quinta-feira, 31 de julho de 2003

[ 20:36 ]

Da série Aniversariantes Famosos: hoje a escritora J.K. Rowling faz 38 anos e o ator Wesley Snipes faz 41 anos. #

[ 19:39 ]

Frase do dia: "I'm not kind, I'm vicious. It's the secret of my charm." (Waldo Lydecker, personagem do filme Laura, do Otto Preminger) #

[ 18:06 ]

Mais capa-e-espada das antigas na televisão: At Sword's Point (EUA, 1952), do Lewis Allen. Anos depois das aventuras dos três mosqueteiros (que eram quatro), seus filhos se reúnem para ajudar a velha rainha e seus filhos contra o duque de Lavalle, que quer para ele o trono da França. O canastrão Cornel Wilde é o filho do d'Artagnan, que, assim como os filhos do Aramis e do Porthos, tem o mesmo nome do pai para facilitar as coisas. O twist é que o Athos, em vez de um filho tem uma filha, interpretada pela bonitona Maureen O'Hara, que é a melhor espadachim do novo grupo de mosqueteiros. A história é fraquinha e o tom displicente com que os heróis matam adversários ou escapam por pouco da morte não ajuda muito. Vale somente pela Maureen O'Hara brandindo a espada. Quando um soldado diz "I will not fight with a lady!", ela responde "I am no lady when I fight!" #

quarta-feira, 30 de julho de 2003

[ 17:06 ]

A administração Bush quer fazer dos EUA um novo império romano (Hail Bush: A new Roman empire), um novo estado stalinista (Welcome to the Soviet Style Republican Congress) ou uma nova religião (America is a religion)? #

[ 15:05 ]

Para compensar os clientes sem noção que gostam de fazer modificação atrás de modificação num layout até ele ficar irreconhecível, felizmente temos também alguns poucos clientes que não só aprovam todo o trabalho com um sorriso mas ainda enviam mensagens de agradecimento, hábito tipicamente estadunidense. Um mandou um cartão dizendo: "Thank you so much for your help on the logos. The futuristic one was a big hit at the convention and the one on the license plate looks great! Thanks again." Outro mandou uma carta dizendo: "I wanted to send you over a quick note to tell you how much I have valued working with you. To start a business with little direction regarding my brand identity was a challenge. But you made the job of creating everything easy. The logo, letterhead, envelopes and business cards turned out better than I would have imagined. The web site is looking great and starting to get some consistent hits. Everyone who has seen it has liked it so much that I'm always asked where I had it designed. I'm looking forward to working with you on future projects to continue building my brand." Ah, se todos os clientes fossem assim... #

[ 14:52 ]

No início da década de noventa, depois de quase uma dúzia de anos produzindo e dirigindo comerciais para televisão, descobri que não estava mais me entusiasmando com a profissão. O meu trabalho era, basicamente, colocar em forma audiovisual as idéias vindas da agência para depois ver o resultado retalhado pelo cliente. O prazer artístico era quase nulo e o orgulho pela criação inexistente. Acabei resolvendo mudar de profissão, fiz traduções para cinema e vídeo, fui mediatecário numa orquestra, e finalmente comecei a trabalhar com websites. Agora, depois de quase dez anos de internet, começo a ter uma sensação parecida com a minha desilusão com a publicidade. Meu trabalho hoje consiste, basicamente, em criar websites por encomenda para depois ver o resultado retalhado pelo cliente. O prazer artístico é quase nulo e o orgulho pela criação inexistente. A maior diferença é que agora ganho menos dinheiro. #

[ 14:14 ]

Ontem assisti na televisão um velho filme do gênero capa-e-espada, Scaramouche (EUA, 1952), do George Sidney. Stewart Granger é o herói supostamente plebeu mas secretamente aristocrata, Mel Ferrer é o vilão cruel e perverso, Eleanor Parker é a mocinha plebéia, Janet Leigh é a mocinha nobre. Muitas lutas de espada, com um duelo final que dura mais de cinco minutos (não sei se é este o mais longo da história, ou se é o de The Three Musketeers, do mesmo diretor). A história é do Rafael Sabatini, autor de outros clássicos do gênero como Captain Blood e The Black Swan. Divertido mas extremamente datado. #

[ 13:29 ]

Da série Aniversariantes Famosos: hoje o Arnold Schwarzenegger completa 56 anos. He will be back. #

terça-feira, 29 de julho de 2003

[ 17:28 ]

Qual o seu logotipo preferido? Vote ou sugira um logo no goodlogo!com. #

[ 17:06 ]

Mais um Todd Solondz em dvd, agora Welcome to the Dollhouse (EUA, 1995), imediatamente anterior ao Happiness. Em vez de se concentrar na vida infeliz de adultos, como fez em seus dois filmes mais recentes, aqui ele se concentra na vida infeliz de uma pré-adolescente (na interpretação surpreendente da Heather Matarazzo, que recebeu o Independent Spirit Award por esta estréia no cinema). É o mesmo universo ficcional solondziano, catálogo de ansiedades e inseguranças, com personagens procurando um caminho entre a mediocridade e a falta de oportunidade, bolo de baunilha sem cobertura, assustadoramente parecido com a realidade. #

[ 11:55 ]

O Burburinho e o Por um Punhado de Pixels foram citados no weblog do ilustre Crawford Kilian. Thanks! #

segunda-feira, 28 de julho de 2003

[ 17:20 ]

Animado pelo Storytelling, resolvi assistir novamente em dvd Happiness (EUA, 1998), do Todd Solondz. Muito bom, apesar de ser um dos filmes mais tristes que já vi, mesmo sem contar uma história com acontecimentos tristes. Gosto também da narrativa contida, dos enquadramentos sóbrios e dos personagens que dizem as maiores barbaridades como se fossem a coisa mais natural do mundo. #

[ 12:50 ]

Meus pais moram em Águas de Lindóia, que fica no estado de São Paulo bem pertinho na divisa com Minas Gerais. A população local tem um vocabulário todo próprio que inclui pérolas inesquecíveis. Lá tem gente que tempera salada com "oréco" (orégano), cola objetos com "durapoco" (durepox), sente dor no "figo" (fígado), opera o "uto" (útero), e recebe sinal de televisão com antena "filantrópica" (parabólica). A última que eles me contaram foi sobre o sujeito que, ao ser perguntado sobre o significado da palavra onomatopéia, explicou que se tratava daqueles bichinhos que têm um monte de pernas. #

[ 11:40 ]

Sabe aquele episódio dos Simpsons em que o Bart acorda feliz mas descobre que o cachorro comeu seu dever de casa, perde o ônibus da escola, tem que ir andando na chuva, é repreendido por chegar atrasado e então percebe que é o dia da excursão à fábrica de chocolate e ele não vai poder ir por ter esquecido da permissão assinada pela mãe? Hoje estou me sentindo assim. #

domingo, 27 de julho de 2003

[ 18:08 ]

Esta semana o Burburinho fala de um dos mais celebrados compositores da televisão, Mike Post, e traz uma enquete sobre advogados televisivos. Burburinhe-se! #

[ 17:21 ]

Hoje fomos assistir The League of Extraordinary Gentlemen (EUA, 2003), do Stephen Norrington. Bem melhor do que eu esperava depois de ler tantas resenhas negativas. Claro que não chega aos pés do original em quadrinhos, que é riquíssimo em referências e mais ousado na caracterização dos personagens. Muitas das modificações para a tela parecem ridículas (como botar Allan Quatermain em vez de Mina Harker como líder do grupo para explorar melhor a presença do Sean Connery, incluir Tom Sawyer para cobrir a ausência de personagens estadunidenses, mudar o homem invisível de Hawley Griffin para Rodney Skinner para evitar problemas de direitos de autor, etc), mas não chegam a atrapalhar a trama. Senti falta de algumas coisas dos quadrinhos, como o vilão Fu Manchu ou a sutileza no tratamento da Mina Harker, e gostei de algumas novidades, particularmente a inclusão do Dorian Gray. Boa diversão. #

[ 16:37 ]

A Jade alugou os dvds da série Nikita, e como ontem eu não tinha o que assistir à noite vi os três primeiros episódios. Interessante como na superfície a série é bem fiel ao longa-metragem mas difere dele em detalhes essenciais. No filme original, a Nikita era drogada e realmente matou um policial. Na televisão, não aparece qualquer menção a drogas e ela foi falsamente acusada de matar um policial. Isso gera uma protagonista essencialmente diferente, e o atrito entre ela e a agência secreta para a qual é obrigada a trabalhar deixa de ser somente uma questão de liberdade e incorpora também um conflito de valores morais. Peta Wilson está muito bem e muito bonita no papel principal, mas seu parceiro Roy Dupuis não tem o carisma necessário para a acompanhar. #

sábado, 26 de julho de 2003

[ 22:47 ]

Publicada uma nova página no Pictoblog. #

[ 17:36 ]

Ontem assisti em dvd Jimmy Neutron: Boy Genius (EUA, 2001), do John A. Davis. A história é bem mais fraquinha que eu imaginava, boa para crianças mas sem os detalhes para adultos que caracterizam outros filmes do gênero. A animação em 3d é interessante por optar pela caricatura, tendo personagens que mais se parecem com marionetes (como os velhos Stingray e Thunderbirds) que com pessoas. #

[ 12:25 ]

Da série Aniversariantes Famosos: hoje é dia de festa para duas bonitinhas, Kate Beckinsale (30 anos) e Sandra Bullock (39 anos), e um feioso, Kevin Spacey (44 anos). #

sexta-feira, 25 de julho de 2003

[ 18:01 ]

Ontem assisti em dvd The Tuxedo (EUA, 2002), do Kevin Donovan. Como na quase totalidade dos filmes com Jackie Chan, a história é completamente descartável e o que importa realmente são as macaquices acrobáticas do protagonista. Eu me divirto com as engenhosas cenas de ação, especialmente porque em vez de distribuir pancada como tantos outros artistas marciais o Jackie Chan está sempre tentando fugir da briga. The Tuxedo conta com a bonitinha simpática Jennifer Love Hewitt, com a bonitinha antipática Debi Mazar, e ainda com a participação especial do James Brown, mas em termos de roteiro deixa muito a desejar. Somente para fãs do Jackie Chan. #

[ 17:08 ]

No Brasil, entre os manuais de estilo mais famosos estão o Manual da Folha e o Manual do Estadão. Aqui nos EUA, o astro no gênero é The Chicago Manual of Style, que em breve vai ganhar uma celebrada décima-quinta edição revista e ampliada para o século XXI. #

quinta-feira, 24 de julho de 2003

[ 14:24 ]

Ontem assisti na televisão The Star Chamber (EUA, 1983), do Peter Hyams. É uma espécie de contra-argumento ao Death Wish (aquele onde o Charles Bronson saía fazendo justiça por conta própria). O problema do crime sem punição é apontado, a solução fora da lei é revelada, mas a falibilidade do sistema paralelo é evidente e cabe ao juiz Michael Douglas fazer algo a respeito. Interessante. Em papéis pequenos aparecem Larry Hankin (o mr. Heckles da série Friends) e David Proval (o Richie Aprile da série The Sopranos). #

[ 13:45 ]

O webzine A Arca publicou meu texto sobre A Estranha Cidade dos Patos. #

[ 13:34 ]

Parece piada. Primeiro os EUA invadem o Iraque. Depois um dos arquitetos da invasão, o Paul Wolfowitz, manda a seguinte pérola: "os estrangeiros deveriam parar de interferir nos assuntos internos do Iraque". Por estrangeiros ele entende, é claro, quem não é estadunidense. (Wolfowitz Warns Foreigners Keep Out of Iraq: "I think all foreigners should stop interfering in the internal affairs of Iraq. Those who want to come and help are welcome. Those who come to interfere and destroy are not."). Parece piada. Mas não é. #

[ 13:07 ]

Livros da editora Baen, de fantasia e ficção-científica, gratuitos para download, oferecidos pelos próprios autores: Baen Free Library. É interessante o texto na página de abertura, explicando as razões para a generosidade. "Common sense, applied to the practical reality of commercial publishing. Or, if you prefer, the care and feeding of authors and publishers. Or, if you insist on a single word, profit." #

quarta-feira, 23 de julho de 2003

[ 18:39 ]

Cansado do Windows Media Player e do Real Player, programinhas mal comportados que insistem em criar diretórios no meu computador sem pedir licença ou em tentar acessar a internet mesmo quando quero tocar um arquivo local, instalei o Media Player Classic, que lê uma grande variedade de formatos de áudio e vídeo, incluindo mp3, wav, mid, cda, mpg, ogm, ogg, mov, avi, asf, wmv, entre muitos outros. Bacana. #

[ 15:14 ]

Terminei de assistir em dvd a segunda temporada da série Stargate SG-1. Como aconteceu na primeira temporada, o final foi um cliffhanger deixando a resolução para a temporada seguinte. O que incomoda é que nas duas vezes o episódio final foi recheado de flashbacks de coisas já vistas, não sei se por economia, por preguiça ou por falta de confiança na memória dos espectadores. Tirando isso e o fato de todos os alienígenas falarem inglês, continuo achando uma ótima série. Os temas de hard sci-fi continuam pipocando, incluindo viagens no tempo, engenharia genética, física quântica, transferência de consciência, controle do clima e, claro, visitantes interplanetários. Uma discussão que eu esperava, porém, foi mencionada somente en passant, o fato do stargate permanecer segredo e propriedade da força aérea dos EUA, mesmo sendo de importância e utilidade para toda a humanidade. #

terça-feira, 22 de julho de 2003

[ 17:02 ]

Ontem assisti em dvd Basic (EUA, 2003), do John McTiernan, facilmente o melhor filme que vi este ano. Com toques de Rashomon e de The Usual Suspects, é uma história muito bem contada sobre as diferentes versões de um mesmo acontecimento envolvendo militares estadunidenses na selva do Panamá. John Travolta em ótima forma como especialista em interrogatórios, além de ex-ranger e atual agente do DEA, Connie Nielsen (de Gladiator e One Hour Photo) com cabelinho curto e expressões que lembram muito a Sharon Stone, Samuel Jackson como um sargentão na linha do Louis Gossett Jr. em An Officer and a Gentleman. Roteiro inteligente, onde quase nada é o que parece e quase todos os personagens têm seus segredos. Imperdível. #

[ 16:30 ]

Som do dia: Ogurusu Norihide. #

segunda-feira, 21 de julho de 2003

[ 20:52 ]

Continuo lendo The Vintage Book of Amnesia (Vintage Books, 2000). Depois de um par de contos sem muita graça, do Edmund White e da Karen Joy Fowler, me deparei com o relato do Oliver Sacks, de quem eu já tinha lido um ou outro artigo em revistas, além de ter assistido o longa-metragem Awakenings baseado no seu livro homônimo. Muito interessante a história que ele conta, sobre um paciente com lesão cerebral causadora de amnésia, que ele chama de "o último hippie". (Eu ia dizer que não era ficção, mas lembrei do professor do filme Storytelling, que afirma que no momento que você começou a escrever a história passou a ser ficção.) Botei na minha enorme lista de futuras leituras o livro do Sacks com título mais curioso: The Man Who Mistook His Wife for a Hat. #

[ 15:39 ]

Por sugestão do David, ontem assistimos em dvd Gangs of New York (EUA, 2002), do Martin Scorsese. Ele gostou, eu e a Jade não. O filme é muito longo, muito lento, tenta contar várias histórias e acaba não contando nenhuma, indeciso entre se aprofundar no conflito entre gangues, no preconceito contra negros e imigrantes, no recrutamento compulsório para combater na guerra civil, numa história de vingança ou no romance entre o Leonardo e a Cameron. Além disso, toda a ambientação parece extremamente artificial como se fosse um cenário dickensiano misturado com as extravagâncias operísticas de Moulin Rouge. Para completar, o Daniel Day-Lewis se esvai em overacting, num exagero raras vezes visto nas telas. Não gostei. #

domingo, 20 de julho de 2003

[ 18:07 ]

Esta semana as formigas atacam o Burburinho, no texto sobre A Formiga de Langton e na enquete sobre desenhos animados. Burburinhe-se! #

[ 16:44 ]

Som do dia: estou numa fase de sucessos reconstruídos, onde as três canções principais são I Will Survive (sucesso da Gloria Gaynor) na versão do Cake, Judiaria (sucesso do Lupicínio Rodrigues) na versão do Arnaldo Antunes e My Way (sucesso do Frank Sinatra) na versão do Sid Vicious. #

[ 15:42 ]

Publicada uma nova página no Pictoblog. #

[ 11:59 ]

Da série Aniversariantes Famosos: hoje o Carlos "Samba Pa Ti" Santana faz 56 anos e a Kim "Bette Davis Eyes" Carnes faz 57 anos. #

sábado, 19 de julho de 2003

[ 23:06 ]

Acabei de assistir no SciFi Channel o longa-metragem Alien Hunter (EUA, 2003), do Ron Krauss. James Spader vai ao pólo sul para decifrar uma mensagem possivelmente alienígena desenterrada do gelo. Acaba encontrando uma ex-namorada, um extraterrestre e uma doença interplanetária. História fraquinha, nunca chega a entusiasmar. Keir Dullea, o astronauta de 2001 - A Space Odyssey, aparece rapidamente como político engravatado. #

[ 18:35 ]

Uma das desvantagens de morar em grupo é que quando um fica gripado todos ficam gripados. Na quarta-feira o David voltou para casa com gripe no meio do expediente e passou a quinta e a sexta acamado. Ontem foi a vez da Jade. Hoje quem está gripado sou eu. Passei grande parte do dia dormindo, tive sonhos estranhos (num deles eu estava dentro de um jogo de computador, não como jogador mas como personagem, lutando contra dragões e outros monstros), e ainda estou com tosse e todo dolorido. A julgar pelo ciclo pelo qual passou o David, devo ficar bom lá por terça-feira. #

sexta-feira, 18 de julho de 2003

[ 20:18 ]

Assisti em dvd Storytelling (EUA, 2001), do Todd Solondz. Não é tão bom como o filme anterior dele, Happiness, mas é também muito interessante, especialmente por ter o mesmo clima de estranheza que permeia toda a narrativa sem entretanto perder a verossimilhança. São duas histórias, a primeira mais curta e chamada Fiction, a segunda mais longa e chamada Non-Fiction. Esta última mistura um documentarista sem rumo, um adolescente apático, um pai conservador, uma criancinha cruel, uma imigrante lamurienta, e outras figuras que acabam empurrando a trama para um final entre o trágico e o patético. A primeira história, sobre estudantes de literatura se aperfeiçoando na arte da ficção sob a tutela de um professor renomado, tem uma seqüência que vale o filme. Ao ouvir que um conto era baseado numa história real (da qual o próprio professor participara), ele dispara: "no momento que você começou a escrever, a história passou a ser ficção". Ah, a trilha sonora é do grupo Belle & Sebastian. #

[ 14:37 ]

Desenhos animados em ASCII: Ascii-Movies. Espantoso. #

quinta-feira, 17 de julho de 2003

[ 22:16 ]

O final da primeira temporada de Stargate SG-1, que assisti em dvd, me surpreendeu. Eu esperava algum tipo de conclusão para o arco dramático, com um grande confronto com o vilão Apophis, mas em vez disso eles prepararam o terreno para o clímax e pararam num cliffhanger, deixando o resultado para o início da segunda temporada, que também já estou assistindo. O que mais estou gostando é que os roteiros entram sem medo em vertentes temáticas verdadeiramente de ficção-científica, ao contrário de muitas séries que usam somente a premissa de sci-fi e depois se limitam a histórias que poderiam estar num thriller ou num western. No episódio que dá início à seqüência do embate final com Apophis, por exemplo, a trama envolve a existência de universos paralelos. No episódio Tin Man, um dos melhores até agora, o tema parece ser a transferência de consciência de um corpo humano para um corpo artificial, para depois se revelar um questionamento ainda mais profundo do conceito de identidade. E no início da segunda temporada há um episódio sobre universos virtuais em estilo The Matrix e com o velho questionamento "quando nos desconectamos estamos mesmo desconectados ou é ainda uma simulação?". Boa série, para divertir e também para pensar. #

[ 13:56 ]

Som do dia: Buena Vista Social Club. #

[ 13:42 ]

Vai ser interessante assistir os Los Angeles Lakers nesta próxima temporada. Agora além dos all-stars Kobe Bryant (25 anos) e Shaquille O'Neal (31 anos) eles contam também com os all-stars Gary Payton (35 anos) e Karl Malone (40 anos). Mais um campeonato? #

quarta-feira, 16 de julho de 2003

[ 21:13 ]

Depois de dar uns passeios com a minha câmara de brinquedo Aiptek PenCam Mega, já posso fazer alguns comentários:

  • Para quem, como eu, está acostumando a usar quase exclusivamente teleobjetivas, ter somente uma grande-angular à disposição é uma experiência interessante.
  • Existe uma demora de cerca de dois ou três segundos entre quando aperto o disparador e quando a câmara registra a foto (assinalado por um bip), o que torna complicado obter o tal momento decisivo descrito pelo Cartier-Bresson.
  • Os resultados são bem razoáveis quando há muita luz. À sombra, a saturação de cor quase desaparece. Na penumbra, a imagem é quase toda negra.
  • A paralaxe é enorme, especialmente para quem, como eu, está acostumado com câmaras TTL, o que me obriga a escolher planos mais abertos para serem editados mais tarde. Em alguns momentos, porém, a paralaxe inesperada cria enquadramentos interessantes.
  • Por ser leve, pequena, sem filme, e com qualidade apenas razoável, a câmara provoca uma falta de compromisso no fotógrafo que confere uma certa leveza poética ao resultado. #

    [ 16:47 ]

    Gostei de The Italian Job (EUA, 2003), do F. Gary Gray. Me lembrou muito Ocean's Eleven (grupo de atores famosos, refilmagem dos anos sessenta, trama de roubos milionários, um negro especialista em explosivos, etc) mas achei muito melhor em vários aspectos. A história é mais elaborada, o roteiro é bem construído, o uso de Mini Coopers nas perseguições em vez dos habituais carrões é engenhoso, os atores são extremamente bem escolhidos (Mark Wahlberg repete o trambiqueiro sedutor de The Truth About Charlie, Edward Norton repete o ladrão que rouba ladrão de The Score, Jason Statham repete o especialista em carros de The Transporter, Seth Green repete o cool geek de Buffy, Charlize Theron repete a beleza estonteante de todos seus filmes anteriores). Alguns dos momentos mais engraçados ficam por conta do Seth Green, como quando ele dubla um diálogo que não podemos ouvir ou com a piadinha recorrente sobre o Napster, contando até com a participação do próprio Shawn Fanning. #

    [ 13:33 ]

    Texto interessante sobre equipes de criação: The Nine Pillars of Successful Web Teams. #

    terça-feira, 15 de julho de 2003

    [ 22:23 ]

    Apesar das dúvidas de ontem, hoje comecei a receber a newsletter dO Globo, incluindo uma foto do Lula com o rei da Espanha. #

    [ 22:06 ]

    E os franceses continuam querendo controlar o idioma por decreto. Agora proibiram o uso to termo "email" por funcionários públicos, que devem adotar o equivalente francês "courriel". Mas tiveram que recorrer aos canadenses para encontrar um termo que soasse gaulês: France looks to Quebec for Net lingo. Ah, lá "spam" é "pourriel" e "chat" é "clavardage". #

    [ 21:08 ]

    Passei o dia na rua. Primeiro perambulei por Old Town fotografando casas antigas, algumas com quase trezentos anos de idade. Um dos moradores me viu com a câmara e veio dar uma aulinha sobre como os tijolos foram distribuídos, no padrão Flemish Bond. Depois fui ao cinema assistir The Italian Job. Para arrematar, um show ao ar livre no King Street Garden Park, com o grupo Reverb cantando gospel e rhythm and blues a capella. Dia agradável. #

    segunda-feira, 14 de julho de 2003

    [ 22:07 ]

    Há uns tempos reclamei aqui que os grandes jornais brasileiros não tinham serviço de entrega de notícias por email. Hoje a leitora atenta Julia Marinho me avisou que O Globo inaugurou a sua newsletter. Fui lá me cadastrar e depois de preencher a fichinha deu problema e caí numa página em branco. Imaginei que fosse incompatibilidade com o Opera (indelicadeza freqüente em sites de grandes empresas) e resolvi tentar novamente com o MSIE. Agora eles dizem que "já existe usuário com o email cadastrado". Como não chegou aqui qualquer email de confirmação, fiquei sem saber se vou receber a tal newsletter ou se o meu cadastro ficou entupido na canalização do site. #

    [ 21:50 ]

    A Jade comprou o estojo da quarta temporada de Buffy the Vampire Slayer em dvd, e nas últimas duas ou três semanas fui assistindo os 22 episódios. Continuo não achando uma grande série mas continuo assitindo porque gosto da construção dos roteiros e principalmente dos diálogos. Nesta quarta temporada o esquema é mais ou menos o mesmo, com um grande arco dramático (desta vez a conspiração governamental para capturar demônios e usá-los militarmente) e metáforas sobre a vida dos jovens protagonistas (a sensação de inadequação na faculdade, a colega de quarto incômoda, etc). Dois episódios a destacar. Hush é possivelmente o melhor de toda a série, não só por não ter diálogos durante a maior parte do tempo e ainda assim contar a história com eficiência mas também pelos monstros mais engenhosos até agora, os cavalheiros silenciosos, flutuantes e sorridentes. Restless só tem graça para quem assistiu muitos ou todos os episódios anteriores, porque é todo baseado nos sonhos dos quatro protagonistas, que por sua vez se formam de elementos já vistos e por conexões estranhas, tudo narrado numa linguagem onírica que daria orgulho aos surrealistas. #

    [ 15:17 ]

    Quando o Atticus Finch foi escolhido como o melhor herói da história do cinema na eleição do American Film Institute, superando ícones como Indiana Jones e James Bond, resolvi assistir novamente To Kill a Mockingbird (EUA, 1962), do Robert Mulligan, que eu tinha visto há muitos anos na televisão e do qual já não me lembrava bem. Com a morte do Gregory Peck, porém, demorou um bocado para a Netflix ter o dvd disponível, e só neste weekend pude matar a curiosidade. Belo filme, triste filme. Gregory Peck interpreta um herói bem mais verossímil que os aventureiros citados, numa história que mistura racismo, drama de tribunal e lembranças infantis. Mas sua coragem frente à adversidade é tão emblemática como tantos outros heróis clássicos, como Jefferson Smith ou Terry Malloy (identificou os filmes?), que poderiam também aparecer no topo da lista do AFI. "There's a lot of ugly things in this world, son. I wish I could keep them all away from you. That's never possible." #

    domingo, 13 de julho de 2003

    [ 23:36 ]

    No Burburinho desta semana, um texto sobre Peer Gynt e uma enquete sobre o Monty Python. Burburinhe-se! #

    [ 21:39 ]

    Publicada uma nova página no Pictoblog. #

    [ 20:40 ]

    O jornal inglês Independent lista mentiras da guerra do Iraque: 20 Lies About the War. "Falsehoods ranging from exaggeration to plain untruth were used to make the case for war. More lies are being used in the aftermath." #

    [ 17:18 ]

    Hoje fomos assistir Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl (2003), do Gore Verbinski. Bem divertido. As seqüências de efeitos especiais são boas e ao serviço da história, e o roteiro é razoável apesar de não trazer grandes novidades (em alguns momentos lembra muito Cutthroat Island). O melhor do filme, porém, são as interpretações do Geoffrey Rush como pirata do mal e principalmente do Johnny Depp como pirata do bem. "I didn't steal it, I borrowed it without your permission." Não é genial, mas pode ser o melhor filme deste verão. #

    sábado, 12 de julho de 2003

    [ 21:22 ]

    Você sabe a diferença entre techno, house, drum'n'bass e congêres? Pergunte ao Dancing Stu. #

    [ 21:01 ]

    Dobradinha de moscas cinematográficas. Primeiro, assisti em vhs The Fly (EUA, 1958), do Kurt Neumann. Depois assisti também em vhs o remake The Fly (EUA, 1986), do David Cronenberg. A premissa é a mesma mas as narrativas são muito diferentes. No original, a trama se centra na investigação após a morte do cientista, com grande parte da ação aparecendo em flashbacks. No remake, acompanhamos linearmente a experiência e o destino do cientista. No original, a transformação é instantânea e parcial, com o cientista ganhando uma parte da mosca e a mosca ganhando uma parte do cientista. No remake, a transformação é total e ocorre primeiro no nível genético e depois gradativamente com o cientista se transformando aos poucos numa espécie híbrida, a Brundle-Fly. No original, o teletransporte baseia-se no envio dos átomos da pessoa de um ponto a outro no espaço, e no destino são os mesmos átomos a se reorganizarem. No remake, o teletransporte baseia-se no envio da informação de como a pessoa é organizada, e no destino são novos átomos a se organizarem de acordo com as instruções. (Vale comparar com o princípio teórico do teletransportador da série Star Trek, onde a matéria é transformada em energia, a energia é enviada ao destino, onde se transforma novamente em matéria.) Frase divertida do remake: "I've changed the medicine cabinet into the Brundle Museum of Natural History." Frase divertida do original: a mosquinha com cabeça humana gritando "help me". Melhor ator do original: Vincent Price como o irmão do cientista-mosca. Melhor ator do remake: Jeff Goldblum como o próprio cientista-mosca. #

    [ 16:33 ]

    Depois do Richard Dawkins e seu The future looks bright no Guardian Unlimited, agora é a vez do Daniel C. Dennett e seu The Bright Stuff no New York Times. #

    [ 12:08 ]

    Apanhado na mentira, o presidente bota a culpa no subalterno: CIA Chief Takes Blame in Assertion on Iraqi Uranium. "George J. Tenet accepted responsibility for letting President Bush use information that turned out to be unsubstantiated." O Generalíssimo El Busho parece cada vez mais impune e intocável. #

    sexta-feira, 11 de julho de 2003

    [ 22:04 ]

    Frase do dia: "In my case, self-absorption is completely justified. I have never discovered any other subject quite so worthy of my attention." (Waldo Lydecker, personagem do filme Laura, do Otto Preminger) #

    [ 14:19 ]

    Artigo interessante sobre homossexualismo nas histórias em quadrinhos: The Super Queers. #

    [ 10:07 ]

    A primeira vez que vi esta notícia, ontem à noite, o título era Bush Knew Iraq Info Was False. Hoje mudaram para Bush Knew Iraq Info Was Dubious. "CIA officials warned members of the President's National Security Council staff the intelligence was not good enough to make the flat statement Iraq tried to buy uranium from Africa." E agora já há um desmentido: Furor Over CIA Role In WMD Claim. "President Bush said Friday that intelligence services cleared his State of the Union speech, which included a now-discredited allegation that Iraq was seeking to buy nuclear material from Africa." O cheiro é cada vez pior. #

    quinta-feira, 10 de julho de 2003

    [ 17:26 ]

    Assisti em dvd Hypercube: Cube 2 (Canadá, 2002), do Andrzej Sekula. Não chega aos pés do anterior. Enquanto Cube se passava num cenário mecânico e com o qual nos relacionamos diretamente, Hypercube entra no terreno da física teórica e das possibilidades não comprovadas, com ambientes onde o tempo transcorre de forma diferente, objetos surgidos do nada, personagens duplicados em universos paralelos e outras situações estranhas ao nosso cotidiano. "A hypercube isn't supposed to be real. It's just a theoretical construct." E enquanto Cube não revelava o que estava por trás da trama, Hypercube apresenta toda a história como uma conspiração governamental. É ainda interessante, mas não passa de somente mais uma aventura de ficção-científica entre tantas outras. Cube dizia muito mais com muito menos. #

    [ 12:33 ]

    Da série Aniversariantes Famosos: hoje o Marcel Proust completaria 132 anos. Nunca consegui terminar a leitura do primeiro volume de À la Recherche du Temps Perdu, desistindo duas ou três vezes em alguma daquelas longas e entediantes descrições da toalha de rendinhas ou da chávena de porcelana. Sim, eu sei, muitos vão me chamar de herege, mas sempre achei o Proust um chato. #

    [ 11:18 ]

    Depois do inverno mais frio do século e da primavera que não veio, agora estou passando pelo verão mais chuvoso dos últimos tempos. Apesar dos nativos continuarem dizendo que "normalmente não é assim", estou decepcionado com o clima aqui da região. Hoje estamos sob alerta ofical para a possibilidade de enchente, o que não chega a ser uma preocupação imediata para mim (moramos na parte alta da cidade, longe do rio) mas ainda assim incomoda por toda a chuva que cai. A previsão é de tempo nublado até sábado e chuvas e tempestades até terça-feira. #

    quarta-feira, 09 de julho de 2003

    [ 23:16 ]

    Assisti em dvd Cube (Canadá, 1997), do Vincenzo Natali. Muito bom. Seis pessoas presas num cubo, uma porta em cada face do cubo, cada porta levando a outro cubo, alguns deles contendo armadilhas mortais, os cubos todos formando um cubo enorme. Os personagens são ao mesmo tempo arquetípicos (o policial truculento, a liberal neurótica, o autista genial, etc), verossímeis (os conflitos surgidos entre eles são bem o que poderíamos esperar ao colocar em situações extremas pessoas de perfis tão diferentes) e simbólicos (todos têm nomes de prisão: Quentin, Holloway, Kazan, etc). Ninguém sabe como foi parar dentro do cubo, cada um tem a sua teoria (conspiração governamental, rapto alienígena, experimento científico, entre outros), e o melhor é que o filme deixa a questão em aberto, se concentrando na interação entre os prisioneiros, quase como se fosse uma peça do Ionesco ou do Beckett, com lampejos do hitchcockiano Lifeboat. "There is no conspiracy. Nobody is in charge. It's a headless blunder operating under the illusion of a master plan." #

    [ 16:08 ]

    Som do dia: Belle and Sebastian, trilha sonora para indolência nihilista. #

    [ 12:19 ]

    Da série Aniversariantes Famosos: hoje o Tom Hanks faz 47 anos, a Kelly McGillis faz 46 anos, o Jimmy Smits faz 48 anos, e a Courtney Love faz 39 anos. #

    [ 12:12 ]

    Estou gostando da série Stargate SG-1 mais do que esperava. Cada episódio traz não somente um novo planeta vagamente inspirado em culturas antigas da Terra (o que logo se tornaria rotineiramente desinteressante), mas combina também premissas curiosas de ficção-científica com o passado dramático dos protagonistas. Até agora já tivemos, entre outras tramas, um vírus que altera o aspecto e o comportamento das pessoas e as faz parecerem trogloditas, um capitão que se aproveita da ingenuidade dos nativos para se tornar líder do planeta, e um povo controlado por nanotecnologia para ter um ciclo de vida de apenas cem dias. E o pobre coronel Jack O'Neill já foi contaminado por vírus alienígena, já envelheceu precocemente, já foi duplicado, já foi vítima de ataques sexuais, já viu uma reconstrução do filho morto, já casou com uma extraterrestre sem saber... #

    terça-feira, 08 de julho de 2003

    [ 21:15 ]

    Assisti em dvd Human Nature (EUA-França, 2001), do Michel Gondry. O roteiro é do Charlie Kaufman, autor do inusitado e divertido Being John Malkovich, e segue aproximadamente o mesmo humor enviesado, que encanta por ser quase sempre inesperado numa época de histórias completamente previsíveis. Patricia Arquette é uma mulher com excesso de pelos, Tim Robbins é um cientista com traumas de infância, Rhys Ifans é um sujeito que foi criado na floresta como um macaco, Miranda Otto é uma assistente de laboratório com falso sotaque francês, e daí surge um quadrângulo amoroso com agregados importantes como o terapeuta do cientista, que tem uma irmã depiladora, que se apaixona por um anão de alto QI, que trabalhou com a mulher peluda, que... Muito divertido e com um final cínico perfeito. #

    [ 20:57 ]

    Jogo da vez: Tropico. Simulação de uma ilha caribenha onde o jogador é o presidente e controla (ou tenta controlar) a política e a economia enquanto se equilibra no poder, seja através de eleições democráticas ou de práticas ditatoriais. Eu devo ter um perfil muito liberal, pois só consigo sucesso no jogo quando mantenho a economia aberta e o povo feliz (e ignorante da minha gorda conta bancária na Suíça). Se resolvo emular um Pinochet ou um Duvalier, boicotando eleições e dando sumiço nos adversários, viro presa fácil da revolução guerrilheira que se forma contra mim. Divertido. #

    [ 12:54 ]

    Quando pedi o meu green card, recebi um documento dando um prazo de 180 dias para uma resposta. Como a data se aproximava, resolvi dar uma espiada no site do INS para ver o case status. A primeira notícia ruim é que o Immigration and Naturalization Service se tornou parte do U.S. Department of Homeland Security e se transformou no Bureau of Citizenship and Immigration Services. A segunda notícia ruim é que esticaram o prazo para 360 dias. Ridículo. "Bureaucracy, the rule of no one, has become the modern form of despotism." (Mary McCarthy) #

    [ 11:46 ]

    O Crawford Kilian finalmente criou um weblog, com o mesmo título do seu livro Writing for the Web e como beta tester do novo TypePad. Já no segundo post ele fala da sua visita ao Brasil no ano passado. #

    segunda-feira, 07 de julho de 2003

    [ 16:05 ]

    Esta semana o Burburinho fala de desenhos animados no texto (Caverna do Dragão) e na enquete (Flintstones, Jetsons ou Simpsons?). Burburinhe-se! #

    [ 15:22 ]

    Publicada uma nova página no Pictoblog. #

    [ 13:24 ]

    Artigos no Daily Telegraph, Daily Record, The Oregonian e Slate sobre o comercial do Honda Accord, que foi filmado 606 vezes até atingir o efeito desejado. #

    [ 12:16 ]

    Da série Aniversariantes Famosos: hoje o Ringo Starr faz 63 anos. #

    domingo, 06 de julho de 2003

    [ 23:15 ]

    Resolvi tirar o domingo de folga. Atualizações do Pictoblog e do Burburinho, só amanhã. #

    [ 22:13 ]

    Hoje fui assistir Terminator 3: Rise of the Machines (EUA, 2003), do Jonathan Mostow (diretor do interessante thriller Breakdown). A melhor coisa do filme é a forma como encaixaram a trama na história dos dois primeiros episódios, completando de forma elegante os paradoxos criados pelas viagens no tempo. A pior coisa do filme é ter mais uma longa e desnecessária seqüência de perseguição de automóveis repleta de destruição. Já vi isso tantas vezes que não agüento mais. Arnold Schwarzenegger novamente muito bem no papel de robô (ou, como ele prefere ser chamado, organismo cibernético), acompanhado de uma terminatrix igualmente competente, Kristanna Loken. John Connor cresceu e agora é interpretado pelo Nick Stahl (o rapazinho de In the Bedroom), tendo como par romântico a Claire Danes (que cresceu e emagreceu desde que a vi em Les Misérables). Vale bem o preço do ingresso, especialmente se você aproveitar a perseguição de carros para ir comprar pipoca. #

    sábado, 05 de julho de 2003

    [ 12:23 ]

    Comecei a assistir uma nova série em dvd, Stargate SG-1. Eu sabia que o Richard Dean Anderson (aka MacGyver) era o protagonista, mas não sabia que ele fazia o mesmo personagem que o Kurt Russell fez no longa-metragem, o coronel Jack' O'Neil. Outro personagem do filme original ganha também novo ator, com Michael Shanks substituindo James Spader na pele do doutor Daniel Jackson. É curioso como o Shanks consegue manter a nerdice do Spader, quase imitando a interpretação inicial e dando continuidade ao personagem, enquanto o Anderson oferece uma certa suavidade ao coronel durão do Russell. A equipe se completa com dois personagens novos, a cientista-milica Samantha Carter, interpretada pela Amanda Tapping com sorrisinhos de Meg Ryan, e o negão alienígena Teal'c, vivido pelo Christopher Judge. O episódio-piloto da série é interessante, introduzindo novos elementos que abrem possíveis continuidades à história, como os humanos de épocas e culturas diferentes exportados pela galáxia, as minhocas extraterrestres (Goa'uld) que habitam corpos humanos, ou o rapto da esposa e do cunhado do Jackson. Detalhe curioso: o general é interpretado pelo Don Davis, que também fazia um oficial da força aérea na série Twin Peaks, numa trama que envolvia naves espaciais. Detalhe incômodo: a equipe viaja pela galáxia e visita civilizações antigas, como egípcios e mongóis, e todos falam inglês fluentemente. #

    [ 10:52 ]

    Ontem fui com a Jennifer, que conheci através do Friendster, até Old Town (a parte antiga de Alexandria) para ver os fogos de artifício comemorativos do dia da independência. Como apenas o rio Potomac nos separa de Washington, foi possível assistir daqui, com tranqüilidade, a pirotecnia disparada no National Mall, onde mais de meio milhão de pessoas se aglomeraram (somente pelos portões do metrô passaram 429.000 passageiros). Na próxima semana a comemoração será deste lado, celebrando o aniversário de Alexandria. #

    sexta-feira, 04 de julho de 2003

    [ 16:53 ]

    Frase do dia: "I don't use a pen. I write with a goose quill dipped in venom." (Waldo Lydecker, personagem do filme Laura, do Otto Preminger) #

    [ 12:20 ]

    Ontem a TNN apresentou seus novos desenhos animados "para adultos", numa sessão chamada CFFA - Cartoons For F*cking Adults. Começou com Ren & Stimpy, que me fez rir um pouco com uma historinha sobre tortura de animais. O problema é que o tom não era de humor provocativo mas de provocação artificial. Depois veio Gary the Rat, com a velha e óbvia metáfora do advogado sem princípios que se transforma em rato. Muito fraquinho. A voz é do Kelsey Grammer, protagonista da série Frasier. Em seguida veio a pior atração da noite, Stripperella, super-heroína criada pelo Stan Lee com base na Pamela Anderson, que lhe dá voz. Completamente sem graça, espécie de pastiche da série Batman dos anos sessenta, que já era um pastiche. A parte mais ridícula é que, quando não está combatendo o crime, Striperella trabalha num clube de striptease, onde todas as cenas de nudez são borradas com efeitos de computador pelos zelosos animadores. As séries foram anunciadas para o público adulto mas parecem mais vocacionadas para adolescentes retardados. #

    quinta-feira, 03 de julho de 2003

    [ 18:50 ]

    Assisti em dvd Boiler Room (EUA, 2000), do Ben Younger. Trama de picaretagem na bolsa de valores, lembrando um pouco Wall Street (que é citado no filme). O elenco é uma espécie de novo brat pack, com Giovanni Ribisi (de Saving Private Ryan), Vin Diesel (também de Saving Private Ryan), Nicky Katt (de Insomnia), Scott Caan (de Ocean's Eleven), Jamie Kennedy (de Scream) e Tom Everett Scott (de An American Werewolf in Paris), com Ben Affleck aparecendo como padrinho da turma. Retrato impiedoso da filosofia "greed is good, greed is right, greed works" (frase de Wall Street) aliada ao vazio existencial da nova geração, mas mostrando só o lado contraventor da história. "They say money can't buy happiness? Look at the fucking smile on my face. Ear to ear, baby." #

    [ 17:10 ]

    Ferramentinha para blogueiros: All Consuming. Mostra o que a blogosfera anda lendo. #

    [ 15:54 ]

    Eu disse aqui há alguns dias que não me lembrava de ter visto a doença do Júlio César registrada em qualquer filme, mas a atenta leitora Julia Marinho aponta que ele aparecia tendo um ataque epilético em Cleopatra (EUA, 1963). Acho que eu era criança quando vi esse filme na televisão, de pouco me lembro. Fui pesquisar pela internet e realmente achei menções à tal cena do Rex Harrison esparramado no chão com a Elizabeth Taylor apreciando o triste espetáculo. Então nem isso o telefilme do Uli Edel tem de novidade. #

    [ 15:03 ]

    Anúncio de página inteira no New York Times de hoje: Unbrand America. #

    quarta-feira, 02 de julho de 2003

    [ 17:37 ]

    Continuo lendo The Vintage Book of Amnesia (Vintage Books, 2000). Depois de um conto sem graça do Flann O'Brien (que me lembrou o estilo do Boris Vian), torci o nariz ao me deparar com um conto do próprio organizador da coletânea, Jonathan Lethem. Então o sujeito reúne os melhores contos do gênero e tem a falta de modéstia de incluir seu próprio trabalho? Para a minha surpresa, porém, trata-se da melhor história do livro até agora, no que parece ser uma divertida mistura de Italo Calvino e Paul Auster, com toques de Monty Python. Vou procurar mais coisas dele. #

    [ 15:37 ]

    Assisti em dvd Scooby-Doo (EUA, 2002), do Raja Gosnell. Como esperado, é fraquinho. Mesmo assim, muito superior a outras adaptações de desenhos animados, como Josie and the Pussycats ou The Flintstones. Um dos pontos fortes do filme é a caracterização dos personagens, especialmente Shaggy e Velma, que estão idênticos aos originais. Curiosamente, um dos pontos fracos do filme é também a caracterização dos personagens, já que Daphne e Fred foram desnecessariamente reinventados, ela ganhando habilidades marciais e ele ganhando um novo penteado. O roteiro segue mais ou menos a mesma estrutura dos episódios de animação, mas infelizmente opta por monstros reais (enquanto na série grande parte das ameaças era falsamente sobrenatural, com uma explicação lógica para tudo) e por um vilão mais que óbvio (num clímax que me lembrou vagamente Indiana Jones and the Temple of Doom). O personagem mais memorável é Emile Mondavarious, interpretado pelo Rowan Blackadder Bean Atkinson. O personagem menos memorável é o próprio Scooby-Doo, recriado em 3d. "Those creatures are taking over the world, that's so mean." #

    [ 13:41 ]

    E eis que cheguei ao último episódio de Star Trek, Turnabout Intruder, onde Kirk troca involuntariamente de corpo com sua ex-namorada e agora arqui-vilã Janice Lester. É muito engraçado ver o William Shatner tendo ataques histéricos para simular a personalidade da invasora, completamente despreparada para lidar com a Enterprise e sua tripulação. Este último dvd contém também o episódio-piloto The Cage, que já comentei em artigo no Burburinho. Foi bem divertido assistir os oitenta episódios da série original. Para dar continuidade a esta aventura em dvd, pretendo agora ver novamente os filmes com a velha tripulação e depois The Next Generation. Mas antes vou fazer uma pausa assistindo alguma outra série. #

    [ 13:30 ]

    Página de erro: These Weapons of Mass Destruction cannot be displayed. #

    [ 12:10 ]

    Recebo por email as manchetes do dia enviadas gratuitamente pelo New York Times e pelo Washington Post. Hoje fui procurar um serviço semelhante nos grandes jornais brasileiros (Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil, O Globo) e não encontrei. É difícil prever que sites de jornais vão me atrair com mais freqüência? #

    terça-feira, 01 de julho de 2003

    [ 21:48 ]

    Ontem assisti em dvd Formula 51 (EUA-GB-Canadá, 2002), do Ronny Yu. Comédia de ação com Samuel L. Jackson desfilando de dreadlocks jamaicanos e kilt escocês e distribuindo pancada com tacos de golfe. Inusitado e divertido. Tiroteios, explosões, perseguições de automóveis, gírias cockney e piadinhas intercontinentais. O elenco de apoio é bem interessante, com Robert Carlyle (de The Full Monty e The World Is Not Enough) como sidekick inglês viciado em futebol, Emily Mortimer (de The Kid) como pistoleira de aluguel, Rhys Ifans (de Notting Hill) como traficante clubber, Meat Loaf (de Fight Club) como über-vilão. #

    [ 21:07 ]

    Meu penúltimo episódio de Star Trek foi All Our Yesterdays. Kirk, Spock e McCoy visitam um planeta prestes a ser destruído (a estrela local vai entrar em fase de supernova) e descobrem que a população buscou refúgio através de uma máquina do tempo, cada um viajando definitivamente para o ponto do passado que escolheu. O problema é que descobrem isso um tanto por acaso, indo eles mesmos parar no passado do planeta, Kirk numa época medieval, Spock e McCoy numa era glaciar. O mais interessante é que Spock começa a se comportar como os vulcanos de cinco mil anos atrás, selvagens que ainda não tinham se dedicado ao culto da lógica. "I'm behaving disgracefully. I've eaten animal flesh and I've enjoyed it. What's wrong with me?" Além de deslizar na dieta, ele também se deixa seduzir pela mulher das cavernas Zarabeth, interpretada pela Mariette Hartley, atriz de filmes de horror (The Return of Count Yorga), de ficção-científica (Marooned) e até de thrillers de Hitchcock (Marnie). Divertido. #

    [ 17:53 ]

    Os pequenos juntam-se para melhor combater os grandes: David Wiley está fechando o Open Content e juntando-se ao Creative Commons. #

    [ 12:44 ]

    Da série Aniversariantes Famosos: hoje é dia de musas para todos os gostos, com Liv Tyler fazendo 26 anos, Pamela Anderson fazendo 36 anos, e Deborah Harry fazendo 58 anos. #

    [ 11:28 ]

    Na segunda parte de Caesar (EUA, 2003), do Uli Edel, Jeremy Sisto continua deixando a desejar no papel principal, com pouco carisma e muitos trejeitos efeminados. O andamento da história também me decepcionou um pouco, porque eu esperava ver muito mais da trama envolvendo Cleópatra (que aparece em três míseras cenas e só diz alguma coisa em uma delas, ao contrário do Vercingetorix, que apareceu trocentas vezes). O pior foi o final, onde deram poderes paranormais para a esposa do imperador, Calpúrnia, que prevê em sonhos o assassinato do marido. Bem fraquinho. #