terça-feira, 31 de março de 2009

[ 22:48 ]

Balanço de março: assisti 9 filmes e uns 30 episódios de séries de tv, (re)comecei um jogo no Mac (Geneforge 3), assisti um espetáculo musical (Kodo Drummers), visitei 2 museus (Centre Pompidou e Musée d'Orsay), 6 exposições e 3 locais históricos (Château de Beynac, Gouffre de Proumeyssac, Lascaux), e fiz uma viagem (França). #

domingo, 29 de março de 2009

[ 18:33 ]

Spoiler alert: este post revela acontecimentos do episódio final de Battlestar Galactica, se não quiser saber como a série termina pare de ler por aqui. Battlestar Galactica teve um final ridículo. Primeiro, uma dose de M. Night Shyamalan (segundo ele, acontecimentos aparentemente sem sentido ou importância acabam se revelando fundamentais porque tudo está predeterminado por forças sobrenaturais) com a Starbuck usando a tal musiquinha misteriosa como coordenadas para escapar da destruição total e encontrar o planeta Terra (desta vez, o nosso planeta Terra). Segundo, uma dose de Erich von Däniken (segundo ele, homens pré-históricos receberam ajuda de uma civilização avançada vinda do espaço sideral) com os humanos e os cylons sobreviventes decidindo se instalar por aqui e o Lee Adama dizendo que eles vão ensinar os primeiros passos de linguagem e tecnologia para as tribos primitivas que habitam o planeta. Terceiro, o ingrediente que coloca a série como forte candidata ao prêmio de pior solução dramática de todos os tempos, a explicação para a volta da Starbuck depois de ter aparentemente morrido. Ela era um anjo! Uma idéia imbecil, demonstrando preguiça e incompetência dos roteiristas, que mataram o personagem para criar frisson e depois o trouxeram de volta sem ter uma explicação que fizesse sentido na história. Este último episódio teve ainda outros tropeços (como por exemplo a improvável decisão unânime de dezenas de milhares de pessoas de abandonar toda a tecnologia à sua disposição para viver uma vida primitiva no novo planeta) e até alguns acertos (eu gostei da cena em que o Galen Tyrol descobre que a Tory matou a Cally e reage implacavelmente), mas o que vai ficar na memória é a patética revelação final: a Starbuck era um anjo. Lamentável. #

[ 18:11 ]

Terminei de assistir os episódios de séries de tv que tinha deixado gravando durante minhas férias na França. Lost continua muito boa. Heroes continua fraquinha, é a minha última temporada. Life e Lie to Me, duas boas séries policiais, espero que não sejam canceladas prematuramente. Dollhouse está começando a ficar interessante mas tenho dúvidas que sobreviva para uma segunda temporada. E Battlestar Galactica teve um episódio final tão ruim que merece um post só para ele (atenção, não leia o próximo post se não quiser saber como a série termina). #

sexta-feira, 27 de março de 2009

[ 23:22 ]

Cheguei agora do DAR Constitution Hall onde fui ver a apresentação dos Kodo Drummers. Dá vontade de sair batucando em qualquer superfície que produza algum som. O grupo é muito bom, difícil dizer se melhor ou não que o Yamato, que eu vi em 2007. Além do taiko drumming vigoroso que é mais conhecido, eles também apresentaram um par de peças mais lentas e muito bonitas, com voz e flautas. Supimpa. #

quinta-feira, 26 de março de 2009

[ 12:37 ]

O vôo de volta para casa oferecia uma enorme escolha de filmes, mas quase todos com cenas cortadas para não ofender a sensibilidade dos passageiros mais frescos. Depois de verificar que os títulos mais interessantes estavam todos censurados, acabei escolhendo Hidalgo (EUA, 2004), do Joe Johnston. Muito fraquinho, com uma história tão forçada que inclui até salvar uma princesa das garras do vilão. A trama é supostamente baseada em fatos reais, mas parece mais uma fábula moral com tons místicos, não faltando nem os espíritos de índios ancestrais. Eu sei que o Viggo Mortensen é apaixonado por cavalos, mas bem que ele poderia escolher melhor os filmes em que participa. #

quarta-feira, 25 de março de 2009

[ 19:05 ]

Já estou em casa. A chegada a Washington foi quase um passeio turístico, com o avião sobrevoando baixinho a National Cathedral, o Watergate Hotel, o Kennedy Center, o Lincoln Memorial, o Washington Monument e o Jefferson Memorial. Agora tenho uma montanha de emails, contas, cartas, revistas e episódios de séries de tv me esperando. #

terça-feira, 24 de março de 2009

[ 22:34 ]

E assim chega ao fim o meu curto passeio pela França. Agora estou de volta ao Hotel Bastille de Launay (pequeno mas limpinho, e com uma conexão à internet muito lerda), preparando a mala para retornar a Washington. Amanhã tenho que acordar de madrugada para ir ao aeroporto. Espero que o joelho, que voltou a reclamar, se recupere durante a noite para a viagem. #

[ 22:24 ]

Antes de voltar ao hotel, ainda achei mais um exposição para ver dentro do Forum des Halles: Les Légendes de Blue Note, fotos do Francis Wolff, que documentou em preto e branco músicos do calibre de Joe Coltrane, Thelonious Monk, Herbie Hancock, Dexter Gordon, McCoy Tyner, Wayne Shorter, Art Blakey, George Benson, e muitos outros. Bacana. #

[ 22:11 ]

Depois das exposições fui andando até o Forum des Halles‎, um centro comercial subterrâneo que também tem uma cinemateca e uma biblioteca pública especializada em cinema. Passei um tempão dentro da Fnac olhando livros dos mais variados tipos e anotando títulos e autores. Entrar numa boa livraria num país estrangeiro é sempre um exercício de descoberta cultural. Acabei não resistindo e comprei três livrinhos sobre narrativa gráfica: La Bande Dessinée, da Virginie François; Le Guide des 100 Bandes Dessinées Incontournables, do Christophe Quillien; e Astérix ou La Parodie des Identités, do Nicolas Rouvière. #

[ 21:56 ]

Como meu joelho parecia estar um pouco melhor, me animei a ir caminhando até o Hôtel des Monnaies para ver a exposição retrospectiva do David LaChapelle. Grandes composições inspiradas em quadros clássicos mas usando iconografia contemporânea, corpos nus, e muitas vezes recortes que dão tridimensionalidade às fotos. Várias pessoas famosas aparecem em retratos um pouco inusitados, como o David Bowie segurando um clone no colo ou a Cameron Diaz destruindo um banheiro em miniatura. Muito interessante. #

[ 21:48 ]

Mais observações soltas sobre o Musée d'Orsay:

  • Um dos maiores quadros no museu, talvez o maior de todos, é Les Romains de la Décadence, do Thomas Couture. Dimensões: 775 x 466 cm.
  • Vi uma senhora estadunidense reclamando que o museu não deveria deixar o quadro L'Origine du Monde, do Gustave Courbet, numa sala aberta para qualquer visitante. Gente assim deveria ficar em casa.
  • Um dos quadros do Gauguin em exibição chama-se O Cavalo Branco. Aparecem três cavalos na imagem, e nenhum é branco. Um é esverdeado, outro é vermelho, e o terceiro é castanho. #

    [ 21:31 ]

    Duas coisas me fizeram mudar os planos desta manhã. Primeiro, todas as caminhadas de ontem me deixaram com uma dorzinha incômoda no joelho esquerdo. Segundo, a temperatura caiu para os 4°C. Então, em vez de sair andando, fui de metrô até o Musée d'Orsay. Passei várias horas lá dentro, (re)vendo quadros daquela turminha conhecida: Cézanne, Degas, Manet, Monet, Renoir, Matisse, Pisarro, Seurat, Signac, Gauguin, Van Gogh, Lautrec, e mais um monte de artistas impressionistas, pré-impressionistas, pós-impressionistas, naturalistas, simbolistas, academicistas, e artnouveauistas. Para mim o grande destaque da coleção é sempre o Van Gogh, que era maluco mas pintava com um estilo insuperável na época. Reservaram uma sala só para ele no museu, e entre outros quadros estão lá os famosos L'église d'Auvers-sur-Oise, vue du chevet (aquela igreja de contornos melífluos, que parece uma criatura orgânica) e Portrait de l'artiste (aquele auto-retrato em azul, para mim o melhor que ele fez). O Musée d'Orsay também tem uma grande quantidade de esculturas, incluindo algumas obras enormes como Os Caçadores de Jacaré do Ernest Barrias (do outro lado tem uma escultura no mesmo gênero, Os Caçadores de Águias, do Jules-Félix Coutan) ou Os Portões do Inferno do Auguste Rodin (de onde saiu o famoso Pensador). Acho que a minha escultura preferida no museu, pela elegância e pelo senso de humor (eu, pelo menos, acho que tem um certo humor ali), é o Urso Polar do François Pompon. #

    segunda-feira, 23 de março de 2009

    [ 22:34 ]

    Como se não bastasse a caminhada até o museu e a caminhada dentro do museu, ainda me animei a outra longa caminhada e fui até o outro lado do rio dar uma olhada em lojas de histórias em quadrinhos. Na confluência da Rue Dante, da Rue Saint-Jacques e do Boulevard Saint-Germain, encontrei seis livrarias especializadas em bandes dessinées e passei um par de horas folheando álbuns de séries clássicas como Tintin, Asterix, Blake & Mortimer, Corto Maltese, e de várias outras séries que eu não conhecia. Resisti os impulsos consumistas e não comprei nem uma só revistinha, mas anotei vários títulos para futura referência. #

    [ 22:28 ]

    Depois fui até o Centre Pompidou, que só pelo edifício (incluindo a Fontaine Stravinski do lado de fora e a vista panorâmica de Paris lá de cima) já vale a visita. O acervo é grandinho: Matisse, Picasso, Braque, Léger, Mondrian, Doesburg, Moholy-Nagy, Malevitch, Kandinsky, Klee, Chagall, Pollock, Man Ray, Brancusi, Giacometti, Ernst, Magritte, Dalí, Miró, Breton, Duchamp, e muitos outros. Tinha ainda a exposição Alexander Calder, Les années parisiennes, 1926-1933, uma delícia para um fã do Calder como eu. Além daqueles conhecidos móbiles que ele fazia, pude ver também muitas esculturas em arame (juntando criatividade e habilidade, parecem desenhos feitos no ar) e muitas das figuras do circo mecânico que ele criou (e que eu nunca tinha visto). Muito bacana. #

    [ 22:19 ]

    Esta manhã fui até o Hôtel de Ville de Paris para ver a exposição comemorativa dos cinqüenta anos do Petit Nicolas. Quando eu morava no Rio de Janeiro, um colega da escola, cujos pais eram franceses, tinha todos os livrinhos e elogiava muito a série, mas como eu não sabia francês não podia ler as histórias. Anos depois, quando fui morar em Madrid, descobri as traduções em castelhano e me diverti muito com as aventuras do "pequeño Nicolás". Mais tarde, comprei também as edições lusitanas, um pouco antes da Martins Fontes lançar as versões brasileiras (que eu nunca li). A exposição tem muitas ilustrações do Sempé, vários roteiros datilografados do Goscinny e a máquina de escrever que ele usava, e as primeiras edições dos cinco livros originais (Le Petit Nicolas, de 1960; Les Récrés du Petit Nicolas, de 1961; Les Vacances du Petit Nicolas, de 1962; Le Petit Nicolas et les Copains, de 1963; e Joachim a des Ennuis, de 1964, que depois foi rebatizado de Le Petit Nicolas a des Ennuis). Fiquei com vontade de comprar a série inteira em francês, e também os dois novos volumes de Histoires Inédites du Petit Nicolas. #

    domingo, 22 de março de 2009

    [ 22:02 ]

    A temperatura caiu, ontem e hoje ficou entre os 12°C e os 14°C, mas os dias continuam ensolarados. O domingo foi passado quase todo na estrada, voltando para Paris. A Jade e o Jeff foram para um hotel perto do aeroporto e retornam amanhã de manhã para Washington. Eu fiquei num hotelzinho perto da Place de la Bastille, e ainda vou explorar a cidade por mais um par de dias. Há mais de quinze anos eu não vinha a Paris, e bastou uma longa caminhada pela beira do Seine no fim da tarde para reatar uma velha paixão. #

    sábado, 21 de março de 2009

    [ 20:58 ]

    Depois de tanta gastronomia francesa, o lanche de hoje foi uma escolha prosaica: McDonald's. Eles oferecem sanduíches diferentes aqui. Eu comi um chamado Le M, que é novo e ainda não aparece no site da lanchonete. Era basicamente um steak burger com queijo emmental num pãozinho com jeito de pão de padaria. Très bon! #

    [ 20:49 ]

    Durante a tarde fomos até Gouffre de Proumeyssac, uma caverna conhecida como a catedral de cristal. Toneladas e toneladas de estalactites e estalagmites com milhões de anos de idade, e ainda alguns cristais raros como os interessantíssimos triângulos ocos. Um passeio bacana mesmo para quem não é fanático por geologia. #

    [ 12:26 ]

    Esta manhã a Jade e o Jeff foram passear num mercado em Sarlat e eu preferi ficar por aqui e visitar o Château de Beynac. Espetacular. Um castelo do século XII, com todas aquelas partes que vemos em filmes: torres, muralhas, ponte levadiça, calabouço, etc. Algumas partes, como a cocheira por exemplo, foram reconstruídas, usando documentos da época, para o filme The Story of Joan of Arc, do Luc Besson, o que aumenta a sensação de ver o castelo como era no passado. Só faltaram os cavaleiros andando por lá (mas as roupas, armas e armaduras estão em exposição). Foi um dos melhores passeios até agora. #

    sexta-feira, 20 de março de 2009

    [ 22:19 ]

    O passeio de hoje foi em Saint Émilion, terra de grandes vinhos. Almoçamos rapidamente num restaurante com garçom português, e em seguida mergulhamos no roteiro extensivo de lojas oferecendo provas de vinhos ou de queijos. Perdi a conta do que comi e bebi, mas lembro bem que todos os queijos eram bons e que nenhum vinho era ruim. Depois voltamos para Beynac e jantamos no restaurante La Petite Tonnelle: salada verde com pastel de queijo de cabra e presunto de javali, bife de vitela com molho de cogumelos, e mais bordeaux para acompanhar. #

    quinta-feira, 19 de março de 2009

    [ 22:43 ]

    Hoje almoçamos e jantamos em casa, basicamente atacando queijos (de cabra, de ovelha, brie, roquefort, blue cheese) e vinhos (Bordeaux, Bergerac, Cahors, Pècharmant, Saint Emillon). Comida caseira da melhor. #

    [ 22:33 ]

    Dias magníficos aqui no sul da França, temperaturas nos 20°C e muito sol, apesar de ainda ser inverno. Os nativos dizem que esta alegria não vai durar muito, e eu vou aproveitando sem reclamar. #

    [ 22:19 ]

    Hoje fomos visitar a caverna de Lascaux, perto de Montignac, para ver as famosas pinturas rupestres presentes em qualquer livro sobre arte pré-histórica. A caverna original está fechada para o público, por causa de fungos e outras ameaças às pinturas originais. Mas uma réplica incrivelmente detalhada foi construída no local reproduzindo a geografia e a textura das paredes, e, claro, as pinturas. Mesmo sabendo que são reproduções, a coisa toda é impressionante, pelas dimensões, pela quantidade, e pela arte em si. Dezesseis mil anos atrás já tinha gente dedicada a aventuras estéticas. Recomendo a visita. #

    quarta-feira, 18 de março de 2009

    [ 21:59 ]

    A casa que alugamos aqui em Beynac-et-Cazenac, chamada La Petite Maison, construída em pedra no meio de uma cidadezinha medieval, tem uns quinhentos anos de idade e muita personalidade. É também surpreendentemente confortável, com aquecimento elétrico, internet wireless, televisão, dvd player, e uma coleção de filmes rodados aqui na cidade, como Chocolat e The Story of Joan of Arc. #

    [ 21:54 ]

    Já estou na França, em Beynac-et-Cazenac. Ontem no fim da tarde, a Jade, o Jeff e eu pegamos um avião pequeno e desconfortável de Washington até Newark e depois um avião grande e desconfortável de lá até Paris. Poltronas espremidas, comida sem gosto e um filme fraquinho (Madagascar: Escape 2 Africa, muito bobinho) , foram estas as atrações da viagem. Em Paris, alugamos um carro e rumamos para o sul. Na hora do almoço, paramos num lugarejo minúsculo, Janville, e encontramos um hotel-restaurante-pensão, Les Sabots d'Or, onde fizemos uma refeição simples e honesta: terrine de campagne, um singelo bife com batatas fritas, e uma tábua de queijos. Chegamos em Beynac pouco antes do anoitecer, a tempo de um jantar magnífico no Hôtel du Château: sopa de cogumelo, salada com presunto de javali, confit de canard, e mousse au chocolat, tudo acompanhado de um belo bordeaux. #

    domingo, 15 de março de 2009

    [ 18:01 ]

    Estou preparando a mala para uma semaninha de férias. Na terça-feira viajo para a França, onde pretendo passar cinco dias na Dordonha e dois dias em Paris. Os planos não vão muito mais longe que isso e a minha intenção é relaxar e improvisar, sem preocupações com horários ou compromissos. Descanso mental acompanhado de queijos e vinhos. #

    sábado, 14 de março de 2009

    [ 16:40 ]

    Assisti em dvd mais dois documentários da série Great Writers. Primeiro, Jack London, de quem eu li quando era ainda criança os dois livros mais famosos, The Call of the Wild (história de um cão que queria ser lobo) e White Fang (história de um lobo que queria ser cão). Aparentemente, mais interessante que as suas histórias foi a vida do autor, que incluiu infância pobre nas ruas de San Francisco, a corrida do ouro no Alaska, reportagens de guerra no Japão e no México, viagens de veleiro pelo Hawaii e pela Austrália, e outras peripécias. Depois, Isaac Bashevis Singer, que eu fui conhecer mais tarde quando fiz um curso sobre escritores judeus americanos. O foco era em contos de três autores, o Bernard Malamud, o Saul Bellow, e o Singer, e na época me interessei mais por este último por causa dos temas fantásticos e de um certo senso de humor que não encontrei nos outros. No documentário, ele aparece já velhinho recebendo o prêmio Nobel e confirma o gosto por histórias de fantasmas e a vertente humorística (o discurso é curto e bacana: Singer's Banquet Speech). #

    quarta-feira, 11 de março de 2009

    [ 19:14 ]

    O calorzinho do weekend não durou muito, e já estamos novamente com temperaturas abaixo de zero. Volto direto do escritório para casa e fico abrigado do frio jogando Phoenix ou assistindo dvds. Os dois últimos que vi foram documentários sobre escritores, da série Great Writers: Joseph Conrad e Tennessee Williams. O primeiro foi fraco, não dando muita vida à obra de um autor tão interessante como o Conrad. Na minha adolescência eu li vários de seus livros (Lord Jim, Nostromo, Typhoon, Heart of Darkness), tropeçando no emaranhado de termos náuticos mas desfrutando das histórias de exploradores e aventureiros. O segundo documentário foi melhor, aproveitando bem entrevistas com o Williams e trechos de filmes baseados nas suas peças. Apesar de ter lido um par de livros dele, foi principalmente através do cinema que fiquei conhecendo sua obra: A Streetcar Named Desire (Kazan), Cat on a Hot Tin Roof (Brooks), Suddenly Last Summer (Mankiewicz), The Night of the Iguana (Huston). Tematicamente não é dos meus escritores favoritos, mas criou material para filmes de importância inegável. #

    domingo, 08 de março de 2009

    [ 19:58 ]

    Assisti em dvd o documentário The Aristocrats (EUA, 2005), do Paul Provenza, sobre a famosa piada homônima que é contada das mais variadas formas entre comediantes mas raramente para uma platéia (a exceção mais notável foi o Gilbert Gottfried no Friars Club Roast of Hugh Hefner em 2001, logo depois dos ataques terroristas de 9/11). A piada em si não tem muita graça, o encanto para os participantes está em improvisar os mais ofensivos e repugnantes detalhes no miolo da história, incluindo todos os tipos de sexo e de fluidos corporais imagináveis nas mais perversas e inesperadas combinações. Desta forma, a piada funciona quase como um improviso de jazz, com uma melodia conhecida que sabemos como começa e como termina mas com um centro de livre criatividade para o intérprete expressar seu estilo. Aparecem no filme, entre outros comediantes, George Carlin, Paul Reiser, Chris Rock, Bob Saget, Sarah Silverman, Robin Williams, Jason Alexander, Hank Azaria, Lewis Black, Drew Carey, Billy Connolly, Andy Dick, Whoopi Goldberg, Gilbert Gottfried, Eric Idle, Lisa Lampanelli, Richard Lewis, Bill Maher e Kevin Pollak. Interessante e divertido, mas não assista durante uma refeição. #

    [ 12:16 ]

    Depois de muitos e muitos dias de frio, na sexta-feira a temperatura começou a subir, continuou subindo no sábado, e hoje chegou a agradáveis 74°F (23°C). Espero que seja realmente o fim do inverno e não um alarme falso. #

    sábado, 07 de março de 2009

    [ 16:28 ]

    Assisti em dvd The Big Empty (EUA, 2003), primeiro filme do Steve Anderson (que depois dirigiu o documentário Fuck). A história começa como comédia de humor negro quase no estilo dos irmãos Coen e aos poucos vai se transformando numa narrativa estranha quase no estilo do David Lynch. Muitos rostos conhecidos no elenco: Jon Favreau (o diretor de Iron Man) é o protagonista que se envolve numa trama que não entende completamente, Joey Lauren Adams (de Chasing Amy) é a sua vizinha e amiga, Daryl Hannah (de Blade Runner e Splash) é a dona do bar, Rachael Leigh Cook (de Josie and the Pussycats) é a filha da dona do bar, Kelsey Grammer (de Frasier) é o agente do FBI que caça um sujeito vestido de cowboy, Sean Bean (de The Lord of the Rings) é o cowboy. Bacaninha. #

    sexta-feira, 06 de março de 2009

    [ 17:52 ]

    Acabamos de fazer um teste de paladar com refrigerantes aqui no escritório, provando cada um em copos não identificados e tentando adivinhar as marcas. Apesar de não ter conseguido achar diferença entre a Diet Pepsi e a Diet Coke (as duas são igualmente intragáveis), fui a pessoa que acertou mais, conseguindo identificar a Pepsi Classic, a Coca-Cola Classic e a Coke Zero. Agora preciso de uma boa dose de Jack Daniel's para lavar a boca. #

    quarta-feira, 04 de março de 2009

    [ 12:25 ]

    Macacos artistas e elefantes artistas não são novidade. Mas você já tinha ouvido falar em árvores artistas? Tree Drawings, "a series of drawings produced using drawing implements attached to the tips of tree branches, the wind’s effects on the tree, recorded on paper." #

    terça-feira, 03 de março de 2009

    [ 20:22 ]

    Comecei a jogar Geneforge 3 novamente, dando continuidade à minha repassagem pela série. Ainda não me decidi entre os rebeldes e os legalistas, mas já matei um bocado de monstros. #

    [ 08:16 ]

    Parou de nevar mas o frio continua. Temperatura nos 16°F (-9°C), com sensação térmica de 2°F (-17°C). #

    segunda-feira, 02 de março de 2009

    [ 12:14 ]

    Assisti em dvd Fuck (EUA, 2005), documentário do Steve Anderson sobre uma das palavras mais proibidas e mais pronunciadas nos EUA. Interessante e divertido, o filme apresenta o depoimento de liberais (que denunciam a hipocrisia moral e os ataques à liberdade de expressão) e conservadores (que não precisam de ajuda para mostrar o quão logicamente insustentáveis são suas posições). Simples e eficiente. Gostei. #

    [ 07:39 ]

    Chega março. Você pensa: "o inverno está perto do fim, vem aí a primavera". Segunda-feira, você acorda cedo para ir trabalhar. Olha pela janela e vê que está tudo branquinho lá fora. Neve. Muita neve. Neve por todos os lados. E continua caindo neve. Temperatura nos 21°F (-6°C), com sensação térmica de 9°F (-13°C). Dá vontade de sair de casa? #