos, 34 aquarelas e 12 gravuras, mostra bem a variedade e a qualidade da obra hopperiana, e foi um prazer ver de perto quadros famosos como Early Sunday Morning (1930), New York Movie (1939) e Nighthawks (1942). Em seguida fui até a Corcoran Gallery of Art ver a retrospectiva de outro mestre, o Ansel Adams. Mais de uma centena de fotos em preto e branco, das primeiras experiências no início dos anos vinte às paisagens urbanas dos anos sessenta, incluindo imagens clássicas como Moonrise, Hernandez (1941) e Mount Williamson, Sierra Nevada, from Manzanar (1945). Só mesmo vendo de perto em tamanho grande para poder apreciar a riqueza de detalhes destas fotos. Impressionante. #

[ 19:58 ]

Esta manhã fui passear no 2007 National Book Festival, evento promovido pela Library of Congress. Milhares de pessoas circulando pelos vários pavilhões, comprando livros, assistindo palestras, pegando autógrafos. Nunca vi tanta gente junta num só evento literário. Rodei por todas as tendas, ganhei livros, revistas, catálogos e cds, e assisti só uma palestra, a do Terry Pratchett, que é um velhote divertido com voz de duende. #

[ 19:49 ]

A reestréia de Stargate Atlantis ontem foi supimpa. Samantha Carter (Amanda Tapping, de dez temporadas de Stargate SG-1), que já havia aparecido como convidada em alguns episódios, agora entra na equipe permanente, com direito a retratinho na abertura. Jennifer Keller (Jewel Staite, de Firefly), que havia aparecido rapidamente no último episódio da temporada anterior, agora é a substituta oficial do doutor Beckett (Paul McGillion). O resto da turma continua fazendo o que sempre fez: Rodney McKay (David Hewlett) é o gênio científico que resolve os problemas mais espinhosos e salva a vida de todos inúmeras vezes (Stargate Atlantis é uma série "by geeks, for geeks"); John Sheppard é o milico que se acha responsável por todos (o mesmo traço de comportamento que me irrita no Jack Shephard de Lost, que tem um nome surpreendentemente parecido - Jack é um apelido comum para John, e tanto Sheppard como Shephard são variantes de "shepherd", que significa "pastor"); Teyla (Rachel Luttrell) e Ronon (Jason Momoa) são os alienígenas freqüentemente em segundo plano garantindo a presença de minorias étnicas; Elizabeth Weir (Torri Higginson) é... ah, aqui parece que teremos novidades, já que nesta virada da terceira para a quarta temporada ela passou por uma remodelagem (literalmente). Gostei. #

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

[ 20:26 ]

Quem se lembra da Corrida Maluca? Pois um sujeito alucinado fez uma versão em papel, no esquema corta-e-cola, de todos os carros da série: Wacky Races Papercraft. #

[ 20:19 ]

Som do dia: Brubeck e Bernstein. Estou ouvindo o cd do quarteto do primeiro tocando West Side Story, do segundo. Delicioso. #

[ 20:16 ]

Joguinho diabólico: The White Rabbit. Levei quase duas horas para terminar. Não me conformei de não poder usar o machado para arrombar as portas, mas mesmo assim me diverti um bocado. #

[ 20:14 ]

Resumão sobre tendências contemporâneas: Information Design for the New Web. #

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

[ 21:52 ]

Assisti em dvd Idiocracy (EUA, 2006), do Mike Judge (o mesmo diretor de Office Space). A trama é bobinha, mas a crítica embutida na premissa é ótima. Um sujeito mediano (Luke Wilson), transportado por acidente quinhentos anos para o futuro, descobre que, depois de séculos de procriação desenfreada de casais com baixo QI, a humanidade está completamente emburrecida. O retrato dessa sociedade distópica nada mais é que uma mistura exagerada de rednecks e valley girls vivendo num país de consumismo irracional. Várias farpas têm endereço certo: a emissora de tv que sobreviveu foi a Fox News, a rede Starbucks agora se dedica à prostituição mas mantém seus serviços com nomes de bebidas, a diversão nacional envolve monster trucks se destruindo, a universidade existe dentro do gigantesco supermercado Costco, etc. Sem grandes surpresas, o filme foi um fiasco nas bilheterias, já que grande parte da população dos EUA ou não entendeu a piada ou se sentiu ofendida por ser retratada dessa forma. #

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

[ 23:01 ]

Duas estréias hoje. Primeiro, Bionic Woman. Versão completamente remodelada da série dos anos setenta (não por coincidência, o produtor é o David Eick, o mesmo de outro remake da mesma época, Battlestar Galactica). A Jaime Sommers agora (Michelle Ryan, de Jekyll) não é mais uma tenista profissional e sim uma anônima bartender que namora o cientista responsável pela sua reconstrução (Chris Bowers) após um acidente quase fatal. A série já começa com uma teia de personagens interligados carregando segredos do passado, e o exemplo mais notável é a Sarah Corvus (Katee Sackhoff, de Battlestar Galactica) como "a primeira mulher biônica", potencialmente inimiga da nova bionic woman. Interessante. Em seguida, Life, drama criminal com o Damian Lewis (de Band of Brothers e Dreamcatcher) interpretando um detetive que acaba de sair da penitenciária depois de ter sido encarcerado erroneamente por uma dúzia de anos. Graças a um acordo judiciário, ele não só ficou milionário (mansão, carros, etc) mas também recuperou seu emprego na polícia (onde planeja desvendar o crime que o levou à prisão). O toque estranho do roteiro é a visão de mundo do protagonista, mistura de raiva acumulada em doze anos como prisioneiro e desprendimento zen aprendido em livros de cultura oriental que lia em sua cela. Promissor. #

terça-feira, 25 de setembro de 2007

[ 23:53 ]

Mais uma noite de séries na tv. House voltou em bom estilo, num episódio em que o doutor detetivesco atuou pela primeira vez sem a sua costumeira equipe (cujos elementos se demitiram ou foram demitidos na temporada passada). Curiosidade: pela primeira vez em toda a série, descobri o problema da paciente antes do protagonista (certamente porque a solução não era exclusivamente médica). Reaper teve uma estréia razoável, mas ainda precisa me entusiasmar mais para continuar acompanhando as aventuras cômicas do jovem semi-abobado (Bret Harrison) que tem a alma vendida ao diabo (Ray Wise, que já foi o pai da Laura Palmer em Twin Peaks) pelos próprios pais. Curiosidade: este primeiro episódio foi dirigido pelo Kevin Smith, e tem muito do tom das suas comédias adolescentes. Vi ainda a estréia de Chuck, que tinha gravado ontem, mais uma comédia cruzando gêneros (agora, espionagem em estilo 007) e com um jovem semi-abobado como protagonista (Zachary Levi). Novamente, precisa me entusiasmar mais para entrar definitivamente na minha lista de séries a assistir. #

[ 12:52 ]

Bom artigo sobre o Steven Pinker (que eu vi numa palestra na semana passada) e seu novo livro The Blank Slate (que eu comprei mas ainda nao li): The Double Thinker. #

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

[ 23:46 ]

Bom início de semana na tv. Heroes recomeçou com várias traminhas que prometem se juntar numa tramona. Gostei. Journeyman tem um mistério envolvendo viagens no tempo que é interessante, mas a estrutura ameaça ser a mesma daquelas séries em que um anjo visitava uma pessoa em cada episódio para ajudá-la de alguma forma. Preciso ver mais episódios antes de descobrir se gosto ou não gosto. The Big Bang Theory acerta nas referências e erra no humor: é uma série sobre gente muito inteligente mas oferece piadas pouco inteligentes. O primeiro episódio foi bem fraco. Rules of Engagement, pelo contrário, voltou com seu humor despretensioso e me fez rir um bocado. #

[ 20:34 ]

Ontem assisti em dvd Bury My Heart at Wounded Knee (EUA, 2007), do Yves Simoneau, adaptação do famoso livro homônimo do Dee Brown (que eu li quando ainda era adolescente, em português, com o título Enterrem Meu Coração na Curva do Rio). História do conflito entre o governo dos EUA no querendo expandir seu território para o oeste no final do século XIX e os nativos que ocupavam a região e se dividiam entre resistir heroicamente (e inutilmente, vista a desproporção entre os dois lados da luta) e negociar com os invasores (que não inspiravam muita confiança com as múltiplas quebras de contrato e as ofertas recheadas de coação). Afinal, quem tem o direito de ocupar uma região, quem chegou primeiro ou quem tem força suficiente para garantir a ocupação? E quem determina os termos de coexistência? Bury My Heart at Wounded Knee levou vários prêmios Emmy, incluindo o de melhor filme e o de melhor cinematografia. #

domingo, 23 de setembro de 2007

[ 23:33 ]

Amanhã, depois de um verão letárgico, as séries televisivas voltam com força. Tem Heroes (segunda temporada), Journeyman (primeira temporada), House (quarta temporada), Bionic Woman (primeira temporada), Stargate Atlantis (quarta temporada), entre outras. Promissor. #

[ 23:24 ]

Comecei a ouvir mais um audiobook da J. K. Rowling, o quinto da série, Harry Potter and the Order of the Phoenix. #

sábado, 22 de setembro de 2007

[ 17:30 ]

Assisti em dvd Little Miss Sunshine (EUA, 2006), do Jonathan Dayton e da Valerie Faris. Muito bom. Divertido e melancólico, cruel e otimista, um ótimo retrato da cultura estadunidense. O filme é muito melhor que ao menos dois outros candidatos ao Oscar deste ano (os que eu vi até agora), Babel e The Departed, e bem merecia a estatueta (levou a de melhor roteiro mas não a de melhor filme). E aquela kombi é uma idéia genial, metáfora tão bem encaixada que acabou se tornando o cartaz de Little Miss Sunshine. Recomendo. #

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

[ 23:18 ]

Assisti em dvd Flyboys (EUA, 2006), do Tony Bill. Achei o filme ingênuo e ufanista, mas as cenas de combates aéreos com biplanos e triplanos da primeira grande guerra são muito boas (apesar das manobras impossíveis para aqueles aviões, que nem são exatamente os usados na época). História bobinha e ator fraquinho (James Franco, da série Spiderman), Flyboys é recomendado somente para fãs de acrobacias aéreas sem muito compromisso com a realidade. #

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

[ 20:47 ]

Terminei o audiobook Harry Potter and the Goblet of Fire, da J.K. Rowling, para mim o mais fraco da série até agora. Uma enorme primeira parte de explicações e preparações antecede a trama principal e aborrece muito. Além disto, o protagonista está em sua pior fase de "só sou o herói porque todos me ajudam porque sou o herói", especialmente durante o Triwizard Tournament. O melhor do livro é ter preparado o terreno para um grande conflito no quinto volume, que espero seja muito superior ao quarto. #

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

[ 21:57 ]

A palestra de hoje foi no auditório da Freer Gallery of Art, com a Judy Pomeranz falando sobre The Giants of Barcelona: Picasso, Miro, Dali, and Gaudi. Na verdade, dos quatro "gigantes de Barcelona", só um realmente nasceu na capital da Catalunha, Joan Miró (Gaudí e Dalí são da região, Reus e Figueres respectivamente, e Picasso veio de Málaga). Mesmo assim, é interessante colocar juntos estes artistas e de certa forma compará-los. Claro que somente em duas horas não é possível abordar qualquer destas obras fenomenais em profundidade, mas a palestra foi bacana. #

terça-feira, 18 de setembro de 2007

[ 22:40 ]

Hoje fui até o National Geographic Museum ver a exposição Through the Eyes of the Condor, de imagens aéreas da América Latina, e assistir a palestra do fotógrafo Robert B. Haas. As fotos são muito bacanas, mas não fiquei tão bem impressionado com a conversa do autor, talvez pela excessiva sensação de importância transmitida sobre seu próprio trabalho, com expressões como "capturar a alma do continente" e "a nobre missão da fotografia". #

[ 12:39 ]

Astrona is online collection of artists resources and developers who's specialising in space and astronomical art, science fiction art, visions of future worlds, design and visualization of technologies for living in space, space exploration, spaceships, starships, space colonies, etc. #

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

[ 23:16 ]

Hoje fui até a National Academy of Sciences assistir uma palestra do Steven Pinker. Interessante e divertida, centrada no seu novo livro, The Stuff of Thought, sobre o uso da linguagem em situações como subornos, insultos e conquistas românticas. Aparentemente as partes que mais agradaram a platéia foram o comentário sobre a cantada sem sutileza de When Harry Met Sally e a análise dos usos da palavra "fuck" e suas variações. #

[ 22:58 ]

Ontem assisti a entrega dos Emmys. Ponto baixo: a Fox censurando a transmissão e cortando vários discursos, inclusive a Sally Field falando contra a guerra. Ponto alto: o monólogo do Lewis Black sobre a poluição visual que as emissoras forçam na sua programação, encaixando anúncios das próximas atrações no meio das atrações que estamos tentando assistir. Ponto baixo: o cenário circular que forçava os artistas a darem as costas para metade da platéia. Ponto alto: o festival de decotes promovido pelas atrizes presentes. Ponto baixo: o James Spader (que está enorme, quase do tamanho do William Shatner) levando o prêmio de melhor ator que deveria ter sido, novamente, do Hugh Laurie. Ponto alto: o Terry O'Quinn (que tem uma esposa maior que o William Shatner) levando o prêmio de melhor ator coadjuvante. #

domingo, 16 de setembro de 2007

[ 19:12 ]

Terminei de assistir em dvd a primeira temporada de Rome. Não sou especialista na história daquela época (nem na história de qualquer outra época), mas me pareceu que a série reorganiza um bocado a cronologia do Júlio César, comprimindo alguns eventos (por exemplo, a filha dele, esposa do Pompeu, morreu antes da vitória sobre os gauleses, e não quase ao mesmo tempo como mostra a série) e suprimindo outros (acho que as tropas do Pompeu derrotaram as do César em pelo menos uma batalha, e isto não aparece na série). Apesar destas liberdades, Rome tem o mérito de retratar os bastidores do poder como maquinações políticas e jogos de interesse de uma elite, sem grandes considerações com o resto da população, algo muito mais verossímil que os personagens heróicos e os discursos grandiosos de outros filmes épicos. Como esta temporada termina com o assassinato do Júlio César, fiquei curioso para assistir a segunda, que deve incluir a subida ao poder do Otaviano e as aventuras do Marco Antonio no Egito. E certamente alguém vai reclamar que estou contando o fim da história, que deveria ser conhecido de qualquer pessoa que tenha lido Shakespeare ("Et Tu Brute?" é quase tão famoso como "To be or not to be") ou ouvido Iron Maiden (The Ides of March abre o álbum Killers). #

[ 18:24 ]

Parece que o outono chegou mesmo. Ontem e hoje tivemos um ventinho gelado que me deixou arrependido de ter saído de casa sem casaco. Outros sinais do outono, melhores que a queda da temperatura, são o início da temporada de palestras e concertos nesta semana e o início das temporadas de séries televisivas na próxima semana. #

sábado, 15 de setembro de 2007

[ 22:58 ]

Assisti em dvd The Last King of Scotland (GB, 2006), do Kevin Macdonald. É a história dos primeiros anos do Idi Amin Dada como presidente de Uganda (da tomada do poder ao episódio dos terroristas palestinos no aeroporto de Entebbe) contada do ponto de vista de um médico escocês que teria sido um dos conselheiros do ditador. Essa mistura de realidade e ficção para mim não funcionou muito bem, principalmente porque o filme é apresentado como representação histórica mas inclui um personagem fictício (Amin nunca teve um assessor escocês chamado Garrigan) influenciando eventos que realmente ocorreram e participando de outros que, obviamente, não poderiam ter acontecido. Se queriam contar a história do Amin, por que incluir elementos fictícios? Se queriam contar a história de um ditador africano inspirado no Amin, por que apresentá-la como filme histórico? Ao menos The Last King of Scotland tem boas interpretações do Forest Whitaker (que levou um Oscar e um Golden Globe por sua atuação como Idi Amin Dada), do James McAvoy (o fauno de The Chronicles of Narnia, aqui num papel de europeu estúpido especialista em decisões erradas), e da Gillian Anderson (bem diferente da Scully de The X-Files, mais magra e mais madura). #

[ 22:48 ]

Som do dia: Beethoven. Finalmente comprei uma coleção que cobiçava há algum tempo, as nove sinfonias do velho Ludwig regidas pelo Leonard Bernstein. Gênio. #

[ 22:43 ]

Muitas risadas às custas da inocência e da da bizarrice dos quadrinistas do passado: Superdickery. Uma das minhas cenas favoritas no site é a sutileza deste quadrinho: Seduction of the Innocent. #

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

[ 22:52 ]

Eu nunca tinha visto um filme do famoso Russ Meyer, patriarca do gênero sexploitation, então quando o canal Turner Classic Movies exibiu Faster, Pussycat! Kill! Kill! (EUA, 1965) eu gravei no meu dvr. Assisti hoje e achei uma grande bobagem. Um fiapo de história, diálogos forçados, interpretações exageradas, e nem ao menos é suficientemente tosco para ser abertamente engraçado, como por exemplo Plan 9 From Outer Space. O trio central de strippers (que nunca aparecem sem roupa) é formado pela japonesa Tura Satana (que iniciou a carreira trabalhando com o Billy Wilder em Irma la Douce e acabou fazendo filmes com títulos como The Astro-Zombies), pela canadense Haji (que continua no mercado trash, tendo aparecido recentemente em The Double-D Avenger e Killer Drag Queens on Dope) e pela lorinha Lori Williams (que desapareceu do panorama cinematográfico depois de uma pequena participação em It's a Bikini World). Muito fraco. #

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

[ 22:41 ]

Depois de ter assistido Vacancy, resolvi pegar o filme anterior do Nimród Antal, Kontroll (Hungria, 2003), não só pelos vários prêmios que acumulou (Cannes, Chicago, Copenhagen, etc) mas também por ser uma história passada dentro do metrô, quase um gênero cinematográfico (de The Taking of Pelham 123 e The Warriors nos anos setenta aos mais recentes Money Train e Mimic, passando, claro, pelo emblemático Subway, do Luc Besson). Infelizmente, Kontroll é tão ruim que não consegui assistir até o final. A impressão é o diretor tentou fazer algo estiloso como Trainspotting e acabou com cenas tão caricatas que poderiam estar em Dumb & Dumber. #

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

[ 20:37 ]

Comecei mais um audiobook da J.K. Rowling, Harry Potter and the Goblet of Fire. Bem mais lento que os anteriores, inicia com um interminável partida final da Quidditch World Cup. Não agüento mais quidditch. #

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

[ 23:32 ]

Comecei a assistir a primeira temporada da série Rome (que nos primeiros episódios tem direção do Michael Apted). Boa produção, roteiro interessante, elenco competente. Uma coisa que me incomoda um pouco é o ator que escolheram para interpretar Julius Caesar, o irlandês Ciarán Hinds, que é tão efeminado que em algumas cenas parece um tia velha dando ordens aos sobrinhos. Deixando isto de lado, a série é bacaninha, acompanhando, além da ascenção de Júlio César de general a ditator, também seus soldados Lucius Vorenus (Kevin McKidd, que lembra muito o Daniel 007 Craig) e Titus Pullo (Ray Stevenson, de King Arthur), dois personagens mencionados brevemente em livros históricos e aqui desenvolvidos como heróis fictícios. #

domingo, 09 de setembro de 2007

[ 15:11 ]

Espetaculares fotos monocromáticas de animais africanos: Nick Brandt. #

[ 14:54 ]

Ontem ainda tive tempo de passear um pouco em Baltimore, e fui até o Geppi's Entertainment Museum, ali pertinho do centro de convenções. Uma grande e deliciosa coleção de revistas em quadrinhos, brinquedos, cartazes de cinema, miniaturas, fotografias de astros da tv, capas de discos, estátuas de super-heróis, um paraíso para apreciadores da cultura pop. Vi também, de passagem, o Oriole Park (estádio dos Baltimore Orioles) e o Washington Monument (citado em Moby Dick). Quero voltar lá para passear com mais calma. #

sábado, 08 de setembro de 2007

[ 22:41 ]

Hoje passei o dia em Baltimore. Acordei cedo, peguei um trem, e pouco depois estava na maior cidade de Maryland, uns sessenta quilômetros ao norte de Washington. O motivo da viagem foi a Baltimore Comic-Con, reunião de fãs e criadores de histórias em quadrinhos. Entrei no Baltimore Convention Center, comecei a olhar as revistas expostas, e logo ouvi um comentário vindo do meu lado direito: "That's a beautiful shirt!" Virei-me e dei de cara com ninguém menos que o Steve Niles, criador de 30 Days of Night, elogiando minha camisa com o Edgar Allan Poe. Claro que aproveitei para conversar um pouco com ele. Apesar desta convenção ser bem menor que a MegaCon em Orlando (onde estive em 2002), consegui prosear com vários outros autores: Erik Larsen (The Savage Dragon), Mike Mignola (Hellboy), Don Rosa (Tio Patinhas) e Sergio Aragonés (Groo). Estavam por lá também (mas eu não falei com eles) Howard Chaykin (American Flagg), Dick Ayers (veterano Marvel da Silver Age), Kurt Busiek (vários títulos da Marvel e da DC), Frank Cho (Liberty Meadows), Amanda Conner (vários títulos da Marvel e da DC), Al Feldstein (veterano da EC Comics e editor da revista Mad por quase trinta anos), e muitos outros. Foi um dia bem interessante, e ainda tive que responder várias vezes a pergunta "where did you get that shirt?", graças à bela ilustração do Wes Benscoter. #

sexta-feira, 07 de setembro de 2007

[ 22:47 ]

Jogo da vez: Blades of Avernum, mais um na série, agora com várias aventuras para download gratuito. #

[ 21:28 ]

Terminei o audiobook Harry Potter and the Prisoner of Azkaban, da J. K. Rowling. Para mim, é o melhor da série até agora. Tem bons novos personagens (Sirius Black, Remus Lupin, Peter Pettigrew), novas criaturas (hipogrifos, lobisomens, dementors), e novos artefatos (um deles, perto do final, dá quase um ar de ficção-científica à história). Infelizmente tem também mais uma partida de quidditch, que já está ficando aborrecido. É interessante ficar conhecendo um pouco da história do James Potter, que com seus amigos de escola formavam um grupo parecido com o que seu filho Harry tem agora em Hogwarts. #

quinta-feira, 06 de setembro de 2007

[ 23:15 ]

Assisti em dvd Fracture (EUA-Alemanha, 2007), do Gregory Hoblit (o mesmo diretor do ótimo Primal Fear). Thriller de tribunal que começa com um plano muito interessante mas tem um final anticlimático. O herói enjoadinho interpretado pelo Ryan Gosling (de Stay) e o vilão gabarola vivido pelo Anthony Hopkins (Oscar por The Silence of the Lambs) passam o filme inteiro num duelo de excesso de confiança que não nos deixa torcendo para qualquer um deles. #

quarta-feira, 05 de setembro de 2007

[ 21:04 ]

Assisti em dvd The Number 23 (EUA, 2007), do Joel Schumacher. Boa história de mistério envolvendo assassinatos, coincidências, obsessão, paranóia, e um toque de romance noir. Jim Carrey (de Eternal Sunshine of the Spotless Mind), sem fazer suas habituais caretas e macaquices, está bem no papel principal, acompanhado pela competente Virginia Madsen (de Sideways). #

terça-feira, 04 de setembro de 2007

[ 22:53 ]

Sessão dupla com filmes fraquinhos. Primeiro, Wild Hogs (EUA, 2007), do Walt Becker, que pelo trailer parecia ter potencial para ser um City Slickers com motocicletas mas que se revelou um filme muito bobinho. Desperdício de bom elenco com William H. Macy, Marisa Tomei, John Travolta, Peter Fonda (com referência obrigatória a Easy Rider). Depois, TMNT (EUA-HK, 2007), do Kevin Munroe, é o quarto filme na série Teenage Mutant Ninja Turtles e o primeiro em animação 3d. Fraquinho, só mesmo para fãs das tartarugas ou para quem quer ouvir a voz do Patrick Stewart como um guerreiro milenar. #

segunda-feira, 03 de setembro de 2007

[ 20:08 ]

Consegui terminar o jogo Avernum 3, muito maior e um pouco mais difícil que os anteriores. A batalha final foi particularmente complicada, e tive que tentar várias vezes até conseguir derrotar o exército de criaturas estranhas da feiticeira Rentar-Ihrno. Horas e horas de diversão. #

[ 10:59 ]

Ontem na National Gallery of Art não me limitei a ver Foto: Modernity in Central Europe, 1918-1945 e aproveitei para visitar mais cinco exposições. Sim, passei quase o dia inteiro dentro do museu. Desiderio da Settignano: Sculptor of Renaissance Florence mostra várias estátuas do famoso escultor renascentista, principalmente bustos de crianças com um realismo surpreendente. Eu já tinha visto o trabalho do Desiderio da Settignano em Florença, na Basilica di Santa Croce e na Basilica di San Lorenzo, mas aqui no museu, não sei se pelo ambiente ou pela escoha das peças, me pareceu muito mais bacana. O que eu mais gostei foi uma placa com o perfil do imperador Julio César vinda do Louvre. Fabulous Journeys and Faraway Places: Travels on Paper 1450-1700 tem ilustrações deliciosas de lugares míticos ou pouco conhecidos na época pelos europeus, com flora e fauna geralmente desenhadas com base somente em relatos de viajantes, de forma que uma paisagem do norte da África parece quase tão distante da realidade quanto, por exemplo, as terras de Cockaigne, paraíso dos glutões descrito por Rabelais. Fiquei com pena de não haver um catálogo da exposição à venda. Para compensar, comprei o livro Doré's Dragons, Demons and Monsters, com ilustrações fantásticas do Gustave Doré, que está presente na mostra com o famoso Knight, Death, and Devil, cheio de detalhes e simbolismos. Ainda sobrou tempo para ver Private Treasures: Four Centuries of European Master Drawings (desenhos de Boucher, Bronzino, Correggio, Degas, Delacroix, Fragonard, Gainsborough, Ingres, e mais um monte de europeus), Eugène Boudin at the National Gallery of Art (muitas praias e barquinhos do pré-impressionista que foi um dos mentores do Monet) e States and Variations: Prints by Jasper Johns (várias fases dos mesmos seis temas: latas de cerveja, pincéis, badeira, lâmpada, lanterna e números sobrepostos). Foi um domingo divertido. #

[ 10:21 ]

Hoje é feriado aqui: dia do trabalho, final simbólico do verão. #

domingo, 02 de setembro de 2007

[ 22:14 ]

Hoje fui à National Gallery of Art ver a excelente exposição Foto: Modernity in Central Europe, 1918-1945, com fotos, colagens e outros trabalhos gráficos de László Moholy-Nagy, El Lissitzky, Jaromír Funke, Kazimierz Podsadecki, Trude Fleischmann, e mais uma centena de outros nomes menos conhecidos. Para mim, que desde os velhos tempos de estudante de design de publicidade sinto uma certa atração por aquela confluência de neoplasticismo holandês e construtivismo russo entre a primeira e a segunda grande guerra, foi uma exposição fascinante. #

sábado, 01 de setembro de 2007

[ 21:38 ]

Assisti em dvd Vacancy (EUA, 2007), do Nimród Antal. Thriller competente de inspiração hitchcockiana (é difícil ver alguém em perigo de morte num motel de beira de estrada e não lembrar das vítimas do Norman Bates), com o casal Amy Fox (a sempre bonitinha Kate Beckinsale) e David Fox (Luke Wilson, que engordou um pouco e está com bochechas de hamster) tentando escapar de uma turma de produtores de snuff movies. O filme não chega a ser extraordinário mas funciona bem (apesar de alguns inevitáveis pequenos exageros) e tem momentos de tensão bem construída (sem precisar mostrar os litros de sangue já habituais no gênero). #

[ 15:12 ]

Comecei a ouvir um novo audiobook, Harry Potter and the Prisoner of Azkaban, o terceiro da série da J. K. Rowling. #