quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

[ 16:56 ]

Retrospectiva: em 2009, assisti cerca de 162 filmes e 384 episódios de séries de televisão (incluindo duas temporadas de The Shield, uma de Firefly e cinco de The Wire), li ou ouvi 20 livros e 4 graphic novels, visitei 41 exposições de arte ou museus, fui a 13 espetáculos musicais (Keith Jarrett, The Lion King, B.B. King, Buddy Guy, Kodo Drummers, McCoy Tyner, Ragtime, Stomp, Hair, Blue Man Group, 21st Annual DC Blues Festival, Yamato the Drummers of Japan, Young Frankenstein), 4 peças teatrais (Arcadia, Waiting for Godot, Exit the King, Robin Williams in Weapons of Self Destruction), 44 palestras, 4 eventos (Grand Sushi and Sake Event, 6th Annual Games for Change Festival, National Geographic 2009 Explorers Symposium, Safeway's 17th Annual National Capital Barbecue Battle), joguei 10 jogos novos e velhos, fiz três viagens (duas a New York, uma à França), e comecei o curso History of Western Art no Smithsonian Institute. #

[ 16:43 ]

Balanço de dezembro: assisti 35 filmes e uns 26 episódios de séries de tv (incluindo a quinta temporada de The Wire), ouvi 7 palestras (da série An Introduction to Archeology), vi um espetáculo musical (Young Frankenstein), e comecei um jogo novo no Mac (Avernum 6). #

[ 12:13 ]

Fechando a série de Sherlock Holmes em dvr, mais quatro filmes, todos dirigidos pelo Roy William Neill. The House of Fear (EUA, 1945) é vagamente inspirado no conto The Five Orange Pips mas a trama foi tão modificada que é quase irreconhecível (acho que do original só sobraram as sementes de laranja do título). Pursuit to Algiers (EUA, 1945) é quase todo passado a bordo de um navio a caminho do Mediterrâneo. Minha parte preferida é quando o Sherlock vê Lisboa ao longe e começa a divagar falando do "Castilo de Sao Jorge", dos "Cloisters of the Jeronímos", e da "Tower of Bêlem, one of the most fascinating examples of moorish architecture I've ever seen". Senhor Holmes, a Torre de Belém não foi construída em estilo mourisco mas sim em estilo manuelino (algumas vezes também chamado de gótico português tardio). Terror by Night (EUA, 1946) é quase todo passado num trem viajando de London a Edinburgh. A trama é bacaninha e o ambiente claustrofóbico dos vagões dá um clima especial ao filme, um dos melhores da série. Dressed to Kill (EUA, 1946) foi o último filme estrelado pela dupla Basil Rathbone e Nigel Bruce. A trama parece misturar um pouco de The Spider Woman (a vilã engenhosa) e de The Pearl of Death (os bandidos tentando encontrar peças iguais compradas por pessoas que não sabem o que está escondido nelas). Um final fraco para uma série que poderia ter sido bem melhor se tivessem deixado o detetive na sua Inglaterra vitoriana e não tivessem acrescentados vilões nazistas e Holmes recitando frases do Churchill. Um desperdício, porque o Basil Rathbone fazia um Sherlock Holmes muito bom. O Nigel Bruce, porém, eu não achei tão bem caracterizado e seu doutor Watson era um bocado abobalhado e tratado como capacho pelo "amigo" Sherlock. #

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

[ 20:39 ]

Vinho da noite: Alma Andina Malbec Bonarda 2008. Argentino, da região de Mendoza. Gostei. #

[ 15:53 ]

Mais Sherlock em dvr. Sherlock Holmes Faces Death (EUA, 1943), apesar de ser da mesma série de filmes que colocam Sherlock Holmes na época da Segunda Grande Guerra, é melhor que os outros porque deixa de lado tramas nazistas e conta uma história de tesouros e assassinatos quase toda passada dentro de uma mansão (adaptação do conto The Musgrave Ritual). Descontando as roupas e os automóveis, poderia ser uma trama da época correta do detetive. The Spider Woman (EUA, 1944) mostra Holmes numa batalha intelectual contra uma criminosa ardilosa (a mulher-aranha do título), numa trama que mistura elementos de várias histórias originais do Conan Doyle mas acaba não tendo muita graça. A cena final num parque de diversões é particularmente fraca. Em The Scarlet Claw (EUA, 1944), Holmes e Watson vão até o Canadá para tentar resolver o mistério de um assassino supostmente sobrenatural. A história é razoável, mas eu achei engraçado o grande detetive levar tanto tempo para desvendar o caso que metade da população da cidadezinha canadense foi assassinada enquanto ele investigava. Em The Pearl of Death (EUA, 1944), inspirado no conto The Adventure of the Six Napoleons, Holmes também desliza feio. Ele desativa o alarme do museu para demonstrar que o sistema não era muito seguro, e um ladrão apoveita o momento para roubar a pérola mais valiosa em exposição. A curiosidade do filme é a presença do Rondo Hatton, ator que tinha um problema na glândula pituitária que deformou suas feições e o transformou num "monstro sem maquiagem" em filmes como House of Horrors e The Brute Man. O diretor dos quatro filmes é o mesmo, o Roy William Neill. #

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

[ 17:17 ]

Fazendo um intervalo na minha maratona sherlockiana, assisti em blu-ray Year One (EUA, 2009), do Harold Ramis. Tem uma ou outra piada boa perdida no meio do filme mas de resto é uma grande bobagem, com o agravante de ter o Jack Black (de Tropic Thunder) como herói em mais uma daquelas histórias que parecem programadas para demonstrar que não há nada errado em ser um sujeito estúpido que cria problemas para todos ao seu redor. O Michael Cera (de Juno) faz papel de Michael Cera, o Oliver Platt (de Bicentennial Man) aparece como um sacerdote gay, o Hank Azaria (de Along Came Polly) tem alguns dos melhores momentos como o Abraão bíblico, e a Olivia Wilde (a Thirteen da série House) está bonitinha como sempre. #

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

[ 17:38 ]

Para mim grande parte do encanto das histórias com o Sherlock Holmes deve-se à ambientação na Inglaterra do final do século XIX (na verdade, as aventuras do famoso detetive cruzaram até os primeiros anos do século XX, mas o tom foi sempre fundamentalmente vitoriano). É portanto muito estranho assistir Sherlock Holmes and the Voice of Terror (EUA, 1942), do John Rawlins, com Holmes e Watson (interpretados pela clássica dupla Basil Rathbone e Nigel Bruce) transplantados sem qualquer explicação para a época da Segunda Grande Guerra para lutar contra a ameaça nazista. A história é vagamente adaptada do conto His Last Bow, onde os inimigos eram os alemães nas vésperas da Primeira Grande Guerra, e o roteiro perde-se em discursos patrióticos enquanto deixa de lado detalhes importantes da investigação. No final do filme, Holmes aparece com uma solução saída não se sabe de onde, já que nunca o vemos desvendar o caso. Muito fraco. Fiquei ainda mais decepcionado ao descobrir que Sherlock Holmes and the Voice of Terror não é uma exceção e que vários outros títulos da série colocam o detetive na época da Segunda Grande Guerra. Em Sherlock Holmes and the Secret Weapon (EUA, 1943), do Roy William Neill, ele tem que descobrir quem são os cientistas trabalhando secretamente num projeto militar antes que os nazistas os capturem. Em Sherlock Holmes in Washington (EUA, 1943), também do Roy William Neill, ele visita a capital dos EUA em busca de um microfilme com segredos militares. Não gostei de nenhum deles. #

domingo, 27 de dezembro de 2009

[ 12:42 ]

Continuando a maratona sherlockiana, assisti mais três filmes. O primeiro, Sherlock Holmes' Fatal Hour (GB, 1931), também conhecido como The Sleeping Cardinal, do Leslie S. Hiscott, foi terrível. Com o Arthur Wontner interpretando o detetive pela primeira vez (ele repetiria o personagem quatro vezes) e uma trama combinando dois contos do Conan Doyle (The Empty House e The Final Problem), o filme é extremamente aborrecido, basicamente uma interminável seqüência de conversas monótonas. The Hound of the Baskervilles (GB, 1959) usa o estilo dos filmes de terror produzidos pela Hammer na mesma época, e também o mesmo talento criativo: Terence Fisher (de The Curse of Frankenstein e Dracula) é o diretor, Peter Cushing (Victor Frankenstein em The Curse of Frankenstein, Van Helsing em Dracula) é Sherlock Holmes, Christopher Lee (o monstro em The Curse of Frankenstein, o vampiro em Dracula) é Henry of Baskerville. A história desvia-se um pouco do original do Conan Doyle (acrescentando uma adaga para sacrifícios rituais e uma mina abandonada, entre outros detalhes novos) mas o clima é bem montado (só o final é um pouco fraco). Acho que este The Hound of the Baskervilles foi o primeiro filme em cores com Sherlock Holmes. Fechando a sessão tripla, assisti A Study in Terror (GB, 1965), do James Hill, com Sherlock Holmes (John Neville) e seu amigo Watson (Donald Houston) tentando desvendar o mistério dos crimes do Jack the Ripper. Apesar dos londrinos pobres do século XIX aqui aparecerem supreendentemente limpinhos, o filme é bonzinho e segue razoavelmente o perfil do personagem do Conan Doyle mesmo que a trama não tenha sido escrita por ele. Só o Mycroft Holmes (Robert Morley) me pareceu completamente deslocado e temperamental demais. Num papel pequeno, aparece a Judi Dench em início de carreira. #

sábado, 26 de dezembro de 2009

[ 21:11 ]

Vinho da noite: Redwood Road Cabernet Sauvignon 2007. Californiano, da região de Lodi (mais conhecida pela sua produção de Zinfandel). #

[ 16:17 ]

Ontem o canal TCM começou a exibir uma maratona de filmes com o famoso detetive Sherlock Holmes. Eu já li a série inteira duas vezes (primeiro em português, depois em inglês) mas vi poucas adaptações cinematográficas, então vou aproveitar para preencher as lacunas (e também me preparar para assistir o novo Sherlock Holmes, com o Robert Downey Jr., que estréia hoje nos cinemas). A minha sessão tripla começou com The Hound of the Baskervilles (EUA, 1939), do Sidney Lanfield, o primeiro em que herói seria interpretado pelo Basil Rathbone. Ele foi um vilão competente em muitos filmes (Captain Blood, The Adventures of Marco Polo, The Adventures of Robin Hood, The Mark of Zorro) mas seu desempenho como Sherlock Holmes é inigualável, quase dando a impressão que o autor se baseou nele para escrever as histórias. Nigel Bruce interpreta o doutor Watson, um papel que repetiria várias vezes ao lado do Basil Rathbone. O mordomo da mansão Baskerville é o John Carradine (de House of the Long Shadows) e a governanta tinha um rosto muito peculiar e familiar mas tive que pesquisar para descobrir que ela se chamava Eily Malyon e tinha aparecido em Dracula's Daughter e The Devil-Doll. A trama de The Hound of the Baskervilles é uma das melhores (se não a melhor) do Conan Doyle, e o filme captura bem o clima tenebroso da trama passada na região de Dartmoor. O cão do título, porém, poderia ser um pouco mais assustador. Depois assisti The Adventures of Sherlock Holmes (EUA, 1939), do Alfred L. Werker, o segundo com a dupla Basil Rathbone e Nigel Bruce, feito logo em seguida para aproveitar o sucesso do primeiro. A história aqui, porém, não é do Arthur Conan Doyle mas baseada numa peça do William Gillette, e mistura um crime do vilão professor Moriarty (George Zucco, figurinha conhecida de filmes de horror como de Dead Men Walk e The Mummy's Hand) e uma trama paralela para despistar o detetive (com a Ida Lupino, de High Sierra, como mocinha assustada). Bacaninha mas sem o mesmo encanto do filme anterior. E o encontro final do Holmes e do Moriarty no alto da Torre de Londres contradiz vários acontecimentos canônicos das aventuras sherlockianas. O terceiro filme da noite foi The Private Life of Sherlock Holmes (GB, 1970), do Billy Wilder. A história não é ruim mas o Robert Stephens, completamente sem carisma, é um dos piores Sherlock Holmes que já vi nas telas. Um fato que fica ainda mais aparente quando ele contracena com o Christopher Lee, que aqui interpreta seu irmão Mycroft Holmes mas que já viveu o próprio Sherlock em vários filmes. Aparentemente a idéia era dar uma visão irônica das habilidades do famoso detetive, o que acaba por ser um desperdício de uma boa trama (que envolve segredos de estado, anões desaparecidos, espiões alemães, e até o monstro de Loch Ness). Talvez se o Billy Wilder houvesse conseguido fazer o filme com a sua escolha original de elenco, Peter O'Toole como Holmes e Peter Sellers como Watson, a coisa toda tivesse sido bem mais interessante. #

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

[ 17:08 ]

Terminei de assistir em dvd a quinta e última temporada de The Wire. É inacreditável que uma série tão boa como esta nunca tenha recebido um Emmy. Roteiros excelentes tratando de problemas sociais sérios (decadência urbana, drogas, corrupção política, educação, ética jornalística, entre outros) mas sem descuidar do aspecto dramático. Bons diálogos e ótimas interpretações criando personagens memoráveis (meus preferidos são o traficante com manhas de businessman Stringer Bell, o detetive janota Bunk Moreland, e o ladrão que só rouba traficantes Omar Little). Sessenta episódios da mais alta qualidade. Recomendo. #

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

[ 12:55 ]

Assisti em dvr Scott of the Antarctic (GB, 1948), do Charles Frend, que conta a história da expedição do Robert Falcon Scott ao Polo Sul de 1910 a 1913. O filme trata o explorador como um grande herói apesar de todas as falhas do projeto, principalmente ele não ter sido o primeiro a chegar ao polo como planejado (o norueguês Roald Amundsen deixou sua bandeira lá mais de um mês antes) e todos os cinco exploradores da sua equipe, incluindo o próprio Scott, terem morrido na viagem de volta (os últimos três foram encontrados oito meses depois congelados dentro de uma barraca). O tom ufanista típico do pós-guerra britânico parece um bocado despropositado para uma expedição que foi basicamente um grande fracasso. A trilha sonora foi composta pelo Ralph Vaughan Williams e mais tarde usada como base para sua sétima sinfonia, a Antarctic Symphony. Curiosidade: num papel minúsculo, aparece o Christopher Lee bem no início da sua carreira. #

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

[ 19:22 ]

Vinho da noite: Alambrado Malbec 2008. Argentino. Uma boa escolha, para apagar a memória do vinho de ontem. #

[ 14:11 ]

Assisti em dvr The Night of the Hunter (EUA, 1955), do Charles Laughton. Considerado um clássico por muitos, foi uma grande decepção para mim. Tem alguns bons momentos, mas em geral achei um pouco simplório e com interpretação exageradíssima do Robert Mitchum. O James Agee era um bom roteirista (foi ele que adaptou The African Queen), o Mitchum era bom ator (principalmente em thrillers noir como Out of the Past e Angel Face), e o Laughton também era bom ator (The Night of the Hunter foi seu único trabalho como diretor), mas aqui nenhum deles funciona bem. Sinceramente, não entendo como o filme ficou tão famoso. #

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

[ 20:46 ]

Vinho da noite: Shane Virgo Pinot Noir 2008. Australiano, de Adelaide Hills. No início tem um gostinho de fruta mas em seguida o gosto de álcool se torna dominante. Não gostei. #

[ 19:10 ]

Assisti em dvr a nova versão de Halloween (EUA, 2007), do Rob Zombie. Eu estava preparado para não gostar e achando desnecessário refilmar o clássico do John Carpenter, mas acabei achando o filme bem interessante. A melhor parte é o primeiro terço do filme, que mostra muito mais detalhadamente o episódio que levou o Michael Myers para o manicômio. O Malcolm McDowell (de A Clockwork Orange) foi uma ótima escolha para substituir o Donald Pleasence como doutor Samuel Loomis. Menos cativante é a Scout Taylor-Compton (de Tomorrow Is Today) como Laurie Strode, um papel no qual a Jamie Lee Curtis ainda é insubstituível. Aparecem rapidamente o Brad Dourif (de The Lord of the Rings: The Two Towers) e o Udo Kier (de Shadow of the Vampire), e também a Sheri Moon Zombie (esposa do diretor). #

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

[ 19:24 ]

Depois de ver Scaramouche, fiquei tentando montar uma lista das melhores cenas de duelos de esgrima no cinema. Acabei fazendo duas listinhas, uma com seis filmes antigos (de 1935 a 1948), outra com quatro filmes mais recentes (de 1987 a 2003), e deixando de lado os filmes com lutas de espadas orientais (ou teria que incluir algumas dezenas de títulos, do clássico The Seven Samurai ao estiloso Kill Bill). Os antigos: Errol Flynn e Basil Rathbone em Captain Blood (1935), Errol Flynn e Basil Rathbone em The Adventures of Robin Hood (1938), Tyrone Power e Basil Rathbone em The Mark of Zorro (1940), Errol Flynn e Henry Daniell em The Sea Hawk (1940), Errol Flynn e Robert Douglas em Adventures of Don Juan (1948), Gene Kelly e os mosqueteiros contra os guardas do cardeal em The Three Musketeers (1948). Os recentes: Mandy Patinkin e Cary Elwes em The Princess Bride (1987), Liam Neeson e Tim Roth em Rob Roy (1995), Viggo Mortensen e Lawrence Makoare em The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring (2001), Johnny Depp e Orlando Bloom em Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl (2003). #

[ 16:35 ]

Ontem assisti em dvr Scaramouche (EUA, 1952), do George Sidney. Aventura de capa e espada baseada no livro homônimo do Rafael Sabatini, o mesmo autor das famosas histórias de piratas The Sea Hawk e Captain Blood (duas adaptações cinematográficas estreladas pelo Errol Flynn). Aqui o herói é o Stewart Granger, que começa como trambiqueiro mulherengo, passa por ator de commedia dell'arte, e termina como espadachim vingador. Apesar de parecer uma trama de plebeus contra nobres no início da Revolução Francesa, na verdade a ambientação histórica serve só de decoração. O protagonista sempre insiste no seu descaso pela política e sua participação no movimento contra a aristocracia ocorre só porque abre caminho para a sua vingança pessoal. E para selar a preferência por sangue nobre, o herói troca sua namorada, a ruiva explosiva Eleanor Parker, pela mocinha aristocrata Janet Leigh. A melhor coisa do filme é o longo duelo final, com o Stewart Granger lutando contra o vilão Mel Ferrer no teatro. #

domingo, 20 de dezembro de 2009

[ 17:33 ]

Comecei a assistir em dvd a quinta e última temporada de The Wire. Desta vez parece que a trama vai incluir os bastidores do jornal Baltimore Sun, onde o autor David Simon trabalhou uma dúzia de anos. No primeiro episódio, aparece rapidamente na redação a Laura Lippman, também ex-jornalista do Baltimore Sun, escritora de romances policiais, e esposa do David Simon. #

[ 14:29 ]

Jogo da vez: Avernum 6, a épica conclusão da série Avernum. Como todos os jogos do Jeff Vogel, este é um RPG imenso e cheio de batalhas difíceis. Tenho algumas semanas de diversão garantida pela frente. #

sábado, 19 de dezembro de 2009

[ 14:37 ]

Ontem quando saí do teatro, estava nevando. Hoje quando acordei, ainda estava nevando. Segundo os noticiários é uma das maiores nevascas na história da região: Historic storm pounds D.C. region. Agora há pouco fui comprar suco de laranja na loja da esquina e me deparei com uma paisagem branca e deserta. Nenhum carro nas ruas e só umas poucas pessoas andando nas calçadas cobertas de neve. Temperatura nos 23°F (-5°C). #

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

[ 23:17 ]

Cheguei agora do Kennedy Center, onde fui assistir Young Frankenstein, espetáculo musical baseado no filme homônimo do Mel Brooks. Muito bom, não só pela história divertida e pelas músicas animadinhas mas principalmente pelo ótimo elenco. Destaque para o Roger Bart como Frederick Frankenstein (dançando coreografias divertidamente preguiçosas e em alguns diálogos lembrando muito o Gene Wilder) e para a Anne Horak como Inga (dança bem, canta muito bem, é bonita e engraçada). Bacana. #

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

[ 15:58 ]

Sessão dupla em dvr, revendo thrillers bacaninhas dos anos noventa. Primeiro, Shattered (EUA, 1991), do Wolfgang Petersen. Tom Berenger (de The Big Chill) é um milionário que perdeu a memória num acidente, Greta Scacchi (de White Mischief) é a esposa do milionário, Bob Hoskins (de Mona Lisa) é o detetive que ajuda o milionário a desvendar seu passado. Eu lembrava da grande revelação do final do filme mas não lembrava de como a narrativa chegava lá, o que foi interessante porque esta história tem um viés diferente quando sabemos o segredo desde início. Depois, The Last Seduction (EUA, 1994), do John Dahl. Linda Fiorentino (de Men in Black) é a femme fatale que foge com o dinheiro do marido, Bill Pullman (de Independence Day) é o marido trambiqueiro enganado, Peter Berg (de Cop Land) é o caipira que cai nas tramas da femme fatale. O John Dahl já fez vários filmes bons, mas recentemente quase só tem dirigido séries de tv, como Dexter e Californication. Gostaria que ele voltasse aos thrillers neonoir cinematográficos. #

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

[ 13:38 ]

Assisti em dvr The Forbidden Kingdom (EUA-China, 2008), do Rob Minkoff (o mesmo diretor de The Lion King e Stuart Little). A história é bem bobinha, com profecias milenares e adolescentes sendo magicamente transportados entre mundos paralelos. Mas o roteiro não era a minha motivação para assistir o filme, o que eu queria ver era o Jet Li e o Jackie Chan lutando (acho que é a primeira vez que eles atuam juntos). E não faltam cenas de luta, daquelas com cabos escondidos que permitem que os personagens desafiem as leis da gravidade, mas mesmo assim The Forbidden Kingdom não consegue entusiasmar. Fraquinho. #

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

[ 12:28 ]

Sabe aquela idéia sensacional que você teve? Seven ways to kill an idea. #

[ 12:27 ]

Websites de hoje, design de ontem: Web Services Bookcovers Therapy. #

[ 12:26 ]

O valor de cada personagem: The Morgan Freeman Chain of Command. #

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

[ 20:18 ]

Vinho da noite: Charles Smith Cabernet Sauvignon 2007. Do estado de Washington, no noroeste dos EUA. Produzido pelo celebrado Charles Smith (eleito Winemaker of the Year em 2008 pela revista Wine & Spirits e novamente em 2009 pela revista Food & Wine), não decepcionou. Suave e encorpado, e forte em tanino como eu gosto. #

[ 11:37 ]

Assisti em dvr Transsiberian (Espanha-Alemanha-GB-Lituânia, 2008), do Brad Anderson (o mesmo diretor de El Maquinista e também de alguns episódios das séries The Wire e Fringe). Bom thriller com curvas inesperadas que desafiam as expectativas do espectador em relação aos personagens, com a história quase toda passada dentro de um trem cruzando uma paisagem coberta de neve. No elenco, Woody Harrelson (de The People vs. Larry Flynt), Emily Mortimer (de Lars and the Real Girl), Ben Kingsley (de House of Sand and Fog), Eduardo Noriega (de Abre los Ojos). Bacaninha. #

[ 11:16 ]

Ontem terminou a quarta temporada de Dexter, com uma surpresa pesada que vai mudar os rumos da série na próxima temporada. Agora estou curioso para ver por quais novos caminhos os roteiristas vão levar o personagem. E também para descobrir quem será o ator convidado para a próxima etapa, preenchendo um espaço que já foi brilhantemente ocupado pelo Jimmy Smits (como promotor público Miguel Prado) e pelo John Lithgow (como serial killer Arthur Mitchell). #

domingo, 13 de dezembro de 2009

[ 11:56 ]

Sempre tenho grande relutância em parar de assistir um filme antes do final, um pouco por respeito aos realizadores, um pouco por curiosidade mórbida. Durante algum tempo, era instrutivo ver desastres cinematográficos, porque eu estava numa fase de aprendizado e qualquer sessão menos satisfatória era também uma oportunidade para novas idéias e conclusões. Como dizia um colega do Clube de Cinema de Porto Alegre, "é bom ver filme ruim". Mas já há muitos anos este comportamento deixou de ser proveitoso para mim e um filme ruim hoje é só uma oportunidade perdida de ver outro filme melhor (ou de ler um livro, ou de jogar um videogame, etc). Então vou tentar inaugurar uma nova fase em que impiedosamente abandonarei pelo meio do caminho filmes sem qualquer promessa de redenção (ou, se a minha curiosidade ainda for mais forte que o instinto de preservação, farei bom uso do botão de fast forward no controle remoto). Começo com dois títulos irremediavelmente ruins. The Mouse on the Moon (GB, 1963), do Richard Lester, é uma continuação de The Mouse That Roared mas sem o Peter Sellers e sem qualquer graça. No elenco, Margaret Rutherford (a Miss Marple de vários filmes baseados nos livros da Agatha Christie) e Ron Moody (o vilão de Oliver!). Annihilation Earth (EUA, 2009), do Nick Lyon, é uma produção do canal SyFy sobre um desastre apocalíptico causado pela sabotagem de aceleradores de partículas, mas o verdadeiro desastre é o roteiro tosco e desconjuntado. No elenco, Luke Goss (de Blade II) e Marina Sirtis (de Star Trek: TNG). #

sábado, 12 de dezembro de 2009

[ 18:26 ]

Depois de uns cinco meses jogando The Elder Scrolls IV: Oblivion, hoje resolvi dar por terminadas minhas aventuras na província de Cyrodiil. Completei as 18 missões principais (conquistando o título de Champion of Cyrodiil), 11 missões dos Knights of the Nine (tornando-me Divine Crusader), 20 missões da Fighters Guild (chegando a Master of the Guild), 20 missões da Mages Guild (recebendo o título de Arch-Mage), 13 missões da Thieves Guild (tornando-me o novo Gray Fox), 31 missões da Dark Brotherhood (chegando a Listener of the Black Hand), e mais de 50 missões independentes, além de vencer todas as lutas na Arena (ficando famoso como Grand Champion). Mesmo fazendo tudo isto, não esgotei todos os lugares e todas as missões do jogo, que é extraordinariamente grande. Talvez algum dia volte a jogar The Elder Scrolls IV: Oblivion para descobrir coisas novas e redescobrir coisas conhecidas. #

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

[ 11:22 ]

Assisti mais uma vez em dvr The Prize (EUA, 1963), do Mark Robson. Um filme muitas vezes reprisado na televisão quando eu era pré-adolescente e um dos meus preferidos na época, não só pela trama quase hitchcockiana (só mais tarde eu descobriria North by Northwest, que tem algumas semelhanças e o mesmo roteirista) mas principalmente pelo herói Andrew Craig (interpretado pelo Paul Newman, que depois também trabalharia com o Hitchcock em Torn Curtain). Ele é um artista de sucesso, escritor agraciado com um prêmio Nobel ainda antes dos quarenta anos de idade. Seus defeitos são quase qualidades disfarçadas. Enfrenta uma crise literária que o impede de escrever grandes obras como a que lhe valeu a fama e o prestígio, mas ainda é capaz de escrever, sob pseudônimo, novelas policiais suficientemente boas para lhe garantir o sustento. Tem uma forte atração pelas bebidas alcoólicas, mas deixa o vício de lado quando encontra outras formas de estimular a mente (o que faz lembrar Sherlock Holmes e seu uso de cocaína quando não tinha mistérios para resolver). E, claro, anda sempre cercado de beldades, incluindo a moreninha Diane Baker e a loiraça Elke Sommer. Um dos melhores trabalhos do Mark Robson, que começou a carreira dirigindo filmes de terror estilosos produzidos pelo Val Lewton, como The Seventh Victim e Isle of the Dead. Curiosidade: a Diane Baker, que aqui é a sobrinha do raptado Edward G. Robinson, muitos anos depois interpretaria a Blythe House, mãe do Gregory House na série House. #

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

[ 13:43 ]

Lembro-me vivamente quando, em julho de 1974, descobri na banca de jornais o primeiro número da revista MAD, publicada no Brasil pela Editora Vecchi. Encantei-me imediatamente e tornei-me colecionador. O meu cartunista preferido era, sem dúvidas, o Don Martin, não só pelo humor quase absurdo mas também pelo seu traço peculiar. Por causa dele comecei a desenhar, no início imitando seus bonecos narigudos e orelhudos e depois tentando desenvolver meus próprios personagens. (Curiosamente, alguns anos depois, na edição número sessenta e seis, a revista MAD publicou alguns dos meus desenhos.) Pois não pude resistir quando encontrei a coletânea The Completely Mad Don Martin, 1956–1988 em oferta pelo imperdível preço de trinta dólares (o preço normal é acima dos cem dólares). Fiz a encomenda e hoje recebi os livros. Dois volumes enormes, com capa dura, dentro de uma caixa bacana, o conjunto pesando cinco quilos. Belo presente! #

quarta-feira, 09 de dezembro de 2009

[ 16:02 ]

Assisti novamente em dvr The Mouse That Roared (EUA, 1959), do Jack Arnold, uma comédia anti-bélica com o Peter Sellers interpretando vários papéis, cinco anos antes de Dr. Strangelove, outra comédia anti-bélica com o Peter Sellers interpretando vários papéis. E, os fãs do Stanley Kubrick podem reclamar quanto quiserem, eu acho The Mouse That Roared um filme bem mais divertido. O final é bobinho, mas a idéia do país minúsculo (o Ducado de Grand Fenwick) que declara guerra aos EUA e acaba "vencendo" é muito boa. A mocinha do filme é a Jean Seberg, que no ano seguinte apareceria no clássico da nouvelle vague À Bout de Souffle. E o diretor é o mesmo Jack Arnold que fez os famosos filmes de ficção-científica It Came from Outer Space (1953), Creature from the Black Lagoon (1954) e The Incredible Shrinking Man (1957). #

terça-feira, 08 de dezembro de 2009

[ 13:30 ]

Começou no domingo e terminou ontem o filme em duas partes apresentado pelo canal Syfy, Alice. A idéia era reimaginar o universo de Alice's Adventures in Wonderland e Through the Looking-Glass and What Alice Found There, do Lewis Carroll, da mesma forma que tinham feito com o mundo de Oz em Tin Man, mas aqui a fórmula não funcionou tão bem. O início até parece promissor, com uns ambientes em estilo industrial decadente. Quando a ação passa para a corte da Rainha de Copas, porém, o cenário parece saído de uma cena de ficção-científica numa pornochanchada brasileira dos anos setenta. Os figurinos não são muito melhores, com destaque negativo para o chapeuzinho ridículo dos ajudantes da rainha, inspirado nas cartas do naipe de paus. Pior que o desastre visual é o roteiro sem imaginação que reduz o universo alopradamente criativo do Lewis Carroll a uma historinha piegas com cenas completamente absurdas. Perdidos neste desastre aparecem a Kathy Bates (Oscar por Misery), o Colm Meaney (o Chief O'Brien de Star Trek: TNG e Star Trek: DS9), o Harry Dean Stanton (de Alien), o Tim Curry (de The Rocky Horror Picture Show) e o Matt Frewer (de Max Headroom e Taken). Os papéis principais ficam com a canadense Caterina Scorsone (que eu nunca tinha visto mas que aparentemente é famosa pela série Missing) e o inglês Andrew-Lee Potts (que eu nunca tinha visto mas que aparentemente é famoso pela série Primeval). #

segunda-feira, 07 de dezembro de 2009

[ 11:19 ]

Assisti em dvr Ten To Chi To (Japão, 1990), do Haruki Kadokawa. É a história da guerra entre os senhores feudais japoneses Takeda Shingen e Nagao Kagetora. Belas encenações de batalhas, com centenas de cavaleiros levando aquelas bandeirolas coloridas que mostravam quem estava lutando em cada facção. Gostei também da música tocada por uma flauta triste que faz parte da trilha sonora. Imagino que no Japão todos saibam quem foram Shingen e Kagetora, quem foram seus generais, que batalhas eles lutaram, e o filme parece recitar os acontecimentos como se tivessem saído de um livro de história. Mas, para ser sincero, me perdi completamente e na maior parte do tempo fiquei sem saber quem era quem. O título em inglês é Heaven and Earth. #

domingo, 06 de dezembro de 2009

[ 16:40 ]

Assisti em dvr Letting Go of God (EUA, 2008), o monólogo da atriz Julia Sweeney contando sua conversão do catolicismo ao ateismo. Gostei muito e recomendo. É engraçado mas não naquele estilo de standup comedy com piada atrás de piada. O interesse está na trajetória e na forma com que a Julia não se limita a argumentos puramente intelectuais e encaixa a discussão no âmbito da sua própria história, com passagens emocionais sobre a sua família. A parte mais divertida é a discussão de momentos absurdos da Bíblia. Muitas vezes me perguntaram como eu "fiquei ateu", e a minha resposta mais freqüente sempre foi "lendo a Bíblia". Pois aqui tem ótimos exemplos das barbaridades do livro que muitos cristãos não conhecem ou preferem ignorar. #

sábado, 05 de dezembro de 2009

[ 20:23 ]

Vinho da noite: Château Portal Minervois Vielles Vignes 2006. Francês, da região de Languedoc. #

[ 14:14 ]

Primeiro dia de neve deste inverno. Muitos flocos caindo mas, com a temperatura por volta de 33°F (0°C), derretendo logo que tocam o chão. #

sexta-feira, 04 de dezembro de 2009

[ 18:13 ]

Links antigos que só agora estou organizando:

  • Se os títulos dos livros refletissem o seu conteúdo: MGK Versus His Adolescent Reading Habits
  • Fluxograma de metaleiros: Heavy Metal Band Names.
  • Finais de filmes e suas categorias: 42 Essential 3rd Act Twists.
  • Pós-modernismo com tags: 61 essential postmodern reads: an annotated list.
  • Jogos clássicos do Sid Meier em versão open source: Freeciv (versão de Civilization) e FreeCol (versão de Colonization). #

    quinta-feira, 03 de dezembro de 2009

    [ 11:15 ]

    Assisti em dvr Seeing Other People (EUA, 2004), do Wallace Wolodarsky. Comédia de resultados previsíveis sobre um casal que resolve experimentar novos parceiros antes de se casarem. Sem grandes surpresas mas com algumas observações interessantes sobre como homens e mulheres apresentam reações diferentes às mesmas situações. #

    quarta-feira, 02 de dezembro de 2009

    [ 12:52 ]

    Novo curso no iPod Touch: An Introduction to Archeology, vinte e quatro palestras da Susan Foster McCarter, professora da Johns Hopkins University. #

    terça-feira, 01 de dezembro de 2009

    [ 14:11 ]

    Assisti em dvr The Dust Factory (EUA, 2004), do Eric Small. Uma alegoria bobinha sobre um estágio intermediário entre a vida e a morte, um certo lugar idílico onde se reúnem meninos que sofrem acidentes, meninas com tumores cerebrais e velhotes com doença de Alzheimer, entre outros. O rito de passagem é um salto no trapézio, determinando quem volta para o mundo dos vivos e quem vai para uma nova etapa indeterminada. Muito fraco. No elenco, a Hayden Panettiere com quinze aninhos, antes de ficar famosa na série Heroes. #