terça-feira, 31 de agosto de 2010

[ 22:10 ]

Balanço de agosto: assisti 25 filmes e uns 45 episódios de séries de tv, ouvi 8 palestras (da série Perspectives on Abnormal Psychology), fui a um show musical (Willie Nelson) e joguei dois jogos novos no Playstation 3 (Prince of Persia e Fight Night Round 4). #

[ 10:54 ]

Sessão dupla em dvr com filmes simpáticos mas sem muito a oferecer. The Great Buck Howard (EUA, 2008), do Sean McGinly, tem o John Malkovich como ilusionista em decadência e o Colin Hanks como seu road manager. A história é aparentemente inspirada no Amazing Kreskin, com quem o McGinly trabalhou. Apesar da boa interpretação do Malkovich, achei o filme bobinho, previsível e desinteressante. Curiosidade: Tom Hanks aparece num papel pequeno como pai do Colin Hanks, que é seu filho fora das telas. Adventureland (EUA, 2009), do Greg Mottola, tem o Jesse Eisenberg (de The Hunting Party) como adolescente atrapalhado dos anos oitenta e a Kristen Stewart (de Twilight) como adolescente problemática dos anos oitenta, e os dois se envolvem num romancezinho problemático e atrapalhado nos anos oitenta. A história é aparentemente inspirada no parque homônimo em Long Island, onde o Mottola trabalhou. Fraquinho, mas eu estou certamente fora do público-alvo do filme, que deve ser formado por adolescentes problemáticos e atrapalhados. #

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

[ 11:23 ]

Jogo da vez: Fight Night Round 4. Como a maior parte das simulações esportivas da Electronic Arts, viciante. Só não gostei muito de ter que controlar o lutador com a alavanca do gamepad e não com os botões, porque o meu polegar acabou ficando esfolado depois de algumas horas de jogo. Passei grande parte do weekend desferindo jabs, hooks e uppercuts, até finalmente conseguir nocautear Muhammad Ali numa luta pelo título. Bacana. #

domingo, 29 de agosto de 2010

[ 10:42 ]

Ontem terminou a série Persons Unknown, que tinha uma boa premissa e personagens interessantes e mesmo assim se perdeu feio no seu próprio labirinto e teve uma conclusão tolinha, deixando incontáveis buracos na trama e uma pretensa explicação que nada explica - mais uma série na linha de Lost, com o atenuante de ao menos ter sido curtinha (treze episódios). #

sábado, 28 de agosto de 2010

[ 16:01 ]

Mais um filme com Errol Flynn em dvr, desta vez um que se encaixa no meu ciclo de história da Inglaterra: The Private Lives of Elizabeth and Essex (EUA, 1939), do Michael Curtiz. Eu nunca li em lugar algum que o Robert Devereux, o Earl of Essex do título, tivesse mantido qualquer tipo de relacionamento romântico com a Elizabeth I. No filme, porém, há uma ligação passional entre os dois e o conflito entre rainha poderosa e vassalo rebelde recebe uma interpretação completamente diferente. Bette Davis, cheia de maquiagem e com as sobrancelhas raspadas, é a rainha Elizabeth. Errol Flynn, destilando machismo e arrogância, é o Earl of Essex. A história do filme é bem diferente da história dos livros. Na passagem do Essex pela Irlanda, por exemplo, não é mencionado seu hábito de, sem autorização da rainha, condecorar seus oficiais com o título de cavaleiros. De volta à corte, não aparece o famoso episódio em que, irritado com a rainha, ele teria começado a desembainhar a espada contra ela. E a sua marcha até Londres exigindo uma audiência com a rainha terminou de forma bem diferente do que o filme mostra: Essex nem chegou até o palácio, foi forçado a fugir, e acabou preso por traição, tudo isso sem conseguir falar com Elizabeth. Ou seja, mais um filme que usa personagens históricos para contar histórias que não aconteceram. O mais curioso para mim é a tentativa de justificar o comportamento do Essex, um sujeito sedento de poder ms não muito esperto, e colocá-lo como herói trágico de um relacionamento romântico que não funcionou bem. A melhor cena de The Private Lives of Elizabeth and Essex para mim é o tabefe que a Bette Davis dá na cara do Errol Flynn, onde fica evidente que o ator não esperava um tapa real e muito menos um tapão com aquela violência. Ele faz uma cara de imensa surpresa e revolta antes de retomar o controle e encaixar o incidente em sua interpretação. #

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

[ 10:59 ]

Sessão dupla em dvr com Errol Flynn. Em Adventures of Don Juan (EUA, 1948), do Vincent Sherman, ele já estava perto dos quarenta anos de idade e suas lutas de espada não eram mais tão espetaculares (já tinham passado mais de dez anos desde Captain Blood e The Adventures of Robin Hood, por exemplo). Mesmo assim, Flynn ainda dá um salto do alto de uma escadaria enorme que poderia ter sido sua última acrobacia. O roteiro é bobinho, e o herói Don Juan por vezes parece um pastiche de outros personagens do ator. Em Dodge City (EUA, 1939), do Michael Curtiz, Flynn ainda estava no auge da sua carreira, e em vez de espadas usa revólveres para limpar a cidade do título. Curiosamente, para um ator que ficou famoso interpretando piratas (Captain Blood) e rebeldes (The Adventures of Robin Hood), aqui ele é o xerife anti-libertário que proíbe jogatinas noturnas e ajuda a implantar um sistema de impostos. O Michael Curtiz é um bom diretor e o filme é bacaninha apesar da sutil postura defensora da moral e do bons costumes. O xerife se chamava Wade Hatton, e eu fiquei imaginando se apareceria um evil twin chamado Wade Hattoff. #

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

[ 12:14 ]

Terminei de ouvir a série de palestras Perspectives on Abnormal Psychology, com o professor Drew Westen. Um passeio interessante saindo da teoria psicoanalítica de Freud e avançando até a terapia cognitivo-comportamental. #

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

[ 10:43 ]

Assisti em blu-ray The Incredible Hulk (EUA, 2008), do Louis Leterrier. Muito melhor que o desastre dirigido pelo Ang Lee em 2003, mas mesmo assim não entusiasma. O Edward Norton é muito melhor que o Eric Bana como Bruce Banner. O William Hurt é muito melhor que o Sam Elliott como General Ross. A Liv Tyler não é melhor que a Jennifer Connelly como Betty Ross, mas é bonitinha e competente. O Tim Roth é melhor e mais convincente como vilão que o Nick Nolte. O Hulk feito no computador é muitíssimo melhor que o Hulk do filme anterior. E o roteiro também é melhor. Mesmo com todas estas vantagens, ficou faltando alguma coisa. O melhor de The Incredible Hulk é a câmara sempre em movimento (mas sem tremedeiras em estilo The Bourne Identity), o que rende algumas seqüências de ação, especialmente a perseguição na favela da Rocinha. #

terça-feira, 24 de agosto de 2010

[ 11:12 ]

Assisti em blu-ray Hot Tub Time Machine (EUA, 2010), do Steve Pink. A premissa parecia boa, uma comédia sobre viagem no tempo suficientemente irreverente para que o método de transporte seja uma banheira. Mas o roteiro é muito fraco, com personagens que variam entre o aborrecido (principalmente o protagonista interpretado pelo John Cusack) e o irritante (principalmente o coadjuvante interpretado pelo Rob Corddry) e situações que variam entre o absurdo (principalmente as tentativas de explicar a viagem no tempo) e o nojento (principalmente as cenas de vômito, fezes e urina). Dispensável. #

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

[ 20:18 ]

Por causa dos meus comentários sobre filmes e séries sobre a época Tudor, já me perguntaram como eu sei tanto sobre isso. Primeiro, eu sei só um pouquinho, bem pouquinho. Segundo, o que eu sei veio de leituras de muito tempo atrás. Ainda criança, eu já era fã do Jules Verne, lendo avidamente seus livros na biblioteca do colégio. No final de 1975, o Rick Wakeman foi se apresentar no Brasil e tocou Journey to the Centre of the Earth no Maracanãzinho. Eu não sabia quem era o Wakeman e nunca tinha ouvido falar no Yes, mas fui atraído pela conexão com o Verne. Acabei gostando da música, ficando fã do Rick Wakeman, e comprando todos os seus discos. O primeiro deles foi The Six Wives of Henry VIII, até hoje o meu preferido, que me deixou curioso sobre o rei com tantas esposas e me fez ler um bocado sobre os acontecimentos daquela época. E foi assim que aprendi um pouquinho sobre isso. #

[ 20:06 ]

Som do dia: Joe Lovano. Comprei quatro cds dele, os preferidos por enquanto são Joyous Encounter e Symphonica. #

domingo, 22 de agosto de 2010

[ 16:05 ]

A revista The New Yorker de 16 de agosto tinha um artigo sobre o John Lurie que mencionava um programa de televisão Fishing with John. Achei o dvd na Netflix e assisti os seis episódios. Tudo muito bizarro, com um humor peculiar e uma narrativa em off que muitas vezes não corresponde ao que estamos vendo na tela. Os melhores episódios são com o Matt Dillon e o Willem Dafoe, mas os outros, com o Jim Jarmusch, o Tom Waits e o Dennis Hopper também são curiosos. #

sábado, 21 de agosto de 2010

[ 11:12 ]

Numa coincidência fortuita, o canal TCM exibiu Mary of Scotland (EUA, 1936), do John Ford, que se encaixa no meu ciclo de filmes sobre o período. Infelizmente, o roteiro desvia-se completamente dos fatos históricos para transformar sua protagonista em heroína injustiçada. De acordo com os livros de história, Mary Stewart (mais conhecida como Mary, Queen of Scots), depois da morte do seu marido Francis II, rei da França, voltou à sua Escócia natal e reassumiu o trono. Ela se casou com seu primo Lord Darnley e, quando ele foi encontrado estrangulado dois anos depois, muitos suspeitaram da rainha como cúmplice no assassinato. Seu casamento com James Hepburn, principal suspeito do crime, não ajudou muito, e Mary foi forçada a abdicar e fugiu para a Inglaterra. Considerando que durante muitos anos ela insistiu ser também a legítima herdeira do trono inglês, não deve ter sido surpresa para ninguém quando a rainha Elizabeth I, sua prima, a colocou em prisão domiciliar. E ela assim ficou, prisioneira em situação confortável mas sempre prisioneira, durante quase vinte anos. Até que foi apanhada em flagrante participando de uma trama para assassinar Elizabeth I e tomar seu lugar no trono. Isso lhe custou a cabeça. Mas a história que o filme Mary of Scotland conta é muito diferente. Lord Darnley aqui é assassinado pelos inimigos da rainha e a culpa é jogada sobre seus ombros para forçar sua abdicação. James Hepburn (interpretado pelo Fredric March) é totalmente inocente e representa um grande herói romântico. E quando Mary (interpretada pela Katharine Hepburn) foge para a Inglaterra ela é falsamente acusada de conspirar contra a rainha e a única prova contra ela são cartas forjadas. De vilã manipuladora (sempre tramando para conquistar mais tronos) e pouco esperta (pedindo asilo político para a rainha que ela stava tentando derrubar há muito tempo) a heróina inocente e injustiçada, graças à imaginação de roteiristas de Hollywood. #

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

[ 10:44 ]

Sessão dupla em dvr com Neil Simon, que depois do sucesso de The Odd Couple, um filme razoavelmente bacaninha, escreveu alguns roteiros terríveis. Plaza Suite (EUA, 1971), do Arthur Hiller, contra três histórias passadas na mesma suíte de hotel, todas protagonizadas pelo Walter Matthau interpretando personagens diferentes. A primeira história, sobre um casal em crise, é um drama com bons diálogos. A segunda, sobre um produtor de Hollywood tentando reduzir uma antiga namoradinha de New Jersey, e a terceira, sobre os pais de uma noiva que resolve desistir do casamento minutos antes da cerimônia, são terríveis tentativas de fazer comédia, ambas muito exageradas e completamente sem graça. Em California Suite (EUA, 1978), do Herbert Ross, a ação salta para um hotel da costa oeste e as histórias agora transcorrem paralelamente mas o desequilíbrio de qualidade continua gigantesco. O episódio dramático com Maggie Smith e Michael Caine é bom, o draminha familiar com Jane Fonda e Alan Alda é bem menos interessante, a trama cômica com Walter Matthau e Elaine May é muito fraquinha, e a palhaçada absurda com Richard Pryor e Bill Cosby é patética. #

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

[ 11:03 ]

Sessão dupla em dvr com Steve McQueen. Primeiro, Nevada Smith (EUA, 1966), do Henry Hathaway. Tradicional história de vingança no velho oeste, com um final ao mesmo tempo previsível e decepcionante. Mas o pior do filme é tentar convencer o espectador que o Steve McQueen, branquelo e com 36 anos, é um adolescente mestiço, com vários personagens chamando-o de menino ou mostrando preconceito contra seu lado índio. Depois, The Cincinnati Kid (EUA, 1965), do Norman Jewison. Possivelmente o melhor filme já feito sobre o jogo de poker (apesar da quase impossível rodada final), é bem mais que só um filme sobre o jogo de poker. Steve McQueen é o jogador em ascenção sedento para derrotar o velho campeão Edward G. Robinson, Karl Malden é o carteador honesto que é confrontado com a possibilidade de um trambique, Ann-Margret é a esposa infiel do Malden, Tuesday Weld é a namoradinha caipira do McQueen. Clássico. #

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

[ 10:56 ]

Assisti em blu-ray Brooklyn's Finest (EUA, 2009), do Antoine Fuqua. Bom drama sobre três policiais lidando com a pressão psicológica de formas diferentes. Um deles (Don Cheadle) está infiltrado entre os traficantes e acaba formando laços de amizade com um dos criminosos. Outro (Ethan Hawke) tem uma família enorme e passa por problemas financeiros que tenta resolver roubando dinheiro de traficantes. O último (Richard Gere) está em fim de carreira e sem qualquer motivação para continuar vivendo. Boas interpretações num bom roteiro, surpreendentemente o primeiro escrito pelo Michael C. Martin, funcionário do metrô de New York. #

terça-feira, 17 de agosto de 2010

[ 10:32 ]

Ontem começou uma série cômica nova no canal Showtime, The Big C, sobre uma professora diagnosticada com câncer. Ainda é muito cedo para um veredicto, mas me pareceu que o roteiro vai oscilar entre o óbvio (a amizade com a vizinha antipática, por exemplo) e o exagerado (o irmão homeless, por exemplo). Ao menos o elenco é bom, com a Laura Linney e o Oliver Platt nos papéis principais. Mas a melhor coisa da noite passada na tv foi o episódio de Lie to Me com atores de The Shield. David Marciano é um assassino, David Rees Snell é seu irmão, Cathy Cahlin Ryan é sua ex-namorada, Catherine Dent e Benito Martinez são os pais de uma das vítimas, Kenny Johnson é um fotógrafo suspeito. Foi bacana vê-los todos juntos mais uma vez. #

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

[ 11:19 ]

Ontem risquei um título da minha lista de filmes famosos ainda não assistidos, e vi em dvr Reds (EUA, 1981), escrito, produzido, dirigido e protagonizado pelo Warren Beatty. É a história do jornalista e militante comunista Jack Reed, autor de Ten Days that Shook the World, e de sua companheira jornalista e militante feminista Louise Bryant, interpretada pela Diane Keaton. Um drama interessante sobre uma época interessante onde ainda havia espaço para idealistas ingênuos (não muito espaço, já que as boas intenções do Reed são combatidas por repressores da direita e engolidas por burocratas da esquerda). Beatty recebeu indicações ao Oscar por suas quatro funções (ator, produtor, roteirista e diretor), algo que eu acho que só o Orson Welles conseguiu com Citizen Kane (Beatty só levou a estatueta de diretor, Welles só a de roteirista). A Maureen Stapleton recebeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante por seu papel como a intelectual anarquista Emma Goldman, mas a interpretação que eu mais gostei no filme foi a do Jack Nicholson como o escritor cínico Eugene O'Neill. #

domingo, 15 de agosto de 2010

[ 11:13 ]

Assisti em dvd Elizabeth: The Golden Age (GB-França-Alemanha, 2007), do Shekhar Kapur. O filme anterior mudava vários fatos históricos mas ao menos mantinha uma linha de verossimilhança. Esta continuação, porém, mergulha completamente em alegorias tolas e se torna um grande fiasco. A mistura de fatos e personagens é tão vasta que vou citar somente um exemplo. Walter Raleigh (interpretado pelo Clive Owen) é colocado no centro da trama e apresentado como herói e peça fundamental na derrota da Grande Armada Espanhola, quando na verdade sua participação foi pequena. O pobre Francis Drake tem um papel tão pequeno que nem achei o nome do ator nos créditos do filme. E o episódio todo termina com uma narração sugerindo que foi a vontade irredutível da rainha que fez com que os elementos da natureza se voltassem contra os ingleses. Não adianta ter bom elenco e produção de primeira linha se o roteiro é baseado em inverdades históricas e bobagens místicas. #

sábado, 14 de agosto de 2010

[ 16:18 ]

Curiosidades no elenco de Elizabeth. Joseph Fiennes e Geoffrey Rush participaram de Shakespeare in Love, onde também aparece a rainha Elizabeth I, interpretada pela Judi Dench. Cate Blanchett e Judi Dench foram indicadas ao Oscar no mesmo ano interpretando o mesmo personagem em filmes diferentes (Judi levou a estatueta de coadjuvante, Cate inacreditavelmente perdeu para Gwyneth Paltrow). James Frain, que interpreta o embaixador espanhol na corte da rainha Elizabeth, mais tarde interpretaria Thomas Cromwell na corte do rei Henry VIII, pai da Elizabeth. Último filme do John Gielgud (que interpreta o papa). Aparecem ainda no elenco o jogador de futebol Eric Cantona (Monsieur de Foix) e a cantora Lily Allen (uma das damas de companhia da rainha). #

[ 16:02 ]

Aproveitando o final da série The Tudors, resolvi continuar assistindo filmes sobre a época. Comecei revendo em dvd Elizabeth (GB, 1998), do Shekhar Kapur, que conta os primeiros anos da Elizabeth I como rainha da Inglaterra. Com a morte do Henry VIII, seu filho Edward VI se tornou rei aos nove anos de idade, com seu tio Edward Seymour, protestante, como regente. Ele morreu aos quinze anos e deixou sua prima Jane Grey, protestante, como sucessora e responsável pelo reinado mais curto da história da Inglaterra, nove dias. Mary I, filha mais velha do Henry VIII tomou o poder logo em seguida e restaurou o catolicismo como região oficial do país. O filme Elizabeth começa cinco anos depois disto, com a Mary I doente e sua irmã Elizabeth, protestante, como possível sucessora. Cate Blanchett está excelente no papel principal e muito bem acompanhada pelo Geoffrey Rush como Sir Francis Walsingham, seu fiel e maquiavélico conselheiro. A trama é interessante mas apresenta tantas liberdades com a história que o filme não pode ser considerado mais que uma grande fantasia. A principal discrepância é mostrarem Elizabeth, conhecida como A Rainha Virgem, em cenas de sexo com o Robert Dudley (interpretado pelo Joseph Fiennes). A idéia apresentada é que ela não era tecnicamente virgem mas, ao decidir permanecer solteira e independente, construiu a imagem de pureza de espírito e firmeza de caráter só comparável à virgem Maria da Bíblia. Outro exemplo de liberdades dramáticas é a sugestão que a Marie de Guise (interpretada pela Fanny Ardant) teria sido assassinada pelo Walsingham, quando todas as evidências apontam para uma morte por causas naturais. #

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

[ 11:36 ]

Sessão dupla com Jesse Stone em dvd. Primeiro, Thin Ice (EUA, 2009), depois No Remorse (EUA, 2010), os dois dirigidos pelo Robert Harmon. Os personagens ainda são os mesmos dos livros do Robert B. Parker, mas as histórias agora são originais, escritas pelo Tom Selleck e pelo Michael Brandman. Thin Ice tem a tentativa de assassinato do capitão Healy e o desaparecimento de um bebê, No Remorse tem um serial killer em Boston e uma série de assaltos em Paradise, e durante os dois filmes continuam os problemas do Jesse Stone com seus patrões no Conselho Municipal e, claro, com seu alcoolismo. Agora é esperar que o próximo da série, Innocents Lost, seja publicado em dvd. #

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

[ 11:15 ]

Uma lista interessante (e, como todas as listas deste tipo, altamente subjetiva e aberta a discussão): 30 Books Everyone Should Read Before They’re Thirty. Livros da lista que eu li antes dos vinte anos: Siddhartha (mas recomendaria em seu lugar outro livro do Hesse, O Lobo da Estepe), 1984, A Clockwork Orange, For Whom the Bell Tolls, One Hundred Years of Solitude, The Lord of the Rings, David Copperfield, The Great Gatsby, Crime and Punishment, The Prince, Lolita. Livros da lista que eu li antes dos trinta anos: The Rights of Man, The Social Contract, The Origin of Species, The Art of War, The Catcher in the Rye, Walden, The Republic, The Grapes of Wrath. Livro da lista que eu li depois dos trinta (porque ainda não tinha sido publicado quando eu tinha trinta anos): The Tipping Point. Livros da lista que eu não li mas vi o filme: To Kill a Mockingbird e War and Peace. E tudo isso me faz pensar em como meus hábitos de leitura mudaram radicalmente depois que inventaram a internet e os dvds. #

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

[ 14:22 ]

Jogo da vez: Prince of Persia, no Playstation 3. Animação bem feitinha mas definitivamente longe do tipo de jogo que eu gosto. Pula pra cá, pula pra lá, aquela pulação toda me cansou logo. Mesmo assim, ainda tenho boas memórias do primeiro Prince of Persia, que joguei até o final em 1990 num computador rodando MS-DOS. #

terça-feira, 10 de agosto de 2010

[ 11:09 ]

Mais Jesse Stone em dvd: Sea Change (EUA, 2007), do Robert Harmon. Sem crimes novos para resolver na cidadezinha de Paradise, Stone resolve se manter ocupado (e longe da garrafa de whisky) investigando casos antigos. Rose (Kathy Baker), que substitui Molly (Viola Davis) durante sua gravidez, encontra um caso misterioso envolvendo um assalto a banco, um rapto e possivelmente um assassinato. Bacaninha (e aparentemente completamente diferente do livro original, que eu não li - aliás, nunca li um livro do Robert B. Parker). #

segunda-feira, 09 de agosto de 2010

[ 17:19 ]

Eliminando poluição visual na navegação diária pelo Google Reader: Helvetireader. #

[ 17:18 ]

Eliminando poluição visual na navegação diária pela web: Readability. #

[ 17:13 ]

Eu não falei mais em Lost porque fiquei profundamente decepcionado com o final tosco da série. Em conversas com amigos, eu mencionei algumas vezes que quase qualquer explicação seria melhor que a que nos foi apresentada. Aqui vai uma lista de possíveis explicações para Lost, todas melhores que a verdadeira: 12 theories about Lost that were better than the actual show. #

domingo, 08 de agosto de 2010

[ 11:28 ]

Ontem, depois de um bom jantar mexicano no restaurante Alero, fui com a Jade e o Jeff assistir Inception (2010), do Christopher Nolan. Gostei muito. O filme tem ecos de The Matrix (pelo cruzamento de níveis de realidade) e de Memento (pelo uso criativo do tempo na narrativa), e está repleto de referências cinematográficas (do quarto de hospital de 2001 ao Fred Astaire dançando no teto em Royal Wedding), mas se mantém sempre extremamente original. A mistura de heist movie com ficção científica funciona bem, e o subtexto dramático sobre memória e realidade é intrigante. Bacana. #

sábado, 07 de agosto de 2010

[ 11:38 ]

Aparentemente não sou o único a achar o Stephen McHattie e o Lance Henriksen parecidos. Dois links: Stephen McHattie Totally Looks Like Lance Henriksen e Stephen McHattie and Lance Henriksen... the same dude? #

[ 11:35 ]

Mais Jesse Stone em dvd: Death in Paradise (EUA-Canadá, 2006), do Robert Harmon. Stone investiga a morte de uma adolescente e também se vê envolvido num caso de violência conjugal que vai ter conseqüências no grande arco dramático da série. Voltam todos os personagens habituais: Viola Davis como Molly Crane, Kohl Sudduth como Luther "Suitcase" Simpson, Stephen McHattie (que eu acho extremamente parecido com o Lance Henriksen) como Captain Healy, e obviamente Tom Selleck como Jesse Stone. #

sexta-feira, 06 de agosto de 2010

[ 10:25 ]

Comecei a ouvir uma nova série de palestras, Perspectives on Abnormal Psychology, com o professor Drew Westen. Os temas são os seguintes: How Perspectives Inlufence Us, Freud: From Dreams to Drives, Freud's Theories of Motivation and Development, The Psychoanalytic Theory of Conflict, Contemporary Pschodynamic Thinking, The Behaviorist Alternative, Cognitive Social Approaches: The Role of Situations and Though, Cognition, Social Behavior, and Cognitive Behavioral therapies. #

quinta-feira, 05 de agosto de 2010

[ 11:14 ]

O segundo filme na série Jesse Stone é Night Passage (EUA, 2006), do Robert Harmon, e volta no tempo para mostrar como Stone foi contratado para ser o chefe de polícia de Paradise e como resolveu seu primeiro grande caso na cidade. Retornam todos os personagens principais (incluindo quem tinha morrido no filme anterior, já que é uma prequel) e aparecem ainda o Saul Rubinek (da série Warehouse 13) como banqueiro trambiqueiro e o Stephen Baldwin (de Shelter Island) como sociopata desprezível. #

quarta-feira, 04 de agosto de 2010

[ 17:21 ]

Em 2006 eu assisti Stone Cold, adaptação televisiva do livro homônimo do Robert B. Parker, e gostei do protagonista, o chefe de polícia Jesse Stone, interpretado pelo Tom Selleck. Agora descobri que já fizeram vários outros filmes na série e resolvi assistir todos em dvd. Comecei revendo Stone Cold (EUA, 2005), do Robert Harmon, e repito o que escrevi aqui em 2006. "Numa cidadezinha de Massachusetts, o chefe de polícia, que veio de Los Angeles deixando uma ex-esposa e um rastro de alcoolismo, tenta desvendar uma série de assassinatos aparentemente desconexos. O mais interessante da história é o protagonista, um sujeito lacônico e amargo que consegue ser também espirituoso e eficiente. O diretor Robert Harmon é o mesmo que fez há vinte anos o bom The Hitcher. No Brasil, Stone Cold ganhou o título Crimes no Paraíso (uma alusão ao nome da cidade, Paradise), que é uma escolha particularmente infeliz porque o Robert B. Parker tem outro livro na mesma série chamado Death In Paradise." #

terça-feira, 03 de agosto de 2010

[ 23:42 ]

Cheguei agora do Wolf Trap, onde fui ver o Willie Nelson. Ele cantou todas aquelas canções famosas e também algumas que eu não conhecia, sempre acompanhado por uma ótima banda (destaque para a sua irmã Bobbie Nelson no piano e para o Mickey Raphael na harmonica). Um show muito bacana. #

segunda-feira, 02 de agosto de 2010

[ 14:26 ]

Aqui em Washington, depois do junho mais quente da história (June 2010 sets warmth record in Washington D.C.), julho de 2010 empatou com julho de 1993 como o julho mais quente na história (July warmth record tied at Washington, D.C.), com temperatura média de 83.1°F (28.4°C). #

[ 10:42 ]

Assisti em dvr Crossroads (EUA, 1942), do Jack Conway. Drama razoável sobre um diplomata acusado de ter sido um criminoso antes do acidente que o deixou amnésico. A história é boa, mas a melhor coisa do filme é ver o embate entre o William Powell (famoso nos anos trinta e quarenta por interpretar o detetive Nick Charles) e o Basil Rathbone (famoso nos anos trinta e quarenta por interpretar o detetive Sherlock Holmes). Completa o elenco a beldade Hedy Lamarr no início da sua carreira nos EUA (e bem antes do famoso papel de sedutora cruel em Samson and Delilah). #

[ 10:11 ]

Ontem começou uma série nova no canal AMC, Rubicon. Mais uma trama sobre mistérios e conspirações, com o James Badge Dale (de The Departed) no papel principal. Os dois primeiros episódios, apresentados juntos, foram interessantes. #

domingo, 01 de agosto de 2010

[ 12:50 ]

Assisti em dvr Bride of the Wind (GB-Alemanha-Áustria, 2001), do Bruce Beresford. É a biografia da Alma Mahler-Werfel, que foi esposa do compositor Gustav Mahler, do arquiteto Walter Gropius e do escritor Franz Werfel, nesta ordem, além de ter mantido um romance tempestuoso com o pintor Oskar Kokoschka. Um currículo amoroso impressionante, mas bem representativo da atividade cultural em Viena no início do século XX, por onde circulavam também Klimt, Schiele, Zweig, Mencken, Schnitzler, Freud, Wittgenstein, entre outros. O filme é bacana, pena que pare com o encontro da Alma com o Werfel, não contando a mudança do casal para a França e depois para os EUA escapando dos nazistas. Sarah Wynter encarna Alma, Jonathan Pryce interpreta Mahler (e é curioso como os dois são parecidos), Vincent Perez aparece coomo Kokoschka. #