quarta-feira, 30 de abril de 2008

[ 21:44 ]

Balanço de abril, mês em que um novo emprego me deixou subitamente com pouco tempo livre: assisti 20 filmes e 23 episódios de séries de tv, li três livros, fui a um evento literário (Stephen King e família) e três históricos shows de jazz (Dave Brubeck, Ramsey Lewis, Sonny Rollins), visitei um museu e um open studio, conheci dois novos restaurantes, e fui a um evento ao ar livre (48th Annual Sakura Matsuri Japanese Street Festival). #

[ 08:01 ]

Terminei de ler Amphigorey (Perigee, 1972), do Edward Gorey. As histórias são lúgubres ou surrealistas, freqüentemente as duas coisas ao mesmo tempo. Rimas despropositadas, tramas absurdistas, ambientações góticas, jogos de palavras, crueldades amorais, tudo com um verniz de sutil humor negro. E, claro, um traço impecável, de inspiração vitoriana mas com elementos claramente contemporâneos. É difícil escolher a melhor entre tantas histórias boas: The Doubtful Guest (que daria um bom curta-metragem dirigido pelo Luis Buñuel), The Object Lesson (que me lembrou Boris Vian), The Hapless Child (o Charles Dickens sentiria inveja deste dramalhão com requintes de crueldade), The Willowdale Handcar (road movie que ficaria bem numa adaptação do Wim Wenders), The Gashlycrumb Tinies (impiedoso alfabeto infanticida), e The West Wing (fantasmagoricamente silenciosa). Recomendo vivamente para apreciadores do bom traço e do nonsense. #

terça-feira, 29 de abril de 2008

[ 19:44 ]

Fotos bacanas de cidades vistas do espaço, à noite, iluminadas: Cities at Night: The View from Space. #

[ 19:42 ]

Moçoilas britânicas dos filmes de terror dos anos cinqüenta e sessenta: Hammer House of Hotness. #

[ 19:40 ]

Grandes perguntas da humanidade, respondidas por vários pensadores: Does the universe have a purpose? Will money solve Africa's development problems? Does science make belief in God obsolete? #

segunda-feira, 28 de abril de 2008

[ 06:59 ]

Finalmente cheguei à última temporada de Star Trek: Voyager. Eu adoraria ver a Kathryn Janeway sendo desmascarada como capitã incompetente, com a tripulação se amotinando contra ela, mas imagino que os roteiristas lhe tenham reservado um final glorioso, já que o personagem aparece rapidamente no longa-metragem Star Trek Nemesis promovida a vice-almirante. Aparentemente, no universo de Star Trek existe espaço para o princípio de Dilbert (a idéia equivocada de promover os menos competentes na tentativa de limitar sua capacidade de fazer estragos). #

[ 06:43 ]

Comecei a ler A Game of Thrones (Bantam, 1996), o primeiro volume da série de fantasia épica A Song of Ice and Fire, do George R.R. Martin. Ainda vou muito no início do livro mas estou gostando da mistura de intrigas políticas, dramas familiares, e lendas do passado, num cenário que lembra vagamente a Europa medieval. São mais de setecentas páginas neste primeiro volume, o mais curto da série que já tem quatro volumes publicados (A Game of Thrones, A Clash of Kings, A Storm of Swords, A Feast for Crows) e mais três prometidos (A Dance with Dragons, The Winds of Winter, A Dream of Spring). #

domingo, 27 de abril de 2008

[ 16:50 ]

Depois do passeio artístico fomos visitar o International Spy Museum. Muitas coisas interessantes em exibição, desde aparelhos de captura de som e imagem usados por espiões durante a guerra fria até o famoso Aston Martin DB5 pilotado pelo James Bond em Goldfinger. O museu é muito bacana mas tem uma falha crítica: permite a entrada simultânea de uma absurda quantidade de pessoas. Multidões de adultos bloqueiam a visibilidade de grande parte das peças em exibição e manadas de crianças monopolizam qualquer atividade interativa oferecida. Para fechar a tarde, jantamos na cervejaria Gordon Biersch, logo ali do outro lado da rua. #

[ 16:34 ]

Ontem a Carol e o Michael me levaram até o 52 O Street Studios. São quatro andares com estúdios de duas dúzias de artistas, que estavam abertos para visitação pública. Vimos pintura, escultura, colagem, gravura, fotografia, e várias outras técnicas. Gostei das fotos em preto e branco da Andrea Haffner e dos retratos fauvistas da Raye Leith, mas o destaque foi mesmo o traço detalhado e alucinado do Ben Tolman, mistura onírica de Bosch, Escher e Doré. Saí de lá querendo ter um estúdio também. #

sábado, 26 de abril de 2008

[ 10:27 ]

Continuando minha série de filmes envolvendo xadrez, assisti mais uma vez em dvd Knight Moves (EUA, 1992), do Carl Schenkel. Enxadrista profissional (Christopher Lambert) é suspeito de ser o serial killer matando mulheres durante um torneio de xadrez onde enfrenta velhos adversários. O time de investigadores inclui um capitão da polícia (Tom Skerritt), um detetive nervosinho (Daniel Baldwin) e uma psiquiatra sedutora (Diane Lane). O roteiro tem algumas ingenuidades mas o filme é bacaninha, jogando habilmente com a dúvida sobre a identidade do assassino. Curiosidade: duas cenas de Knight Moves são diretamente inspiradas em cenas de La Diagonale du Fou. A primeira, logo no início, uma conversa sobre como o adversário do protagonista usaria uma transposição da abertura inglesa; a segunda, um pouco mais tarde, durante o torneio, quando o protagonista, distraído com seus problemas amorosos, não percebe uma oportunidade de cheque-mate em poucos lances. #

sexta-feira, 25 de abril de 2008

[ 23:08 ]

Tatuagens com temas científicos: Carl Zimmer's Science Tattoo Emporium. #

[ 23:05 ]

Quinta-feira: Lost, cada vez melhor. Sexta-feira: Battlestar Galactica, cada vez pior. #

quinta-feira, 24 de abril de 2008

[ 07:55 ]

Assisti em dvd La Diagonale du Fou (França-Suíça, 1984), do Richard Dembo. A história mostra um velho e doente campeão de xadrez (Michel Piccoli) que defende seu título contra um adversário bem mais novo (Alexandre Arbatt). Ambos são soviéticos, o veterano tem o apoio do todo-poderoso partido comunista, o desafiante é um dissidente no exílio. O filme certamente se inspirou na disputa pelo título mundial entre o Korchnoi e o Karpov alguns anos antes, invertendo as idades dos jogadores (Korchnoi, o mais velho, era o dissidente, e Karpov, o mais novo, era o campeão) mas mantendo vários incidentes curiosos (como, por exemplo, a presença de um hipnotizador profissional na equipe soviética) e capturando bem o clima de intensidade, paranóia e intriga política de muitos campeonatos desse nível. Gostei, especialmente da cena final com uma partida de xadrez jogada sem peças ou tabuleiro. Em papéis secundários, aparecem o Daniel Olbrychski (ator de vários filmes do Andrzej Wajda) e a Liv Ullmann (atriz de vários filmes do Ingmar Bergman). La Diagonale du Fou recebeu o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1985. #

quarta-feira, 23 de abril de 2008

[ 11:59 ]

Hoje comemora-se o 444º aniversário do William Shakespeare. Não há certeza que ele tenha realmente nascido em 23 de abril de 1564 (seu batizado foi registrado três dias depois), mas é geralmente a data escolhida para a celebração por ser também o dia da sua morte, 52 anos depois. Happy birthday, Bill! #

[ 11:56 ]

Divertido e perspicaz: 8 (Pointless) Laws All Comic Book Movies Follow. #

terça-feira, 22 de abril de 2008

[ 22:54 ]

No domingo o Idelber me acenou lá do seu weblog, lembrando que fiz o layout dO Biscoito Fino e a Massa. Hoje foi a Marina que, comemorando o sétimo aniversário do seu weblog, desenterrou imagens do velho Pictoblog e, no final de uma restrospectiva, me fez uma singela dedicatória por ter sugerido a sua entrada na blogosfera. Comovido, agradeço aos dois. #

[ 21:03 ]

Comecei a ler Amphigorey (Perigee, 1972), compilação de quinze opúsculos do Edward Gorey. Eu já admirava o traço do Gorey há muito tempo, mas só conhecia ilustrações isoladas encontradas em revistas, cartazes ou cartões postais. Agora finalmente vou conhecer as histórias estranhas por trás dos desenhos macabros. #

segunda-feira, 21 de abril de 2008

[ 12:41 ]

Ontem assisti também o show de standup comedy do John Oliver, Terrifying Times. Algumas partes bem engraçadas, outras nem tanto. Ele é um dos melhores coadjuvantes do Daily Show, junto com o John Hodgman e o Larry Wilmore, mas ainda precisa acertar um pouco mais o ritmo para chegar ao mesmo nível de comediantes políticos como o Bill Maher ou o Lewis Black. #

[ 12:30 ]

Neste weekend começaram os playoffs da NBA. Assisti pedaços de vários jogos, nenhum inteiro. As vitórias que eu mais gostei foram a dos Lakers (com quatro jogadores marcando trinta pontos ou mais, Anthony e Iverson de um lado, Bryant e Gasol do outro) e a dos Celtics (que continuam sendo minha aposta para o título deste ano). #

domingo, 20 de abril de 2008

[ 20:46 ]

Há anos eu não via uma temporada cinematográfica tão promissora em termos de diversão descompromissada: nos próximos meses teremos Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull, Journey to the Center of the Earth, The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor, Iron Man, The Incredible Hulk, Hancock, The Dark Knight, Hellboy II: The Golden Army, The X-Files: I Want to Believe, Wanted, Speed Racer, Get Smart, The Chronicles of Narnia: Prince Caspian, Wall-E... Preparem as pipocas. #

[ 10:32 ]

Artigo divertido explicando por que o Super-Homem é um personagem sem graça: Why Superman Will Always Suck. "Really, what lessons do the Superman comics teach? It says that mankind is full of dull, pointless weaklings and evildoers who can only be stopped by a white ubermensch from another planet, who didn't work a day in his life in order to achieve his powers. Yeah, you could say he's a symbol of 'hope', but not hope in human nature - hope in an all-powerful alien who saves the world daily so you don't have to get off your butt and act like a moral person. What sort of message is that?" #

[ 10:26 ]

Weblog sobre créditos de abertura no cinema e na televisão: The Art of the Title Sequence. #

sábado, 19 de abril de 2008

[ 15:02 ]

Assisti em dvd The Chess Players (Shatranj Ke Khilari, Índia, 1977), do Satyajit Ray, que já tinha visto na década de oitenta numa retrospectiva do diretor. Duas histórias paralelas passadas na Índia do século XIX, uma sobre os colonizadores britânicos forçando o rei Wajid Ali Shah a abdicar, outra sobre dois indianos viciados em jogar xadrez (na verdade, a versão indiana do jogo, chamada shatranj, com regras um pouco diferentes). O filme é lento e longo, tem algumas interpretações demasiadamente rígidas, e mesmo assim não deixa de prender a atenção. Uma das idéias mais interessantes da trama é a conivência inconsciente dos indianos com os invasores: enquanto os ingleses vão abocanhando pedaços do país, a população parece mais preocupada com outros assuntos. O rei é poeta, compositor, e patrono das artes; os súditos jogam xadrez, apostam nas rinhas de galo, empinam pipas; alguns até se juntam ao exército dos colonizadores (com uma fascinação bem representada pelo menino dizendo perto do fim do filme que gosta de ver os uniformes vermelhos desfilando); ninguém parece interessado em resistir, violentamente (como ocorreria logo em seguida aos acontecimentos de The Chess Players, na guerra da independência) ou pacificamente (como no movimento liderado pelo Gandhi muitos anos depois). #

sexta-feira, 18 de abril de 2008

[ 22:59 ]

Esta noite fui ver o Sonny Rollins tocando no Kennedy Center. Ele veio acompanhado de bateria (Kobie Watkins), percussão (Kimati Dinizulu), baixo (Bob Cranshaw), guitarra (Bobby Broom) e trombone (Clifton Anderson), e mostrou que mesmo aos 77 anos ainda tem um fôlego prodigioso e merece o título de maior saxofonista em atividade. O quinteto tocou um hard bop poderoso e cheio de influências caribenhas, e o velhote assombrou com solos longos e imaginativos no seu sax tenor. Muito bacana. #

[ 07:27 ]

E se Star Wars se passasse na época da segunda grande guerra? Star Wars 1942. #

[ 07:25 ]

E se parássemos de comer carne? Face It, We All Aren't Going to Become Vegetarians. #

quinta-feira, 17 de abril de 2008

[ 21:42 ]

Assisti em dvd mais um filme mudo com jogadores de xadrez, Le Joueur d'Échecs (França, 1927), do Raymond Bernard. O enxadrista do título é o famoso autômato conhecido como "Turco", o mesmo que inspirou contos do Edgar Allan Poe (Von Kempelen and His Discovery) e do Ambrose Bierce (Moxon's Master). O roteiro coloca a máquina prodigiosa (que na verdade era um embuste e tinha uma pessoa escondida lá dentro) no meio de uma trama de confrontos políticos e intrigas amorosas, com os poloneses em guerra contra os russos no século XVIII, lutando pela sua independência. Numa homenagem ao Wolfgang von Kempelen, criador do Turco, o personagem que constrói o autômato no filme chama-se Baron von Kempelen (as semelhanças terminam aí). Le Joueur d'Échecs não teve o mesmo impacto de Napoléon, lançado no mesmo ano pelo Abel Gance, mas também apresenta uma narrativa segura e criativa (seqüências mostrando o ponto de vista de cavaleiros em marcha, metáforas apresentadas em superposição de imagens, etc) e algumas cenas memoráveis (os autômatos cercando o oficial russo, por exemplo). #

quarta-feira, 16 de abril de 2008

[ 22:07 ]

Terminei de ler The Amber Spyglass, do Philip Pullman, último volume da trilogia His Dark Materials. Em The Golden Compass, a narrativa centra-se em torno da Lyra Belacqua. The Subtle Knife tem dois focos principais, um com a Lyra e outro com o Will Parry, e ambos eventualmente juntam-se. The Amber Spyglass é bem diferente, acompanhando uma multidão de personagens, saltando de um para outro a cada capítulo, e pouco a pouco mostrando onde cada peça se encaixa no grande puzzle. A parte que eu menos gostei foi a do Lord Asriel, que evolui de cientista e explorador a senhor de um pequeno império e comandante de um exército poderoso de uma forma que me pareceu um bocado abrupta. A parte que eu mais gostei foi a da Mary Malone na terra dos Mulefa, criaturas fisicamente estranhas mas com intelecto não muito diferente do nosso. The Amber Spyglass fecha bem a trilogia, manda pedradas certeiras contra o dogmatismo e o obscurantismo, e evita com elegância o tradicional "e viveram felizes para sempre". Gostei. #

[ 21:36 ]

Na semana passada comentei aqui o programa do Craig Ferguson, e por coincidência a Newsweek desta semana traz uma reportagem sobre ele: Late Bloomer. "He's taken to calling his viewers "naughty, naughty monkeys," particularly when they respond to one of his naughty, naughty jokes. (...) He puts on absurdist sketches, like his impression of Michael Caine in space, or Aquaman as an advice columnist. Then there are his chatty, ambling monologues. He's known for going off the cuff and shooting off his mouth, whether there's a laugh every half minute or not." #

terça-feira, 15 de abril de 2008

[ 22:23 ]

Fechando minha fase Paddy Chayefsky, assisti novamente em dvd Altered States (EUA, 1980), do Ken Russell. Mistura de ficção-científica, ensaio filosófico e viagem lisérgica, com interpretações freqüentemente intensas demais (o que não é estranho num filme do Ken Russell) e diálogos freqüentemente rebuscados demais (o que não é estranho num roteiro do Paddy Chayefsky). Esta combinação é menos indigesta do que poderíamos esperar e, apesar de não provocar a experiência mística que parece ter sido a intenção do diretor ou o debate teológico que parece ter sido a intenção do roteirista, faz de Altered States um filme razoavelmente interessante. Longa-metragem de estréia do William Hurt (que em seguida faria Body Heat) e da Drew Barrymore (que em seguida faria E.T.). #

[ 20:38 ]

Galeria de fotografia panorâmica: Panoye. #

[ 20:32 ]

Protagonize "is a creative writing community dedicated to writing various forms of collaborative, interactive fiction. One author writes a story, and others post branches or chapters to it in different directions. The result is an organic, evolving story where everyone can participate." #

segunda-feira, 14 de abril de 2008

[ 22:31 ]

Sessão dupla em dvd. Depois de ter assistido Network mais uma vez, resolvi ver os outros filmes que deram Oscars ao roteirista Paddy Chayefsky. Comecei com Marty (EUA, 1955), do Delbert Mann, que foi uma decepção. É um melodraminha sobre um açougueiro (Ernest Borgnine) que se acha feio e sem esperanças de casar, e quando encontra uma professorinha que também se acha feia (Betsy Blair) tem que enfrentar o sentimento de culpa por passar menos tempo com a mãe e com os amigos. As interpretações são boas, alguns diálogos são bacanas, mas achei o filme trivial e não consegui entender a razão de ter recebido tantos Oscars, suplantando concorrentes como East of Eden, Rebel Without a Cause, Blackboard Jungle e The Man with the Golden Arm. Depois assisti The Hospital (EUA, 1971), do Arthur Hiller. O roteiro têm muitos dos elementos que mais tarde seriam usados em Network: uma instituição que se desviou dos seus objetivos originais e agora está fora de controle, um protagonista (George C. Scott) em crise profissional e existencial que se envolve romanticamente com uma mulher muito mais jovem (Diana Rigg), ativistas políticos caricatos que não compreendem muito bem as circunstâncias e somente aumentam o volume de ruído, um personagem secundário que enlouquece e serve de agente catalisador da reação em cadeia que alimenta a trama. Não chega a ser um grande filme mas é muito interessante, especialmente como aperitivo para Network. #

[ 13:33 ]

Eu valorizo muito a pausa para almoço no meio de um dia de trabalho, não tanto pela comida mas principalmente pelo descanso mental. Esta semana esbarrei por acaso em dois sites que validam a minha preferência. 15 Ways to Maximize Your Lunch Hour: "If you work in an office or a retail establishment, you likely are stuck in the same building all day long. Now's your chance to escape. Soak in the sun, watch the rain, or feel the wind. Breathe some real air, and disconnect for a moment from the job." The Lost Art of Lunching: "We believe leaving the office everyday for lunch is an invaluable ritual. In a time and city where people are constantly rushing around, trying to accomplish three tasks at once, taking a moment to have a civilized meal becomes even more vital. Eating at your desk while reading emails, surfing the world wide web, snarfing down a bland turkey sandwich from the deli down the street is NOT lunch." #

domingo, 13 de abril de 2008

[ 22:49 ]

Wow! Acabo de chegar do Kennedy Center, onde fui assistir o quarteto do Dave Brubeck. Ele foi um dos primeiros jazzistas que eu descobri, e continuou sempre sendo um dos meus preferidos. Poder vê-lo tocando, ali pertinho, foi uma oportunidade que até bem pouco tempo eu não imaginava que teria. Cheguei a me emocionar quando o quarteto disparou o clássico Take Five, com que me delicio há uns trinta anos. O Brubeck é literalmente uma lenda viva (título recebido oficialmente da Library of Congress), continua muito afiado e muito animado nos seus 87 anos de idade, e veio acompanhado só de gente boa: Bobby Militello no sax, Michael Moore no baixo e Randy Jones na bateria. Como se não fosse suficiente, o espetáculo ainda teve o trio do Ramsey Lewis, outro pianista veterano das trincheiras do jazz. Com o Larry Gray no baixo e o Leon Joyce na bateria, tocou temas consagrados como Wade in the Water e outros tão recentes que ainda nem têm nome. Supimpa. #

[ 12:09 ]

Para fãs de Star Trek e para fãs de estatísticas: Analytics According to Captain Kirk. "When Captain Kirk meets an alien woman and 'makes contact' the survival rate of the red-shirted crewmen increases by 84%. In fact, out of Captain Kirks' 24 'relationships' there were only three instances of red-shirt vaporization." #

[ 12:05 ]

Esta semana apareci em dois jornais brasileiros. Na segunda-feira (sete de abril), no Estado de S. Paulo (Uma década de blogs no Brasil: e agora?). No domingo (treze de abril), na Tribuna de Santos (Internauta se identifica mais com o blogueiro independente). Ainda não li as reportagens porque ambos jornais só oferecem sua versão online para assinantes. #

[ 10:38 ]

Ontem fui ao cinema assistir The Bank Job (GB, 2008), do Roger Donaldson. Policiais corruptos, traficantes de drogas com fachada de ativistas políticos, membros da família real, uma rede de prostituição de luxo, tudo misturado numa trama bacaninha, supostamente baseada num roubo real com ramificações políticas ocorrido em Londres em 1971. Jason Statham (de Transporter e Crank) lidera o bando de ladrões, Saffron Burrows (de Deep Blue Sea e Enigma) é a femme fatale. #

sábado, 12 de abril de 2008

[ 16:19 ]

No caminho de volta, parei na Cleveland Park Neighborhood Library, que estava promovendo uma grande venda de primavera. Por meros seis dólares trouxe para casa uma caixa com mais de duas dúzias de livros, desde uma coletânea de contos e novelas do Joseph Conrad (Tales of Land and Sea) até um ensaio do Lin Carter sobre a obra do Lovecraft (A Look Behind the Cthulhu Mythos). Sim, sou um bibliômano incurável. #

[ 16:03 ]

Hoje fui ao 48th Annual Sakura Matsuri Japanese Street Festival com a Jade e o Jeff. Várias barracas vendendo artesanato e comidas do Japão, algumas apresentações musicais (vi um pedaço de uma dança tradicional com sombrinhas e um pedaço do show da banda pop Mitsumassyu), e um pouco de chuva que não chegou a atrapalhar o passeio. #

sexta-feira, 11 de abril de 2008

[ 12:44 ]

Não tenho o hábito de assistir os talk shows noturnos, tão populares aqui nos EUA. Para mim, David Letterman, Jay Leno, Conan O'Brien, Jimmy Kimmel, são todos medíocres como comediantes e medíocres como entrevistadores, apresentando programas pasteurizados e autocomplacentes. Mas há pouco tempo comecei a acompanhar e me divertir com The Late Late Show. O apresentador é o escocês recentemente naturalizado estadunidense Craig Ferguson, que interpretava o chefe do Drew Carey no Drew Carey Show. Ele é engraçado, de um jeito bobo e simpático que algumas vezes chega quase à fronteira do território do Monty Python e em outras envereda por uma irreverência claramente enraizada na cultura liberal européia. #

quinta-feira, 10 de abril de 2008

[ 21:52 ]

Comecei a assistir em dvd um ciclo de filmes com o jogo de xadrez como parte importante da história. Fui buscar o primeiro lá na época do cinema mudo, um curta-metragem russo chamado Chess Fever (Shakhmatnaya Goryachka, URSS, 1925), dirigido pelo Vsevolod Pudovkin (sim, o famoso autor de Mãe, O Fim de St. Petesburg e Tempestade Sobre a Ásia) em parceria com o Nikolai Shpikovsky (de quem eu nunca tinha ouvido falar). A história é bobinha, mostrando de forma humorística como a população masculina da Rússia estava completamente viciada no jogo de xadrez, e como a única arma das mulheres para reconquistar a atenção dos homens seria começar a jogar também. A parte interessante, além do registro da popularidade do xadrez no país, é ver os jogadores lendários que participaram do filme: o campeão mundial José Raúl Capablanca (cubano) e os mestres Richard Réti (checo), Rudolph Spielmann (austríaco), Ernst Grünfeld (austríaco), Frank Marshall (estadunidense) e Carlos Torre (mexicano). Aparentemente, o vício rendeu muitos frutos, gerando um período de dominação soviética (Alekhine, Botvinnik, Smyslov, Tal, Petrosian, Spassky, Karpov, Kasparov) só interrompido brevemente duas vezes até o final do século XX (pelo holandês Euwe e pelo estadunidense Fischer). #

[ 19:49 ]

Diálogo por email:
Ela - Oi, Nemo! Sou jornalista e trabalho na [nome da emissora de televisão local no Brasil]. Estamos realizando uma reportagem sobre blogs e a nossa equipe gostaria de saber se você tem disponibilidade para nos receber na segunda-feira.
Eu - Sim, com prazer. Eu moro em Washington, DC. Vocês tem uma equipe aqui?
Ela - Ah, infelizmente, não!
#

quarta-feira, 09 de abril de 2008

[ 22:42 ]

Hoje, depois de muitos meses de inatividade, retornei às mesas de sinuca e fui até o Continental (aquele clube com decoração futurista dos anos sessenta) jogar umas partidas com o Rich. Ainda não perdi o jeito, mas preciso praticar muito para voltar à velha forma. #

terça-feira, 08 de abril de 2008

[ 22:26 ]

Assisti mais uma vez em dvr Network (EUA, 1976), do Sidney Lumet, que não entra na minha lista de filmes preferidos mas sempre me diverte com sua sátira na fronteira da realidade (e desde os anos setenta o mundo da televisão evoluiu de uma forma que faz de Network quase uma história profética) e com seus diálogos afiados (o roteirista Paddy Chayefsky ganhou seu terceiro Oscar por este trabalho). Além da clássica cena do Peter Finch mandando o público ir gritar na janela ("I want you to get up now. I want all of you to get up out of your chairs. I want you to get up right now and go to the window. Open it, and stick your head out, and yell, I'M AS MAD AS HELL, AND I'M NOT GOING TO TAKE THIS ANYMORE!") tem também os vários embates de ping-pong verbal entre a Faye Dunaway e o William Holden (Ela: "I'm sorry for all those things I said to you last night. You're not the worst fuck I ever had. Believe me, I've had worse. You don't puff or snorkel and make death-like rattles. As a matter of fact, you're rather serene in the sack." Ele: "Why is it that a woman always thinks that the most savage thing she can say to a man is to impugn his cocksmanship?"). #

[ 22:08 ]

Há anos eu vinha resistindo bravamente e ainda não tinha adotado o uso de telefones celulares. Agora na empresa me deram um BlackBerry 8830 World Edition vermelhinho, que eu imediatamente batizei de Red Baron. #

[ 22:04 ]

Comecei The Amber Spyglass, do Philip Pullman, último volume da trilogia His Dark Materials. #

segunda-feira, 07 de abril de 2008

[ 20:50 ]

Assisti [Rec] (Espanha, 2007), da dupla Jaume Balagueró e Paco Plaza, filme vencedor do FantasPorto deste ano. Apresentado como se fosse material bruto de uma reportagem, é uma espécie de cruzamento de Night of the Living Dead com The Blair Witch Project, com os protagonistas presos num edifício onde alguma coisa estranha está acontecendo. Muito bem encenado, consegue criar ótimos momentos de tensão. Recomendo, é uma pequena preciosidade para os apreciadores do gênero. #

[ 20:25 ]

Quanto ganha um blogueiro profissional? O New York Times oferece alguns números: "Bloggers at some of the bigger sites say most writers earn about $30,000 a year starting out, and some can make as much as $70,000. A tireless few bloggers reach six figures, and some entrepreneurs in the field have built mini-empires on the Web that are generating hundreds of thousands of dollars a month. Others who are trying to turn blogging into a career say they can end up with just $1,000 a month." (In Web World of 24/7 Stress, Writers Blog Till They Drop) #

[ 20:13 ]

O primeiro dia num novo emprego sempre lembra um pouco o primeiro dia num novo colégio: reconhecimento de terreno, encontro com os novos colegas, organização do material escolar. #

[ 20:09 ]

Ontem, pela primeira vez, desde que abri minha conta no Gmail em junho de 2004, consegui zerar minha caixa postal. É uma sensação estranha e agradável não ter nenhuma mensagem esperando resposta e provocando meu instinto de procrastinação. #

domingo, 06 de abril de 2008

[ 11:44 ]

Assisti em dvr The Tingler (EUA, 1959), do William Castle. Vincent Price é um médico legista, cientista independente e marido traído, trabalhando com a teoria que uma sensação de medo excessivo pode gerar uma substância misteriosa na coluna vertebral, só destruída quando a vítima se libera do medo através de gritos. Se uma pessoa é incapaz de gritar, essa substância pode crescer e se transformar numa criatura viva, o tingler do título. O filme começa com o diretor advertindo o público que não há qualquer problema em gritar durante a projeção e que em certos casos isso pode salvar a sua vida. E, claro, a trama evolui até um ponto onde o tal tingler foge para dentro de um cinema, onde o Vincent Price apaga todas as luzes e, com a tela completamente escura, pede que a platéia grite para se defender da criatura. Imagino a gritaria nos cinemas do final dos anos cinqüenta, especialmente nas salas onde o William Castle mandou instalar aparelhos vibradores nos assentos para causar a "tingling sensation" anunciada no filme. Um efeito bacana em The Tingler, rodado em preto e branco, aparece na seqüência quase surreal em que uma surda-muda entra em pânico e vê sua banheira cheia de sangue vermelho. Um filme B divertido, com algumas cenas muito bem elaboradas e bons diálogos sarcásticos. #

[ 11:03 ]

Ontem fui jantar com a Carol e o Michael no 2 Amys, um restaurante que serve pizza napolitana seguindo as regras DOC (Denominazione di Origine Controllata). Comi uma tradicional e saborosa Margherita, acompanhada de um Montepulciano d'Abruzzo Cataldi Madonna. Para completar, numa homenagem a The Godfather, comemos cannoli ("Leave the gun. Take the cannoli."). No total, três regiões da Itália numa só refeição (pizza da Campania, vinho de Abruzzo, sobremesa da Sicilia). #

sábado, 05 de abril de 2008

[ 18:46 ]

Sessão dupla em dvd com Hellboy em desenhos animados. Achei curioso que, apesar das histórias serem na mesma temática do Hellboy dos quadrinhos (algumas saindo mesmo diretamente das revistas), o estilo visual da versão animada é bem diferente, com cenários muito mais elaborados que as cores chapadas do Mike Mignola e personagens remodelados para terem aspecto mais tridimensional. Hellboy Animated: Sword of Storms (EUA, 2006), de Phil Weinstein & Tad Stones, leva o Hellboy para o Japão mitológico, encaixando várias histórias curtas numa trama onde o menino do inferno precisa desvendar o segredo por trás de uma espada antiga. O melhor segmento é exatamente um que foi adaptado diretamente de uma história em quadrinhos curta, Heads, onde o herói enfrenta um grupo de vampiros cujas cabeças saem voando durante a noite enquanto os corpos permancem sentadinhos em casa. Hellboy Animated: Blood & Iron (EUA, 2007), de Victor Cook & Tad Stones, mistura bruxas adoradoras da deusa Hecate (já vista nos quadrinhos) e uma vampira inspirada na Elizabeth Báthory (a famosa condessa sanguinária). Enquanto Hellboy e seus companheiros enfrentam o perigo nos dias de hoje, a narrativa vai mostrando flashbacks (em ordem cronológica invertida, um truque bacana) do professor Trevor Bruttenholm lutando contra o mesmo inimigo em 1939. A série tem as mesmas vozes do filme live action (Ron Perlman como Hellboy, Selma Blair como Liz Sherman, Doug Jones como Abe Sapien, John Hurt como Trevor Bruttenholm) e supervisão do Mike Mignola (autor dos quadrinhos) e do Guillermo del Toro (diretor do primeiro filme). Agora é esperar por The Golden Army (o segundo live action, com estréia marcada para o verão) e The Phantom Claw (a terceira animação, ainda sem lançamento definido). #

[ 10:46 ]

Ontem começou a quarta temporada de Battlestar Galactica, com alguns elementos que até parecem inspirados em Lost: tempo transcorrendo em velocidades diferentes para personagens diferentes, curas milagrosas ainda sem explicação, e muitas perguntas sem respostas. Começo a ficar com a impressão que as soluções dos mistérios (quem é o quinto cylon? como a Starbuck apareceu viva novamente? qual o verdadeiro papel do Baltar na trama? e tantos outros) vão ficar muito aquém das expectativas. #

[ 10:03 ]

Quer melhorar suas chances de vitória no Monopoly (também conhecido como Banco Imobiliário)? Leia How to Win at Monopoly - a Surefire Strategy ou (se você gosta muito de números) Probabilities in the Game of Monopoly. #

[ 09:42 ]

Ontem fui assistir The Three Kings, evento promovido pela Folger Shakespeare Library com o Stephen King, a Tabitha King e o Owen King lendo trechos dos seus escritos e respondendo perguntas do público. A Tabitha leu um pedaço do romance que está escrevendo agora, uma trama sobre falsificação de pocelana antiga, não muito entusiasmante. O Owen leu um conto sobre um casal que usa a frase "I just had to park" com sentidos diferentes, uma narrativa de humor cruel que gerou muitas risadas na platéia. O Stephen leu um trecho do seu livro mais recente, Duma Key, onde um personagem conta uma história trágica do seu passado. Um evento interessante, mas eu prefiro ver escritores em palestras ou entrevistas, falando sobre o seu trabalho em vez de ler o que escreveram. #

sexta-feira, 04 de abril de 2008

[ 12:40 ]

Assisti em dvd Stargate: The Ark of Truth (EUA-Canadá, 2008), do Robert C. Cooper, o primeiro longa-metragem com os personagens da série Stargate SG-1. Basicamente, é um episódio mais comprido que os anteriores, pegando a história exatamente onde ela tinha parado (e, suponho, antes do início da quarta temporada de Stargate Atlantis, já que a Samantha Carter ainda é integrante da equipe SG-1) e levando a uma conclusão o arco dramático sobre os Ori. O roteiro não é particularmente brilhante, mas para quem gostava da série é bacana ver novamente em ação os habituais protagonistas Cam Mitchell, Daniel Jackson, Samantha Carter, Teal'c e Vala Mal Doran (o Jack O'Neill desta vez ficou de fora) e também os antagonistas Doci (Julian Sands) e Adria (Morena Baccarin). Em breve, Stargate: Continuum, com viagens no tempo. #

[ 12:21 ]

Terminei The Subtle Knife, do Philip Pullman, segundo volume da trilogia His Dark Materials. Outros mundos, anjos misteriosos, espectros perigosos, explicaçãoes científicas envolvendo matéria escura, referências bíblicas envolvendo Adão e Eva, um novo vilão (Lord Boreal), e mortes de figuras importantes. Estou pronto para o terceiro volume. "That is what the Church does, and every church is the same: control, destroy, obliterate every good feeling." (Ruta Skadi) #

quinta-feira, 03 de abril de 2008

[ 17:43 ]

A revista inglesa Empire publicou uma lista dos cinqüenta melhores programas de televisão de todos os tempos: The 50 Greatest TV Shows of All Time. Eu concordo com quase todos os títulos (alguns eu nunca assisti e não posso comentar) mas discordo veementemente da ordem em que eles aparecem. The Simpsons em primeiro lugar é aceitável, porém Buffy the Vampire Slayer em segundo é um exagero indesculpável. Talvez ainda seja cedo para dar a Lost uma posição melhor que a de número cinco (afinal a história ainda está em andamento e muita coisa pode acontecer) mas séries tão boas e tão importantes como Twin Peaks (24º lugar) e Star Trek: The Next Generation (37º lugar) deveriam estar no top five. Os criadores da lista certamente são fãs do Joss Whedon, pois além de sobrevalorizarem Buffy ainda incluiram Firefly (num justificável 15º lugar) e até Angel (num absurdo 21º lugar). Heroes (15º lugar) e Battlestar Galactica (13º lugar) merecem estar lá mas não em posições tão boas. E Friends (7º lugar) melhor que Seinfeld (11º lugar)? A presença de séries inglesas é natural, mas colocar a irregular Father Ted (36º lugar) ou mesmo a ótima Fawlty Towers (28º lugar) à frente da histórica e brilhante Monty Python’s Flying Circus (39º lugar) não faz muito sentido. Gostei de ver Blackadder (20º lugar) na lista, não gostei de ver Scrubs (19º lugar). Senti falta de The Twilight Zone, NYPD Blue, L.A. Law, House, Stargate SG-1, e várias outras. Essa é a graça das listas, gerar discordâncias e controvérsias. #

[ 15:25 ]

Assisti em dvr Night of the Lepus (EUA, 1972), do William F. Claxton, um do filmes mais ridículos que vi nos últimos tempos. A trama é tosca: um cientista faz experiências genéticas tentando criar uma doença para exterminar a população excessiva de coelhos que está acabando com pastos e plantações; um dos coelhos do laboratório acaba escapando e vai viver junto com os outros coelhos; dias depois, aparecem centenas de coelhos enormes, do tamanho de lobos, destruindo tudo que encontram e matando várias pessoas. A premissa já é suficientemente ruim, mas há ainda o problema dos efeitos especiais (ou da ausência deles). Imagens de coelhos com ar completamente inofensivo (como é habitual em coelhos), saltitando em meio a maquetes, são intercaladas com imagens dos atores fingindo que estão perto dos coelhos, aterrorizados pela invasão. Pior ainda, quando algum personagem é atacado por um dos coelhos assassinos e é preciso mostrar uma pessoa e um coelho na mesma imagem, aparece um sujeito vestindo uma roupa de coelho, de tamanho e aspecto completamente diferente dos coelhos das outras cenas. O filme é uma mancha negra no currículo da Janet Leigh (que trabalhou com Orson Welles em Touch of Evil e com Alfred Hitchcock em Psycho) e do DeForest Kelley (que deveria ter evocado seus dias de Star Trek e dito "I'm a doctor, not a rabbit hunter."). Night of the Lepus é ridículo, ridículo, ridículo. #

[ 12:58 ]

Ainda na Newsweek, o Patrick Stewart, atualmente interpretando Macbeth no teatro, defende bravamente os fãs de Star Trek, e ainda chama o entrevistador de bobo e preconceituoso: Mr. Stewart Loves His Trekkies. "Q: When you're onstage, aren't you worried about weird Trekkie fans in the audience? A: Oh, come on, that's just a silly thing to say. Q: But they are weird. A: How many do you know personally? You couldn't be more wrong. Here's the thing: if you say the fans are weird, that means there is something essentially weird about the show, and there is nothing weird about it. I'm very passionate when people like you snigger." #

[ 12:53 ]

Artigo sobre fontes na Newsweek: Just Go to Helvetica. "But the idea that a font says something about the person who selected it is, perhaps for the first time, rising beyond the design elite. Like me, America has developed a geeky obsession with fonts, the latest instance of our sophistication about design." #

quarta-feira, 02 de abril de 2008

[ 17:40 ]

Assisti Into the Wild (EUA, 2007), do Sean Penn, baseado num livro do Jon Krakauer. A narrativa é muito interessante, em diversos níveis. Para mim o atrativo maior não foi o drama familiar ou os encontros aleatórios com figuras curiosas, mas ver colocado em prática, no final do século XX, o velho ideal de vagamundo. Infelizmente, o protagonista estava despreparado intelectual e emocionalmente para uma aventura desse tipo, e entrou para a história somente como exemplo demonstrativo que não basta juntar desapego material, determinação, e algumas leituras de Jack London e Henry Thoreau, para se transformar num homem livre vivendo em comunhão com a natureza. Emile Hirsch interpreta Chris McCandless, acompanhado de Marcia Gay Harden, William Hurt, Catherine Keener, Jena Malone, Vince Vaughn, o veterano Hal Holbrook (que recentemente completou 83 anos) e a bonitinha Kristen Stewart (que na próxima semana completa 18 anos). Destaque para as paisagens magníficas do Alaska. #

[ 11:19 ]

Depois de cinco meses de merecidas e bem aproveitadas férias, chegou a hora de voltar ao trabalho. Na próxima segunda-feira assumo o cargo de Director of Interactive Experience na Case Foundation. #

[ 11:10 ]

A história do animal que fugiu do Zoo, comentada aqui ontem, foi parar no Washington Post: Day of the Loof Lirpa. "The seemingly urgent e-mail jarred hundreds of people in Northwest Washington yesterday: A loof lirpa had escaped from the National Zoo and was galloping around the streets of Cleveland Park." #

[ 11:04 ]

Ontem na Folha de S. Paulo o Nelson de Sá publicou uma notinha marcando os dez anos do meu primeiro weblog: "Com breve post, Nemo Nox registrou ontem os exatos 10 anos da blogosfera em português, iniciada com seu Diário da Megalópole. Alexandre Inagaki e outros festejaram a data." Thanks! #

terça-feira, 01 de abril de 2008

[ 20:19 ]

Fechei o meu ciclo de anime com uma sessão dupla de produções do Studio Ghibli. Primeiro, The Cat Returns (Neko no Ongaeshi, Japão, 2002), do Hiroyuki Morita. Em Whisper of the Heart aparecem dois felinos: Muta, um gato de verdade, e o Barão, a estatueta de um gato vestido de nobre. Pois em The Cat Returns os dois ressurgem como personagens de uma história de fantasia que poderia ter sido escrita pela protagonista de Whisper of the Heart. É com a ajuda deles que a adolescente Haru tenta escapar do Reino dos Gatos, onde foi parar por causa das artimanhas do soberano felino que quer transformá-la em gata e casá-la com o príncipe Lune. The Cat Returns é simpático mas fica longe da imaginação e da sensibilidade de Spirited Away, o filme do Studio Ghibli no ano anterior, que também tinha uma menina viajando até um mundo mágico. A versão em inglês tem várias vozes conhecidas: Anne Hathaway, Cary Elwes, Peter Boyle, Elliott Gould, Tim Curry, Kristen Bell. Depois, mudando de gatos para guaxinins, Pom Poko (Heisei Tanuki Gassen Pompoko, Japão, 1994), do Isao Takahata. Como nas antigas lendas japonesas, os guaxinins do filme são capazes de mudar de forma: guaxinins normais, guaxinins antropomorfizados (bípedes e com roupas), caricaturas de guaxinins, seres humanos, e também várias outras figuras. Para tornar a situação um pouco mais estranha, esses guaxinins mágicos são capazes de aumentar o tamanho dos seus testículos e usá-los como armas. Ah, as maravilhas do folclore nipônico! A história gira em torno da reação de uma comunidade de guaxinins à destruição da sua floresta nos arredores de Tóquio para a construção de novos edifícios. A narrativa é interessante mas extremamente longa e lenta (são duas horas mas a impressão é que foi o dobro disso). As minhas partes preferidas foram as referências a lendas japonesas de horror, como a mulher sem rosto ou as criancinhas fantasmagóricas. #

[ 10:09 ]

Morar em frente ao jardim zoológico tem os seus momentos emocionantes. Email recebido esta manhã: "Escaped Animal from the Zoo - Alert. A loof lirpa has escaped from the National Zoo. The animal ran out of its enclosure about 10 minutes ago when the zookeeper on duty was texting while the enclosure was unlocked. The lirpa was last spotted heading north on Connecticut Avenue, and is probably in the vicinity of Porter Street and Connecticut Avenue about now. It may have stopped to snack on the vegetables at the outdoor carts at Magruder's. Do not try and capture the loof lirpa on your own." Em seguida veio uma mensagem do comandante da polícia local: "I would like to also alert the community that our officers are on the lookout for this animal. Our helicopter is up in the air right now, and we are responding to several lirpa sightings in the Cleveland Park community. Many of our officers who work near the Zoo are specially trained in animal capture and retention, and we feel confident that this situation will be brought under control at some point today." Claro que loof lirpa não é o nome de um animal mas simplesmente april fool escrito ao contrário. #