quinta-feira, 30 de setembro de 2010

[ 21:20 ]

Balanço de setembro: assisti 30 filmes e uns 72 episódios de séries de tv (incluindo a primeira temporada de How I Met Your Mother e vários episódios-piloto de novas séries), ouvi 36 palestras (das séries Biological Anthropology e Consciousness and Its Implications), terminei de ler um livro (The Complete Ice Age), e joguei rapidamente três jogos no Playstation 3 sem gostar de nenhum (Leisure Suit Larry: Box Office Bust, Overlord II e Demon's Souls). #

[ 10:47 ]

Como o canal CW estava exibindo How I Met Your Mother de forma completamente bagunçada (a primeira temporada às seis da tarde, a terceira temporada às seis e meia, e saltando episódios) resolvi assistir a série em dvd. Ontem terminei de ver a primeira temporada, que foi bacaninha. A idéia central de que todos temos o/a parceiro/a romântico/a ideal esperando por nós em algum lugar do universo e que só é possível ser feliz formando casais é evidentemente uma premissa um bocado simplista e conservadora (como em grande parte das sitcoms), mas os roteiros são bem divertidos tanto nas situações como nos diálogos (e é isso que falta na maior parte das sitcoms). Barney (fantasticamente interpretado pelo Neil Patrick Harris), solteiro convicto com mente ágil e comportamento pragmático, é o melhor personagem e a alma do show. Ted Mosby (Josh Radnor), o verdadeiro protagonista, é um tanto enjoadinho em sua busca pela parceira ideal e em sua tendência exagerada em encontrar problemas onde eles não existem. Robin (a bonitinha Cobie Smulders e seu sorriso encantador) é o interesse romântico da trama, mas tratada com desvios de roteiro bem interessantes (ao menos nesta primeira temporada, apesar dos momentos de óbvia sintonia, o casal central parace destinado a não ser um casal). Lily (Alyson Hannigan, minha geek preferida desde Buffy the Vampire Slayer) e Marshall (Jason Segel, de I Love You, Man) completam a turma de amigos funcionando como casal adorável e exemplo do tipo de relacionamento que o protagonista gostaria de ter. Em breve embarcarei na segunda temporada. #

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

[ 17:46 ]

Terminei de ler The Complete Ice Age. Muito bacana, bem ilustrado, e interessante mesmo quando tratando de temas áridos como deslocamento de geleiras ou análise de sedimentos. Minha parte preferida é o capítulo sobre a história dos hominídeos da época. #

[ 16:45 ]

Ontem começou mais uma nova série, No Ordinary Family, sobre uma família que adquire superpoderes depois de um acidente de avião que os faz mergulhar num rio misterioso da Amazônia. Achei o primeiro episódio fraco, com obviedades demais. O pai (Michael Chiklis, de The Shield), que se sente inferiorizado pela esposa com uma carreira profissional de sucesso, se transforma no que parece uma nova versão do Super-Homem ("mais rápido que uma bala, mais forte que uma locomotiva, capaz de saltar sobre os prédios mais altos com um simples pulo"). A mãe (Julie Benz, de Dexter), sem tempo para a família por causa do seu trabalho, ganha super velocidade. A filha (Kay Panabaker, de Summerland), adolescente com problemas de relacionamento, descobre que pode ouvir os pensamentos de outras pessoas. O filho (Jimmy Bennett, de Evan Almighty), adolescente com deficiências escolares, recebe o dom da genialidade. Santa falta de imaginação, Batman! #

terça-feira, 28 de setembro de 2010

[ 11:18 ]

Assisti em dvr Chéri (GB-França-Alemanha, 2009), do Stephen Frears. Drama romântico da belle epoque, baseado numa história da Colette. Uma cortesã em fim de carreira (Michelle Pfeiffer, sempre encantadora) e um rapazinho apático (Rupert Friend, irritante como o papel requer) envolvidos num relacionamento que consome os dois. O mais interessante não é o romance em si mas a moralidade liberal do mundo em que os personagens circulam e a inversão dos papéis tradicionalmente masculinos e femininos. #

[ 11:07 ]

Terminei a série de palestras do professor Daniel N. Robinson, Consciousness and Its Implications. Não gostei muito. A maior parte dos temas era simples repetição das suas outras palestras, e com um viés anti-materialista sem qualquer aopio além de frágeis jogos semânticos. #

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

[ 17:31 ]

Sessão dupla em dvd com Oliver Cromwell, dando continuidade ao meu ciclo de história inglesa. A Elizabeth I morreu sem deixar herdeiros e foi sucedida no trono pelo James I, filho da Mary, Queen of Scots. Apesar de ter sido aparentemente um período importante, marcando o fim da dinastia Tudor e o início da dinastia Stuart, não encontrei filmes sobre essa época. Já Charles I, filho e sucessor do James I, aparece em alguns filmes graças à guerra civil que ocorreu durante seu reinado. Cromwell (GB, 1970), do Ken Hughes, como sugere o título, é uma biografia do Oliver Cromwell, do início da guerra civil até sua elevação a chefe de estado com o título de Lord Protector of the Commonwealth of England, Scotland and Ireland. O filme é bacana mas, na minha modesta opinião, demasiadamente benevolente com a imagem do Cromwell, retratado quase como um herói incompreendido. O primeiro problema é terem colocado o Cromwell como líder do movimento rebelde desde o início, tanto no lado parlamentar quanto no lado militar. Na verdade, ele não fazia parte do grupo de parlamentares que o rei mandou prender e ele não liderava as tropas que se insurgiram (Thomas Fairfax era o general, Cromwell seu segundo em comando). O segundo problema é terem omitido passagens importantíssimas que mostram um lado menos agradável do protagonista. A campanha militar do Cromwell na Irlanda e a subsequente perseguição aos católicos irlandeses, por exemplo, nem é mencionada no filme. E como a história só vai até o momento em que Cromwell fecha o parlamento e passa a governar como ditador, fica de fora também sua cruzada pela moral e pelos bons costumes apoiada nas suas convicções puritanas (aliás, o papel da religião em todas estas disputas, apesar de mencionado, me pareceu um bocado minimizado no roteiro). Richard Harris encarna Oliver Cromwell com competência mas para mim quem rouba o espetáculo é o Alec Guinness com sua interpretação melancólica do rei Charles I. Num papel menor, como sobrinho do rei, aparece também o futuro 007 Timothy Dalton. To Kill a King (GB-Alemanha, 2003), do Mike Barker, retrata aproximadamente a mesma época e me parece um retrato um pouco mais fiel aos acontecimentos históricos e também uma narrativa mais interessante. O foco aqui é no relacionamento entre Cromwell e Fairfax, em como seus talentos se complementavam bem no início da rebelião, e em como seus métodos e suas visões políticas foram se afastando cada vez mais até a inevitável ruptura. Tim Roth (de Lie to Me) está excelente como Oliver Cromwell, uma figura sinistra, manipuladora, cruel e inescrupulosa. Dougray Scott (de Desperate Housewives) é Sir Thomas Fairfax, Olivia Williams (de Dollhouse) é sua esposa Lady Anne Fairfax, e Rupert Everett (de My Best Friend's Wedding) é o rei Charles I. #

domingo, 26 de setembro de 2010

[ 12:12 ]

Assisti em blu-ray Pirate Radio / The Boat That Rocked (GB-USA-Alemanha-França, 2009), do Richard Curtis. Boa premissa (a história de uma estação de rádio nos anos sessenta tocando rock'n'roll desde um navio ancorado no Mar do Norte e desafiando burocratas britânicos que consideravam este tipo de música uma obcenidade) e bom elenco (Philip Seymour Hoffman, Bill Nighy, Rhys Ifans, Nick Frost), mas um roteiro muito tolinho que desperdiça oportunidade atrás de oportunidade e mergulha numa comédia episódica e descartável. O Richard Curtis é um enigma, capaz de escrever roteiros tão bons como Four Weddings and a Funeral e Love Actually (este último também dirigido por ele) mas também capaz de escrever bobagens como Bridget Jones's Diary e The Boat That Rocked. #

sábado, 25 de setembro de 2010

[ 17:10 ]

Som do dia: Isao Tomita. Depois de ter descoberto Rick Wakeman no início da minha adolescência, meu gosto musical abraçou também bandas famosas como Emerson, Lake & Palmer (ELP) e Electric Light Orchestra (ELO), e menos famosas como Triumvirat e Premiata Forneria Marconi (PFM). E a apreciação pelos sintetizadores acabou me levando até a Wendy Carlos (na época ainda Walter Carlos) e ao Isao Tomita. A primeira com versões de clássicos populares como Bach e Beethoven, o segundo retrabalhando compositores eruditos que eu não conhecia ou conhecia pouco, como Holst e Debussy. Agora encontrei umas gravações dos anos setenta e estou ouvindo novamente os álbuns Snowflakes are Dancing (1974), Pictures at an Exhibition (1975), Firebird Suite (1975), The Planets (1976), Sound Creature (1977), e Kosmos (1978). #

[ 11:28 ]

Séries novas de ontem. Blue Bloods é um drama policial sobre uma família onde o avô (Len Cariou) é policial aposentado, o pai (Tom Selleck) é o chefe de polícia, os filhos (Donnie Wahlberg e Will Estes) são policiais, e a filha (Bridget Moynahan) é advogada. Bom roteiro, boas interpretações, e um caso interessante no primeiro episódio. Só me incomodou um pouco a discussão que parece aprovar uso de tortura ou força excessiva em "casos especiais" (toda a família aprova esses métodos menos a advogada, mas mesmo ela afirma mais tarde que teria feito o mesmo). Outlaw começou na quarta-feira passada e nesta semana mudou para o que deve ser sua noite habitual, sexta-feira. A promessa parecia ser apresentar um juiz conservador transformado em advogado liberal lutando pelos direitos dos fracos e oprimidos. Mas este segundo episódio foi uma surpresa estranha, com o protagonista defendendo o policial do Arizona acusado de usar força desnecessária contra um cidadão hispânico. A idéia apresentada é que a lei pode ser injusta mas não podemos culpar por isso os policiais que a aplicam. O que é obviamente um argumento fraquíssimo. O policial em questão tinhas várias opções que ele resolveu não seguir: (a) recusar-se abertamente a aplicar uma lei xenófaba e racista, (b) manter o seu emprego mas não botar muito esforço em parar indivíduos de aparência hispânica para pedir identificação, (c) pedir identificação mas não usar seu cassetete se o indivíduo se recusar e virar as costas, (d) usar o cassetete somente em casos extremos mas não recorrer ao uso da pistola contra um cidadão desarmado. Ter evitado todas estas opções para depois dizer "eu estava somente seguindo ordens" é indesculpável. #

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

[ 12:16 ]

Assisti em dvr The Phantom of Paris (EUA, 1931), do John S. Robertson, que coincidentemente também trata de identidades trocadas (mas sem viajar para universos paralelos). John Gilbert interpreta um escapista e ilusionista (no estilo do Harry Houdini) que é acusado injustamente de um assassinato. Ele escapa da prisão e prepara uma trama para provar sua inocência, trocando de identidade com o verdadeiro assassino e tentando obter confissões dos seus cúmplices. O maior problema da história é a improbabilidade de alguém se passar por outra pessoa e enganar a todos (incluindo polícia, empregados, amante, esposa e filho) somente com uma cirurgia plástica e um pouco de maquiagem. O filme é baseado num livro do Gaston Leroux, autor de Le Mystère de la Chambre Jaune e Le Fantôme de l'Opéra. #

[ 12:05 ]

Ontem começou a terceira temporada de Fringe. Continua a ousadia de enveredar por caminhos que complicam a trama e a narrativa ao mesmo tempo e continua a surpresa de tudo isso funcionar muito bem. Parece que esta temporada vai ser dividida entre dois universos, e é divertido localizar as diferenças mais sutis entre as realidades paralelas (por exemplo, no outro lado o presidente Kennedy ainda está vivo e aparentemente trabalhando com a ONU). Um detalhe que me chamou a atenção foi o nome do motorista de táxi (interpretado pelo Andre Royo, o Bubbles de The Wire) raptado pela Olivia em sua fuga alucinada: Henry Higgins. É o mesmo nome do protagonista da peça Pygmalion, do George Bernard Shaw, que transforma a tosca florista Eliza numa dama da alta sociedade. Será este taxista peça fundamental na (re)transformação da Olivia que pensa ser a Olivia do universo paralelo numa Olivia que reconhece sua verdadeira identidade como Olivia do nosso universo? #

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

[ 11:22 ]

Assisti em dvr How the West Was Won (EUA, 1962), dirigido pelo John Ford, pelo Henry Hathaway e pelo George Marshall. A história de várias gerações de uma mesma família se aventurando na colonização do oeste americano. Além da trinca de diretores famosos (Ford e Marshall dirigiram um episódio cada, Hathaway dirigiu os outros três episódios), o filme tem também um elenco impressionante: Karl Malden, James Stewart, Gregory Peck, Henry Fonda, Lee J. Cobb, Debbie Reynolds, Carroll Baker, John Wayne, Richard Widmark, e ainda narração do Spencer Tracy. Curiosamente, a música-tema do filme é Greensleeves, originalmente da Inglaterra renascentista mas agora cantada com uma letra sobre uma casinha na pradaria e o título Home in the Meadow. Combina com o tom um pouco ingênuo da história. #

[ 11:01 ]

Séries novas de ontem, ambas sobre advogados. The Whole Truth mostra os dois lados de um julgamento, com o detalhe que a promotora pública Maura Tierney (de ER) e o advogado de defesa Rob Morrow (de Numb3rs) foram colegas de faculdade e mantém uma mistura de amizade e rivalidade com tensão sexual não resolvida. Gostei dos personagens, não gostei muito do caso apresentado no primeiro episódio. The Defenders acompanha um escritório de advocacia de Las Vegas capitaneado pelo Jerry O'Connell (de Sliders) e pelo Jim Belushi (de According to Jim), os dois com postura entre mafioso endinheirado e vendedor de carros usados picareta. Gostei do caso apresentado, não gostei dos personagens. #

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

[ 11:09 ]

Sessão dupla com documentários sobre histórias em quadrinhos, Comic Book Confidential (EUA-Canadá, 1988), do Ron Mann, e Comic Book Superheroes Unmasked (EUA, 2003), do Steve Kroopnick. Ambos apresentam o gênero com uma história básica mas sem grandes novidades. O maior atrativo foi ver os profissionais do gênero dando seus depoimentos. #

[ 10:48 ]

Séries novas de ontem, ambas sobre policiais. Detroit 1-8-7 é mais uma série policial na linha de NYPD Blues, com Michael Imperioli (de The Sopranos) no papel principal de detetive com métodos heterodoxos e um passado misterioso. O episódio-piloto teve alguns momentos estranhos, com ângulos de câmara um pouco inesperados e até com um personagem secundário olhando e falando diretamente para a câmara. Fui pesquisar e descobri que a história originalmente tinha uma equipe de documentaristas acompanhando os policiais. Depois resolveram eliminar estes personagens mas alguns resquícios da idéia ficaram nas cenas já filmadas. Chase conta as aventuras de um grupo de agentes federais especializados em capturar criminosos fugitivos. Kelli Giddish (de Past Life) é a protagonista durona cujo pai também era um criminoso fugitivo. O primeiro episódio foi razoável, quero ver como vão manter a variedade nas tramas sempre com gente tentando escapar da polícia. #

terça-feira, 21 de setembro de 2010

[ 15:30 ]

Som do dia: Grande Symphonie Funèbre et Triomphale, Op. 15, do Hector Berlioz, a quarta e última sinfonia que ele compôs. O terceiro movimento, Apothéose, tem passagens que lembram um pouco o Philip Glass. #

[ 10:50 ]

Séries novas de ontem. The Event teve um começo promissor, com narrativa alinear e uma trama que sugere a existência de alienígenas. Só lamento que o roteiro seja fortemente baseado em manter o espectador sem saber o que está acontecendo, numa aparente tentativa de replicar a estrutura e o sucesso de Lost. O problema com este tipo de apresentação é que quanto mais tempo o mistério é mantido maior a expectativa de que a revelação seja espetacular. Blair Underwood (de L.A. Law) é o presidente dos EUA, Zeljko Ivanek (de Heroes) é a eminência parda que sabe mais segredos que o presidente, Laura Innes (de ER) é a líder dos misteriosos prisioneiros (alienígenas?). Hawaii Five-0 teve um episódio-piloto com muita ação e violência. Alex O'Loughlin (de Whiteout) é Steve McGarrett (papel que era do Jack Lord na série original dos anos setenta), um milico transformado em detetive com autoridade total e sede de vingança. Scott Caan (de Ocean's Eleven) é Danno Williams (James MacArthur no original), mais um detetive que gosta de resolver problemas com violência (a cena típica em que os dois detetives passam a se respeitar mutuamente é, sem qualquer sutileza, uma troca de sopapos entre os dois). Daniel Dae Kim (de Lost) é Chin Ho Kelly (Kam Fong no original), o detetive local que usa golpes de cinzeiro no rosto de suspeitos que estão sendo interrogados. Grace Park (de Battlestar Galactica) é Kono Kalakaua (papel masculino na série original, do Gilbert Lani Kauhi), uma detetive novata que nocauteia surfistas que ousam botar a prancha na frente da sua. Tudo gente boa agindo em nome da lei e espancando quem atravessa em seu caminho. #

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

[ 11:06 ]

Assisti em dvr Old Gringo (EUA, 1989), que eu não via desde a época da estréia. Jimmy Smits, com um bigode imenso, é um revolucionário mexicano com personalidade dividida (e uma espécie de metáfora da revolução). Jane Fonda, ainda bonitona depois dos cinqüenta anos, é uma solteirona estadunidense que resolve se aventurar do outro lado da fronteira e encontra o que não esperava. Gregory Peck, num de seus últimos filmes, é o septuagenário escritor Ambrose Bierce buscando concluir sua vida de forma mais interessante que simplesmente sentar "no trono de um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar". A premissa é bacana, já que o verdadeiro Bierce desapareceu durante uma viagem ao México na qual acompanhou Pancho Villa como jornalista, e não se sabe o que aconteceu com ele. O filme, baseado num livro do Carlos Fuentes, oferece uma versão obviamente fictícia mas ainda assim verossímil para esse período perdido do escritor. #

[ 10:36 ]

No iPod, mais uma série de palestras do professor Daniel N. Robinson, Consciousness and Its Implications, que começa discursando sobre zombies cinematográficos. #

domingo, 19 de setembro de 2010

[ 20:35 ]

Assisti em blu-ray The X Files: I Want to Believe (EUA-Canadá, 2008), do Chris Carter. Uma parte da trama é bacana, com o Fox Mulder (David Duchovny) e a Dana Scully (Gillian Anderson) tentando desvendar um caso que envolve raptos misteriosos e um cientista louco russo. A outra parte da trama, com um ex-padre (Billy Connolly) que tem visões relacionadas com os crimes, é uma grande bobagem e só serve para fazer a investigação avançar, já que os agentes do FBI não são capazes de encontrar qualquer pista. Muito fraquinho. #

sábado, 18 de setembro de 2010

[ 13:26 ]

Cheguei ao final da série de 24 palestras da Barbara J. King, Biological Anthropology, An Evolutionary Perspective. Muito interessante e bem abrangente, passando por teoria da evolução, comportamento de primatas, história dos primeiros hominídeos, origens da linguagem, entre vários outros temas. #

[ 13:21 ]

Assisti em dvd dois documentários (da série Great Adventurers) sobre figuras interessantíssimas da época elizabetana: Sir Walter Raleigh e Sir Francis Drake. Os biografados tinham histórias bacanas mas infelizmente os documentários eram fraquinhos (repletos de boa informação mas com narrativa muuuuuito monótona). #

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

[ 12:25 ]

Uma época boa para séries de televisão, com algumas temporadas de verão terminando e vários novos títulos se juntando aos que retornam para a temporada de outono. Rizzoli & Isles e Rookie Blue foram boas estréias policiais, chegaram ao fim da primeira temporada, e garantiram o retorno para uma segunda temporada no próximo ano. The Gates, que começou fraquinha mas depois melhorou, termina a temporada no domingo com episódio duplo. Lie to Me continua boa, fechou a segunda temporada esta semana e retorna em novembro com a terceira temporada. No canal Syfy, Warehouse 13 vai terminar uma segunda temporada melhor que a primeira mas a nova série Haven ainda não convenceu muito. E a partir desta segunda-feira começam vários títulos novos e promissores: The Event, Hawaii Five-O, Detroit 1-8-7, Chase, The Whole Truth e The Defenders. Também já começou Outlaw, com o Jimmy Smits, série sobre advogados e juízes, que parece interessante. Ah, e voltam House na segunda-feira e Fringe na quinta-feira. Como se tudo isto não bastasse, o canal CW começou a exibir a sitcom How I Met Your Mother desde o início e eu resolvi acompanhar. #

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

[ 11:52 ]

Jogo da vez: Overlord II, no Playstation 3. Basicamente o mesmo jogo da versão original mas com melhores gráficos e um pouco mais de variedade nas situações. A história começa na infância de um novo Overlord, e o menino capeta tem que provar seu valor para ser aceito como novo líder dos monstrinhos diabólicos. Joguei por um par de horas e me diverti com o humor negro, mas não é bem o tipo de jogo que eu gosto. #

[ 11:40 ]

Assisti em blu-ray From Paris with Love (França, 2010), dirigido pelo Pierre Morel e com roteiro do Luc Besson. John Travolta como agente secreto dos EUA, Jonathan Rhys Meyers como funcionário da embaixada dos EUA querendo se tornar agente secreto, os dois trabalhando juntos para desvendar uma trama de terroristas. Um thriller movimentado e cheio de mentiras (especialmente todas as cenas de tiroteio em que os protagonistas nunca são baleados), vale pela atuação divertida do Travolta, de cabeça raspada e cavanhaque, como um James Bond do século XXI (e não passa despercebida a alusão no título: From Paris with Love lembra imediatamente From Russia with Love). #

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

[ 10:23 ]

Sessão dupla em dvr com o Clint Eastwood. Primeiro, Hang 'Em High (EUA, 1968), do Ted Post. Clássica história de vingança no velho oeste, com Eastwood caçando os homens que tentaram enforcá-lo injustamente. A direção tem algumas manias herdadas da televisão (o diretor Ted Post vinha da série Rawhide, também estrelada pelo Eastwood), como deselegantes movimentos de zoom, mas o roteiro é bom o suficiente o Clint Eastwood carrega o filme como Marshal Jed Cooper. Depois, Escape from Alcatraz (EUA, 1979), do Don Siegel, que eu assisti quando era adolescente. Direto, lacônico e eficiente, o filme ainda mantém o frescor original e é um dos melhores já feitos sobre fugas de prisão (meu outro preferido é Papillon). #

terça-feira, 14 de setembro de 2010

[ 11:32 ]

Jogo da vez: Leisure Suit Larry: Box Office Bust. Oitavo título da série, está muito longe da graça original de Leisure Suit Larry in the Land of the Lounge Lizards e Leisure Suit Larry Goes Looking for Love (in Several Wrong Places) (os dois primeiros, que eu joguei no final dos anos oitenta). O estilo do jogo é completamente diferente (sim, eu sei que a tecnologia evoluiu muito e que não precisamos mais digitar coisas como "open window" ou "use condom", mas não precisavam ter transformado a aventura num exercício monótono de "pula-aqui-pega-objeto-pula-ali-pega-objeto") e o protagonista nem é mais o mesmo (o anti-herói é o Larry Lovage, sobrinho do Larry Laffer original que agora é um magnata do cinema pornô). Muito fraquinho, joguei meia hora e abandonei. #

[ 11:11 ]

Assisti em dvd o documentário em duas partes Elizabeth (GB, 2000), do History Channel, com o historiador David Starkey. Gostei muito e confirmei que muitas das coisas apresentadas em filmes como Elizabeth: The Golden Age ou Mary of Scotland não correspondem aos fatos históricos com base em evidências. A narrativa do documentário é sempre interessante, apoiada em algumas reencenações e com depoimentos de vários historiadores. Recomendo. #

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

[ 11:20 ]

Mais Peter O'Toole em dvr, agora como coadjuvante. Primeiro, The Day They Robbed the Bank of England (GB, 1960), do John Guillermin. Um grupo de rebeldes irlandeses da virada do século XIX planeja e executa um assalto ao inexpugnável Banco da Inglaterra. Aldo Ray lidera os ladrões, Peter O'Toole é o capitão do exército destacado para proteger o banco. Bacaninha mas um pouco lento. Depois, The Last Emperor (China-Itália-GB-França, 1987), do Bernardo Bertolucci, que eu não via há muitos anos. É a história do Pu Yi, interpretado pelo John Lone, último imperador da China, que nunca chegou a realmente comandar o país (na primeira vez que subiu ao trono ele era uma criança, na segunda smente um símbolo para um golpe de estado que durou poucos dias). Peter O'Toole interpreta Reginald Johnston, tutor inglês do imperador chinês, e suas cenas estão entre as melhores do filme. O filme revela uma série de comportamentos absurdos, da total subserviência e adoração a um monarca que nada mais é que uma criança mimada ao dogmatismo cruel e robotizado dos revolucionários maoistas. Direção de arte impecável (do trio Scarfiotti, Cesari e Desideri), cinematografia extraordinária (do Vittorio Storaro), trilha sonora bacana (do trio Ryûichi Sakamoto, David Byrne e Cong Su), todos eles levando Oscars (The Last Emperor recebeu nove Oscars, incluindo melhor filme e melhor diretor). #

domingo, 12 de setembro de 2010

[ 17:34 ]

Sessão dupla em dvr com o Peter O'Toole. Becket (EUA-GB, 1964), do Peter Glenville, é a história do Thomas Becket, arcebispo de Canterbury na época do rei Henry II. Eu estava esperando que o filme fosse baseado em fatos históricos, mas logo no início percebi que não era o caso. A trama começa apresentando o Henry II (Peter O'Toole) como invasor normando (que ele era, por descendência) e o Becket (Richard Burton) como saxão subjugado (que ele não era, Becket também era normando), uma questão que modela as personalidades e o relacionamento destes personagens de forma que não corresponde à realidade. Assisti um bocado do filme, achando tudo um pouco aborrecido, mas acabei desistindo quando o Becket magicamente se transforma em beberrão covarde com alguma consciência política em religioso fervoroso e defensor de regalias absurdas para o clero. Fui então ver Lord Jim (EUA-GB, 1965), do Richard Brooks, que é muito melhor. Eu li o livro do Joseph Conrad (numa tradução do Mário Quintana) quando eu tinha uns doze anos de idade e me pareceu uma história de sentimento de culpa e redenção: assim como Jean Valjean ou Peter Parker, Jim resolve se tornar um benfeitor da humanidade para compensar pelos seus erros do passado. Muito tempo depois, quando descobri tardiamente Heart of Darkness e quis reler, agora em inglês, Lord Jim (os dois livros têm o mesmo narrador, Marlow), descobri outros níveis de leitura que me tinham escapado. Um deles é que Jim vai muito além de um simples um processo de compensação e incorpora uma vertente suicida em seu comportamento. Ele não quer se redimir pela sua falta, o que ele quer é se tornar um mártir, vontade já sutilmente sugerida em seus sonhos de heroismo juvenil e depois cultivada com ardor quando a oportunidade aparece. Outro detalhe interessante da narrativa é a psicologia puramente colonialista do "branco civilizado" que vai atuar como líder de "selvagens pardos" e mostrar a eles a superioridade moral do império inglês. Tudo isto voltou à mente quando assisti o filme, que captura eficientemente todas essas nuances. #

sábado, 11 de setembro de 2010

[ 11:28 ]

Assisti em dvd Mary, Queen of Scots (GB, 1971), do Charles Jarrott, a história da Mary Stewart contada de acordo com os fatos históricos. Ao contrário daquela versão com a Katharine Hepburn em que transformaram a rainha destronada em heroína injustiçada, aqui vemos a monarca gananciosa (sempre cobiçando o trono da Inglaterra, mesmo quando já tinha o da Escócia) envolvida em tramas de assassinato (do segundo marido, Lord Darnley, e da rainha da Inglaterra, Elizabeth I) e tomando decisões estúpidas (casando-se com o principal suspeito do assassinato do seu marido e antagonizando seus possíveis aliados ingleses, para citar só dois entre vários exemplos). A Vanessa Redgrave está ótima no papel principal e foi indicada para um Oscar (quem ganhou a estatueta naquele ano foi a Jane Fonda, por Klute). Aparecem também a Glenda Jackson (de Sunday Bloody Sunday) como Elizabeth I, o Ian Holm (de Alien) como o maquiavélico secretário italiano da Mary Stewart, David Rizzio (papel que tinha sido interpretado pelo John Carradine na versão anterior), e o Timothy Dalton (o quinto James Bond) como Lord Darnley. #

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

[ 10:41 ]

Ontem começou uma nova série no canal CW, Nikita. É a quarta versão desta história. Primeiro veio o filme do Luc Besson, Nikita (França, 1990), com a Anne Parillaud como uma drogada que mata um policial e é recrutada por uma organização secreta para se tornar assassina profissional. Depois tivemos a versão estadunidense do filme, Point of No Return (EUA, 1993), do John Badham, com a Bridget Fonda no papel principal e algumas pequenas modificações na história (o namorado da Kikita mudou de profissão, de balconista para fotógrafo). Aí surgiu a série de televisão, La Femme Nikita (Canadá, 1997), com a Peta Wilson como protagonista, e mudaram um bocado a história. Nikita deixou de ser a drogada assassina do filme original para ser uma mocinha inocente acusada injustamente. Eu assisti alguns episódios esparsos e achei a premissa bobinha, além de ter antipatizado profundamente com o Roy Dupuis, ator que interpreta seu chefe (um papel que tinha sido bem desempenhado pelo Tchéky Karyo e pelo Gabriel Byrne nos filmes). Nesta nova série, a atriz principal é a Maggie Q, e sua Nikita já escapou das garras da Division, a tal organização secreta, e agora tem um plano para acabar com suas atividades. Achei este primeiro episódio muito fraco e com uma falha fundamental: a Division é supostamente altamente secreta e imensamente poderosa, mas a Nikita consegue seduzir agentes, infiltrar aliados e hackear computadores com aparente facilidade, o que torna o inimigo pouco ameaçador e a sua missão um pouco banal. A trama toda parece só uma desculpa para mostrar mulheres vestindo biquinis e carregando armas. #

quinta-feira, 09 de setembro de 2010

[ 14:20 ]

Assisti em dvd The Guilty (EUA-GB-Canadá, 2000), do Anthony Waller. Thriller interessante mas com excesso de coincidências. Bill Pullman (de Independence Day) é um advogado inescrupuloso que quer ser juiz, Gabrielle Anwar (de Scent of a Woman) é a nova secretária na sua empresa, Devon Sawa (de Final Destination) é o filho bastardo que ele não conhece. Razoável. #

quarta-feira, 08 de setembro de 2010

[ 10:32 ]

Assisti em dvr Black Point (Canadá, 2001), do David Mackay. Thriller fraquinho estrelado pelo David Caruso (da série CSI: Miami). Seguindo o velho clichê de que protagonistas interessantes necessitam ter um segredo em seu passado e uma fraqueza que eles precisam superar, o roteiro faz deste personagem um alcoólatra que teve sua filha seqüestrada há vários anos. O problema é que nenhuma destas coisas é relevante para a trama, o seqüestro não tem qualquer relação com a história contada e as bebedeiras servem somente de desculpa inicial para apresentar o personagem como problemático. Além disto, o herói é mestre em decisões ruins. Logo no início, ele encontra uma nova residente na sua cidadezinha e vê que ela é casada com um sujeito ciumento e truculento que está envolvido em atividades suspeitas e sempre rodeado de amigos igualmente mal encarados. O que ele faz? Envolve-se num romance adúltero com a moça (Susan Haskell, da soap opera One Life to Live). Mais tarde, ele consegue ultrapassar com grande vantagem esta decisão estúpida, mas não vou contar o que acontece para não estragar a surpresa de quem se arriscar a ver o filme. #

terça-feira, 07 de setembro de 2010

[ 11:11 ]

Achei um filme sobre a Jane Grey, que foi rainha da Inglaterra por nove dias, herdando por decreto o trono do seu primo Edward VI e sendo destituída a força pela Mary I, irmã mais velha do Edward VI. Além dos debates legais sobre quem seria a legítima sucessora, havia evidentemente a questão religiosa. Jane, assim como Edward, era protestante. Mary era católica fervorosa e depois de tomar o poder mandou queimar centenas de protestantes na fogueira, o que lhe valeu o apelido de Bloody Mary. Lady Jane (GB, 1986), do Trevor Nunn, conta a trama do John Dudley (John Wood), regente nos últimos anos do Edward VI (Warren Saire), para coroar a Jane Grey (Helena Bonham Carter bem novinha, um ano depois de A Room with a View) e casá-la com seu filho Guilford Dudley (Cary Elwes bem novinho, um ano antes de The Princess Bride). Claro que o resultado disto tudo incluiu várias cabeças rolando pelo chão. O filme idealiza um bocado a protagonista adolescente, colocando-a no meio de um romance que não deve ter acontecido (aparentemente ela não se dava bem com o marido que lhe foi imposto) e mostrando-a interessada no bem estar da população pobre do reino (não existem evidências das reformas que ela supostamente queria implantar). #

segunda-feira, 06 de setembro de 2010

[ 10:51 ]

Durante o weekend eu estava tentando lembrar dos desenhos animados preferidos da minha infância. Aí hoje vejo está lista ilustrada, que inclui quase todos eles: 600 Hanna-Barbera Characters. Para referência, anoto aqui os meus favoritos, em duas fases, com os nomes brasileiros. Quando eu era bem novinho: Jambo e Ruivão, Dom Pixote, Pepe Legal, Manda-Chuva, Wally Gator, Tartaruga Touché, Maguila o Gorila, Peter Potamus. Quando eu era um pouco mais crescidinho: Jonny Quest, Os Impossíveis, Space Ghost, Os Herculóides, Shazzan, Cavaleiros da Arábia, Corrida Maluca. #

domingo, 05 de setembro de 2010

[ 15:23 ]

Assisti em dvd a mini-série da HBO Elizabeth I (EUA-GB, 2005). Ótima produção e excelentes interpretações. Helen Mirren é facilmente a melhor Elizabeth I das telas, tendo levado um Emmy e um Golden Globe por este papel. Jeremy Irons também levou as duas estatuetas de melhor coadjuvante pela sua participação como Robert Dudley, Earl of Leicester. Hugh Dancy aparece como Robert Devereux, Earl of Essex. A história é contada em duas partes, a primeira em torno do relacionamento entre Elizabeth e Leicester (seu amigo de infância e possivelmente seu grande amor, interpretado pelo Joseph Fiennes em Elizabeth), a segunda em torno do relacionamento entre Elizabeth e Essex (um dos seus favoritos, rapazinho mimado e general rebelde, interpretado pelo Errol Flynn em The Private Lives of Elizabeth and Essex. Nos dois casos, a versão oferecida é que a rainha teria mantido romances sem sexo mas com muita devoção. Eu nunca li referências históricas sobre um romance da Elizabeth com o Essex, e acho um pouco difícil encaixar a idéia no cenário de conflito e traição com o Essex constantemente desafiando a autoridade da rainha até uma tentativa frustrada de rebelião. Mas no cinema e na televisão, a rainha que governou a Inglaterra por quarenta anos, durante períodos de guerra e de prosperidade, parece destinada a ser apresentada sempre pelo seu lado passional com parceiros reais ou imaginados: Leicester, Essex, Raleigh... #

sexta-feira, 03 de setembro de 2010

[ 11:32 ]

Assisti em dvr Cool Hand Luke (EUA, 1967), do Stuart Rosenberg, que eu tinha visto há muitos anos. Paul Newman interpreta o inconformista Luke Jackson, que vai parar num campo de trabalhos forçados no sul dos EUA e tem inúmeras oportunidades para exercitar seus pequenos desafios contra regras e contra autoridades, invariavelmente com resultados infelizes. Para mim, apesar do realismo da trama, o filme funciona bem num nível simbólico, com Luke representando o desejo de liberdade de amarras sociais desnecessárias. Tomado como drama literal, porém, é só a história de um sujeito não muito esperto e desprovido de instinto de auto-preservação. #

[ 11:22 ]

Agora que a minha pilha de revistas a ler ficou reduzida a uma quantidade menos assustadora, volto aos livros. Aos poucos, estou reiniciando as leituras sobre pré-história (The Complete Ice Age) e os contos do Lovecraft (The Road to Madness e Dreams of Terror and Death). #

quinta-feira, 02 de setembro de 2010

[ 10:31 ]

Assisti em dvd The Virgin Queen (EUA, 1955), do Henry Koster. Bette Davis repete o papel de rainha Elizabeth I, agora um pouco mais velha e enamorada pelo Walter Raleigh, interpretado pelo Richard Todd. A trama gira em torno do romance dos dois, um romance do qual não existem evidências históricas, e termina com um final feliz para o Raleigh e sua esposa Beth Throckmorton, interpretada pela Joan Collins. Mais tarde, claro, ele seria executado por traição (contra o rei James, sucessor da Elizabeth) e eu li em algum lugar que sua cabeça embalsamada teria sido guardada como recordação pela viúva (uma história bem mais interessante que o suposto romancezinho com a rainha, daria um ótimo filme do Tim Burton com Helena Bonham Carter como Beth Throckmorton e a cabeça do Johnny Depp como restos mortais do Walter Raleigh). The Virgin Queen celebra um herói arrogante, teimoso e mal humorado, sempre insistindo em decisões pouco inteligentes e se queixando do resultado. Walter Raleigh merecia uma cinebiografia melhorzinha. #

[ 10:20 ]

Nova série de palestras no iPod: Biological Anthropology, An Evolutionary Perspective, com a professora Barbara J. King. #

quarta-feira, 01 de setembro de 2010

[ 10:44 ]

Assisti em dvr The Skeptic (EUA, 2009), do Tennyson Bardwell. Um sujeito que não acredita em fenômenos paranormais é confrontado com a possibilidade de estar vivendo numa casa mal assombrada. Ponto positivo: fica aberta a possibilidade de haver uma explicação não sobrenatural para a história, ficando a decisão para o espectador. Ponto negativo: o protagonista cético é retratado como uma pessoa desagradável e avessa a explicações da realidade que não se encaixam com seus próprios dogmas. Quando vão fazer um filme em que o ceticismo é visto como uma atitude saudável e como a recusa de aceitar explicações que não são baseadas em evidências? No elenco, Tim Daly (da série Private Practice), Tom Arnold (da série Roseanne) e Zoe Saldana (de Avatar). #

[ 10:14 ]

Agora é oficial, este é o verão mais quente na história da cidade: Summer 2010 hottest on record in Washington. #